Frio, chuva e mudanças de temperatura colocam doenças respiratórias no radar dos gaúchos

O Rio Grande do Sul começa a deixar o inverno para trás, mas o clima ainda mantém características da estação. A passagem de frentes frias, períodos de chuva e variações de temperatura ao longo do dia fazem com que o casaco continue sendo um item necessário na rotina dos gaúchos.
Esse cenário também mantém em evidência um problema comum nesta época do ano: as doenças respiratórias.
A própria Secretaria Estadual da Saúde considera o período de inverno um momento de maior circulação de síndromes respiratórias, com reflexos na procura por atendimento na rede pública e nos serviços de urgência e emergência. Para 2026, o Estado criou novamente o programa Inverno Gaúcho com Saúde, justamente para reforçar a atenção à população durante esse período.
O clima do Sul contribui para essa preocupação. Durante o inverno, massas de ar frio provocam quedas de temperatura, enquanto períodos de umidade e chuva fazem parte das características climáticas da região. O Instituto Nacional de Meteorologia destaca que essas condições podem ter impacto sobre a saúde e favorecer o agravamento de doenças respiratórias.
Nem todo sintoma é gripe
Coriza, espirros, tosse, congestão nasal e dor de garganta estão entre os sintomas que costumam aparecer com maior frequência nesta época. Mas a presença desses sinais não significa necessariamente que a pessoa esteja com gripe.
Resfriados, gripe e outras infecções respiratórias podem apresentar sintomas semelhantes, mas possuem causas e níveis de gravidade diferentes. Por isso, a recomendação é evitar a automedicação, principalmente quando os sintomas são intensos, persistentes ou acompanhados de febre e dificuldade para respirar.
Crianças pequenas, idosos e pessoas que já possuem doenças respiratórias ou outras condições de saúde precisam de atenção especial.
Mudança de estação não significa fim do frio
O calendário indica que o inverno termina em 22 de setembro, mas isso não significa que as temperaturas mais baixas desaparecerão imediatamente.
No Rio Grande do Sul, a transição para a primavera pode ser marcada justamente pela alternância entre dias frios e períodos mais quentes. Essa oscilação exige atenção da população, principalmente na escolha das roupas e nos cuidados com ambientes fechados.
A orientação é manter os ambientes ventilados sempre que possível, evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas respiratórios e procurar atendimento de saúde quando houver sinais de agravamento.
Enquanto a primavera não chega de vez, o clima gaúcho segue fazendo aquilo que conhece bem: muda de ideia rápido. E, para quem sente no corpo cada virada de temperatura, a melhor estratégia continua sendo prevenção e atenção aos sintomas.






