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Temporal afeta 54 mil pessoas, deixa quatro feridos e danifica mais de 8 mil casas no RS

Mais de 54 mil pessoas foram afetadas pelos temporais no Rio Grande do Sul, segundo o balanço mais recente da Defesa Civil estadual. Até as 17h de terça-feira (29), eram quatro feridos, 6.298 desalojados e 8.181 casas danificadas.

As ocorrências começaram na sexta-feira (25) e envolvem chuva intensa, granizo, vendavais, inundações, alagamentos e movimentos de solo. Ao todo, a Defesa Civil contabilizou 146 ocorrências em 128 municípios, sendo que 111 cidades comunicaram danos materiais ou humanos.

Quatro pessoas ficaram feridas

Os quatro feridos foram registrados em diferentes regiões do Estado. Duas pessoas ficaram feridas em Pontão, uma em Alegrete e outra em Capão do Cipó.

Não havia registro de mortes ou desaparecidos relacionados a este episódio no balanço divulgado pela Defesa Civil.

Além dos 6.298 desalojados, que deixaram suas casas e buscaram abrigo por conta própria, havia 166 pessoas em abrigos, conforme levantamento divulgado no início da noite de terça-feira.

Entre os danos contabilizados estão:

  • 8.181 residências danificadas

  • 171 casas destelhadas

  • 46 residências alagadas

  • 38 estabelecimentos de ensino atingidos

  • 8 unidades de saúde danificadas

  • 27 outros prédios públicos atingidos

  • 93 outros estabelecimentos com danos

Rios sob atenção após grande volume de chuva

Com a redução das tempestades em boa parte do Estado, a atenção passou também para a elevação dos rios.

A Defesa Civil apontou risco de inundação nos rios Quaraí, Santa Maria, Jacuí, Taquari e Caí, em razão dos volumes acumulados durante os últimos dias.

Na noite de terça-feira, o Rio Taquari estava acima da cota de inundação em Lajeado e Estrela. O Jacuí também havia ultrapassado a marca de inundação em Dona Francisca, assim como o Rio Quaraí no município de Quaraí.

A Defesa Civil chegou a emitir alerta de risco muito alto de inundação para o Rio Caí, em São Sebastião do Caí.

Mais de 40 mil consumidores ficaram sem energia

Os estragos também afetaram o fornecimento de energia elétrica. No começo da noite de terça-feira, mais de 40,5 mil clientes estavam sem luz nas áreas atendidas pela RGE e pela CEEE Equatorial.

Eram cerca de 26 mil consumidores sem energia na área da RGE e outros 14.565 na área da CEEE Equatorial, conforme dados das concessionárias divulgados naquele período.

Missões teve tempestade severa

Uma das áreas mais castigadas entre a noite de segunda (28) e a madrugada de terça-feira foi a região das Missões.

Em Santo Antônio das Missões, mais de três mil pessoas foram afetadas e cerca de 200 residências tiveram danos. Prédios públicos, postos de saúde e escolas também foram atingidos.

Em São Luiz Gonzaga, cerca de duas mil pessoas foram afetadas. Árvores caíram, estabelecimentos tiveram vidros quebrados e a estrutura de um posto de combustíveis foi destruída pelo vento.

Imagens registradas durante a tempestade levantaram a suspeita da passagem de um tornado. Meteorologistas consultados após o episódio, porém, apontaram a atuação de uma supercélula, tipo de tempestade organizada associada a uma corrente de ar ascendente em rotação. Não houve confirmação de tornado.

Também foram relatados estragos em municípios como Cerro Largo, Giruá, Panambi, Palmeira das Missões, Catuípe, Vitória das Missões, São Pedro do Butiá, Dezesseis de Novembro, Caibaté e Rolador.

Temporais atingiram praticamente todas as regiões

A sequência de instabilidades já vinha sendo monitorada desde a semana passada. Antes dos temporais, a Defesa Civil alertava para possibilidade de granizo de grande porte, rajadas superiores a 90 km/h e chuva intensa, especialmente no Oeste, Campanha, Missões, Noroeste, Norte e Centro do Estado.

Em pontos da Campanha e do Oeste, os acumulados projetados poderiam superar 170 milímetros em 24 horas, com volumes acima de 200 milímetros durante todo o período de instabilidade.

A Defesa Civil orienta moradores de áreas de risco a acompanhar os alertas oficiais. Em situações de emergência, os contatos são 190, da Brigada Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros.

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