No próximo domingo, 4 de outubro, acontece o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, quando somos chamados a responsabilidade de fazer nossas escolhas para deputado federal, deputado estadual, duas vagas ao Senado, governador e presidente.
É importante e urgente, pensarmos não apenas em quem escolher, mas também em como fazemos nossas escolhas.
Escolher faz parte da vida. Escolhemos caminhos, pessoas, palavras, atitudes, prioridades. A escolha do voto carrega consequências que ultrapassam nossa própria vida e alcançam além das nossas margens.
Nossas escolhas dia 4 de outubro exigem consciência, consciência exige conhecimento e critérios, e critérios revelam aquilo que consideramos importante.
Em meio a tantos tumultos e crise em várias dimensões, é importante um certo silêncio para nos questionar quais são os critérios que me movem para esta tão importante responsabilidade.
Esses critérios nos ajudam a não decidir apenas pelo impulso, pela simpatia ou antipatia, pelo que alguém nos disse ou pelo que mais se repetiu diante de nós. Ter critérios significa saber o que estamos procurando antes de fazer uma escolha.
Quais valores considero indispensáveis em alguém que ocupará uma função pública? Que responsabilidades pertencem ao cargo para o qual estou escolhendo um representante? Conheço sua trajetória? Suas propostas são compatíveis com aquilo em que acredito? Procurei informações suficientes ou estou formando minha opinião apenas a partir daquilo que chegou até mim?
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Para o Vale do Taquari especificamente, teremos representatividade? Meus candidatos conhecem nossa realidade, nossas necessidades? Realmente representam o nosso Vale?
Escolhas tão importantes precisam ser feitas com consciência, e isso exige disposição para buscar informações, comparar, questionar, ouvir diferentes perspectivas e quando necessário, rever aquilo que pensávamos. Não precisamos pensar da mesma maneira para levar nossas escolhas a sério. A democracia pressupõe justamente a convivência entre diferenças.
Precisamos recuperar a capacidade de conversar sobre política, o bom debate, sem transformar quem pensa diferente em adversário pessoal. Divergir faz parte, mas conseguimos sustentar nossas convicções sem perder o respeito, a escuta e o reconhecimento de que o outro também tem o direito de construir seus próprios critérios?
No próximo domingo, nossas escolhas terão consequências para uma diversidade de pessoas, e o direito de escolher também significa assumir a responsabilidade pela forma como escolhemos.
Meu convite é para revisitarmos alguns questionamentos. O que considero essencial? Quais critérios orientam minha decisão? Quanto procurei conhecer antes de escolher?
E claro, sabendo que uma escolha consciente comece antes da urna, quando decidimos quais valores e critérios queremos levar conosco até ela.
Publicado na edição impressa nº 2178, de 01/10/2026.











