Perondi

Nolimar Perondi@nolimarperondi

Entre o Progresso e a Política

Atualizado em 12/10/2026 às 23h539 min de leitura

Segredo

Como já havia comentado na semana passada, o Sicredi Região dos Vales, que completou 44 anos, estaria por anunciar, na data de seu “aniversário”, dia 2 de julho, uma novidade. De fato anunciou e começou a valer, no último dia 6, a maior promoção de sua história: a “Promoção 45 anos”. Será a maior campanha comemorativa já realizada e vai distribuir 450 cartões-presente, no total de R$ 4,5 milhões.

Haverá sorteios de cartões com valores de R$ 5 mil a R$ 20 mil, que poderão ser utilizados em diversos estabelecimentos comerciais. Os sorteios já estão devidamente programados: outubro e dezembro de 2026, nas assembleias de núcleos em março e abril de 2027, e o sorteio final no dia 2 de julho de 2027.

Participam desse sorteio os associados que realizarem seus negócios com o Sicredi Região dos Vales, como poupança, depósito a prazo, todas as linhas de crédito, seguros e consórcios. Quanto mais negócios, mais cupons para concorrer.

Abrangente

O Sicredi Região dos Vales atua na região como fomentador do desenvolvimento e comprova isso na prática. Nesta promoção, que vai distribuir R$ 4,5 milhões, haverá sorteios nas 21 agências dos 18 municípios, garantindo, desta forma, ganhadores em todas elas.

Esses valores, de R$ 5 mil a R$ 20 mil, por meio do cartão-presente, impulsionarão o comércio local pelos associados sorteados. Assim, ganha o associado, ganha o comércio e isso alavanca a economia regional. Que sacada legal. Isso, de fato, mostra o compromisso com seus princípios.

Além de atuar como uma instituição financeira moderna, atualizada, oferecendo todos os serviços bancários aos seus associados, com distribuição dos lucros conforme a participação, ainda influencia positivamente no desenvolvimento da comunidade, com responsabilidade social e ambiental, contribuindo para um mundo melhor e mais igual. Vida longa.

Saiu

O vereador Cris Costa pediu para sair. Deixou a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Encantado. Recentemente, o vereador pediu para que se mudasse para as terças-feiras o dia das sessões ordinárias. Dessa maneira, nas segundas, as comissões se reuniriam para deliberar sobre os projetos com os devidos pareceres.

Não foi adiante. Inclusive, recebeu uma observação do vereador Valdecir Cardoso. Conforme Cardoso, a semana tem outros dias e, se não fazem, é por desorganização.

Cris Costa afirma também que está cansado. Diz que as coisas não andam: “Só querem fazer teatro ao vivo durante as sessões, não levam a sério o trabalho”.

Outro motivo salientado pelo vereador, que o irritou e o fez decidir deixar a presidência da comissão, teria sido o posicionamento do então presidente, Claudinho da Silva Neto, de não ter colocado nenhum projeto em votação na semana anterior. Segundo ele, havia projetos importantes de suplementação que não foram votados.

Resquício

O vereador Valdecir Cardoso voltou a criticar a decisão do vereador Daniel Passaia, que presidia os trabalhos de votação da Mesa Diretora e impugnou a chapa de oposição encabeçada por Cardoso, que contava com mais dois vereadores do PP e um enxerto, o vereador Samuel, do PSDB, para completar os cargos exigidos.

Na oportunidade, Cardoso fez uma defesa oral, alegando que o plenário seria soberano para decidir. Lembrou que o PP e o União Brasil são oficialmente uma federação e que, com o apoio do PSDB, estaria presente o pluripartidarismo questionado, aludido por Passaia para impugnar a chapa opositora.

Face a essa contestação, Daniel Passaia foi convencido e retirou a impugnação. Parece confuso, e de fato é. Diria que foi uma confusão digna da atual composição desta legislatura.

Redundância

Notem que o vereador Passaia, que presidia os trabalhos da eleição da Mesa Diretora, impugnou a chapa oposicionista porque, segundo seu entendimento, dois partidos não supririam a exigência do tal pluripartidarismo.

Com a defesa oral do vereador, alegando que União Brasil e PP formam uma federação, com o apoio de um vereador do PSDB, ao que entendi, alegou-se serem três partidos compondo a chapa. Passaia, que anteriormente impugnou por serem apenas dois partidos, convenceu-se de que eram três e permitiu que a chapa oposicionista concorresse.

No meu entendimento, ficou na mesma. Como União Brasil e PP legalmente formam uma federação partidária, representam apenas um partido. Com mais a insurgência do vereador do PSDB, somam dois. Se antes não formava o alegado pluripartidarismo, agora também não.

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Dois Pesos

Recentemente, houve uma discussão na composição das comissões, que incluiu o PP, porém lhe tirou o direito de presidir uma das duas existentes, como era usual até então. Observando a proporcionalidade, está correto. O PP está contemplado, porém não tem maioria para presidir. Simples: conforme-se sendo minoria.

Essa mesma proporcionalidade, ao que me parece, não está contemplada na chapa vencedora, que elegeu Leonardo Lorenzi (MDB) presidente, Rogério Meira (União Brasil) vice-presidente, Aline Ganasini (PSDB) primeira secretária e Daniel Passaia (União Brasil) segundo secretário.

Existe um bloco com três partidos e a oposição com um partido. Notem: o artigo 58 da Constituição Federal, o artigo 56 da Constituição Estadual e o artigo 29 do Regimento Interno da Câmara de Encantado trazem o mesmo texto: “É assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares”.

Se fizermos uma conta de que são quatro cargos, o bloco situacionista, arredondando, terá três, e a oposição terá um. Desta forma, usa-se uma fórmula para as comissões e outra para a Mesa Diretora, sendo que, nas duas situações, os critérios devem ser os mesmos: proporcionalidade.

Assim sendo, caso queira, a oposição pode contestar na Justiça para garantir seu direito de ter um cargo na Mesa Diretora, já que o objetivo constitucional é assegurar a pluralidade e a participação das minorias. Nesse caso, não existe a soberania do plenário.

Candidato

O vereador Daniel Passaia anunciou que é pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil. Já colocou seu nome para a convenção do seu partido. Conforme Passaia, o principal é o debate das ideias para o Vale do Taquari, para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.

Suas pautas são apenas uma reeleição para o Congresso e as Assembleias: “Para acabarmos com essa continuidade de famílias e oligarquias partidárias que se perpetuam no poder, no Legislativo”.

Também apoia o voto distrital, privilegiando o Vale do Taquari, com cem por cento das emendas impositivas para a região nos dois primeiros anos. Falou de melhorias na infraestrutura e de mudanças no pacto federativo, deixando apenas 10% da arrecadação em Brasília, uma parte para os estados e pelo menos 70% diretamente com os municípios.

Curiosidade

Fiquei curioso quando o vereador Daniel Passaia, que se diz político de direita, quer apenas uma reeleição para o Congresso para acabar com a continuidade de famílias se perpetuando no poder. Referia-se a qual família?

Municipalismo

Existe uma ideologia que defende a descentralização do poder e maior autonomia administrativa, política e financeira para os municípios. De fato, é interessante. Porém, imagino essa implementação através de um debate com mais profundidade e realismo do que propõe o agora pré-candidato a deputado federal Daniel Passaia.

Na sua proposta, afirma que o governo federal deva ficar com apenas 10% da arrecadação, “alguma coisa” com o governo estadual e 70% retidos nos municípios. Desta maneira, a lógica seria de que municípios maiores ficariam com a maior fatia da arrecadação, enquanto os menores ficariam à própria sorte.

Nesta divisão, já cravada pelo pré-candidato, como ficaria a Previdência Social, que oferece benefícios como aposentadorias, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte? O SUS, nas altas complexidades? A educação pública? Investimentos em ciência e tecnologia? Só para citar o mínimo.

Dália +100

Na quarta-feira, 8 de julho, aconteceu a programação do Dália +100, que foi pensada e desenvolvida para reunir especialistas, produtores, lideranças e instituições no mesmo propósito: planejar o futuro da produção agropecuária. “Um olhar completo sobre cada elo que transforma o leite em qualidade, desenvolvimento e futuro.” A participação de produtores e técnicos foi grande e lotou o auditório do Sicredi Região dos Vales.

Ao longo do dia, os assuntos apresentados destacaram sucessão familiar, gestão, inovação, mercado, tecnologia e sustentabilidade. Teve até a cápsula do tempo para a preservação da memória da Cooperativa Dália.

Esta cápsula não irá permanecer intacta. Nesta proposta de compromisso permanente, será aberta a cada dez anos, revisitando o conteúdo, complementando e atualizando. Assim, permitirá que cada geração acrescente seu testemunho, registre realizações e compartilhe sua visão de futuro. Este foi o primeiro e outros tantos virão, sempre com o intuito de construir juntos o futuro da agropecuária.

Frase

Se queres prever o futuro, estuda o passado.

Confúcio

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