Há convicções que construímos ao longo do tempo e no último final de semana tive confirmação de uma delas, participando do Congresso da Federasul e das Mulheres Empreendedoras, que reuniu lideranças, empresários, empreendedores e tantas pessoas dispostas a compartilhar experiências e pensar o futuro. Voltei para casa ainda mais convencida de algo em que acredito: o associativismo cria pessoas, negócios e comunidades melhores.
Participar de uma entidade, de um núcleo, de um conselho ou de qualquer espaço coletivo, não significa apenas participar de reuniões ou defender interesses comuns. Significa permitir-se aprender com o outro, conhecer realidades diferentes da nossa, dividir dúvidas, ouvir experiências, rever posições e compreender que ninguém constrói grandes transformações sozinho.
O associativismo nos tira, de alguma maneira, do nosso próprio mundo.
Quando estamos somente dentro das nossas empresas, profissões ou atividades, naturalmente olhamos para os desafios a partir da nossa realidade. Quando nos aproximamos de outras pessoas, percebemos que existem dificuldades semelhantes, soluções que podem ser compartilhadas, ideias que podem ser somadas e caminhos que talvez nunca enxergássemos sozinhos, e é justamente nessa troca que todos crescem.
Crescem as pessoas, porque desenvolvem capacidade de diálogo, escuta, responsabilidade e visão. Crescem os negócios, porque conhecimento compartilhado abre possibilidades, aproxima parceiros, gera conexões, inovação e oportunidades, e crescem as comunidades, porque quando empresários, lideranças, entidades e cidadãos deixam de pensar somente no “meu” e começam a pensar também no “nosso”, o desenvolvimento deixa de ser individual e passa a ser coletivo.
O associativismo nos permite entender que o crescimento do outro não diminui o meu, ao contrário, uma comunidade onde mais pessoas prosperam, participam e se desenvolvem se torna melhor para todos.
Receba as principais do dia no WhatsApp
Sem spam. Você sai quando quiser.
Também por isso considero importante ocupar esses espaços, não apenas quando precisamos de alguma coisa, ou quando determinado assunto interessa diretamente ao nosso negócio. Associativismo exige presença, disponibilidade e participação.
Tenho vivido isso intensamente e aprendido que quando assumimos uma função em uma entidade, imaginamos inicialmente o quanto poderemos contribuir. Com o tempo, percebemos também o quanto somos transformados por essa experiência, seja conhecendo pessoas, ampliando nossa visão, aprendendo a negociar diferenças e não raras vezes somos desafiados a encontrar soluções.
Os encontros deste final de semana reforçaram em mim essa percepção. Em meio a tantas histórias, experiências, ideias e diferentes trajetórias, ficou novamente evidente a potência que existe quando pessoas se encontram não apenas para falar de seus próprios negócios, mas para pensar desenvolvimento, liderança, empreendedorismo e futuro.
Acho importante compartilhar isso para que mais pessoas compreendam que participar não é somente “dar” tempo para uma entidade, é também receber conhecimento, experiências, relações e aprendizados que dificilmente encontraríamos permanecendo apenas dentro dos nossos próprios espaços.
Que a gente não espere por comunidades melhores, que possamos escolher fazer parte delas, porque quando somamos aquilo que cada um tem de melhor, crescemos todos, e o associativismo é isso!
Publicado na edição impressa nº 2176, de 17/09/2026.










