O Lajeadense, único clube profissional em atividade na região, está à deriva. A equipe conquistou apenas dois pontos nos últimos nove jogos e amarga a lanterna da Divisão de Acesso do futebol gaúcho. Entre os motivos para essa campanha, um parece evidente: a falta de investimento. O clube trabalha, seguramente, com um dos menores orçamentos da competição.
Apesar de todo o esforço de Serginho, profissional que conhece profundamente o Lajeadense e o funcionamento do futebol gaúcho, o trabalho não parece ser suficiente. A cada partida, o treinador tenta extrair aquilo que o elenco simplesmente não demonstra ter. É um grupo limitado tecnicamente e que também não apresenta forças para buscar sua primeira vitória no campeonato.
A matemática ainda oferece possibilidades de permanência, mas aquilo que o torcedor vê e sente nas arquibancadas é ainda mais preocupante: parece ser um time sem alternativas e sem ter de onde tirar uma reação.
É triste ver o Lajeadense, que já disputou grandes competições, participou da Copa do Brasil e foi campeão do interior gaúcho, chegar a essa situação. Mas não há como fugir da realidade: nada se faz sem investimento, principalmente no futebol profissional. O clube ainda tem uma chance, mas precisará encontrar, dentro de suas limitações, um caminho que até agora não apareceu.
Mais um salvador da pátria
O Internacional busca mais um salvador da pátria para a temporada. Isso está virando rotina e já deixou de ser apenas motivo de preocupação: virou motivo de indignação para a torcida. Um clube do tamanho do Inter passar por essa situação pelo segundo ano consecutivo é constrangedor.
No ano passado, Abel Braga, ídolo histórico do clube, chamou a responsabilidade e, em apenas duas partidas, conseguiu evitar o rebaixamento. Neste ano, o cenário se repete — e consegue ser ainda pior. Faltando 12 rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, o Inter soma apenas 25 pontos, sua pior marca a esta altura da competição na comparação com 2016, ano em que foi rebaixado, e com a temporada passada, quando escapou na última rodada.
Receba as principais do dia no WhatsApp
Sem spam. Você sai quando quiser.
A verdade é que o gigante da Beira-Rio vem sendo diminuído por uma série de fatores. O principal deles é uma direção incompetente, acompanhada de um departamento de futebol que piora a cada ano. Trocar o treinador já não parece suficiente. O trabalho de Paulo Pezzolano foi para o ralo há muito tempo, mas a verdade nua e crua é que ele ainda não foi demitido porque, até o fechamento desta edição, o Inter não encontrou alguém disposto a assumir o clube nas 12 partidas restantes.
O Internacional, que sempre foi o sonho profissional de muitos treinadores, hoje não encontra quem queira abraçar uma causa que, para muitos, já parece perdida. É triste ver um clube de tamanha grandeza sendo reduzido a uma equipe que entra em cada temporada com o risco de rebaixamento como parte de sua realidade.








