O mercado financeiro brasileiro começou a semana sob forte pressão nesta segunda-feira (26). Na primeira sessão após o resultado das eleições presidenciais, o dólar disparou frente ao real, enquanto os contratos futuros do Ibovespa registraram quedas acentuadas. A volatilidade levou a B3 a ampliar os limites de oscilação de contratos futuros de índices, câmbio e juros.
De acordo com a atualização do InfoMoney às 9h43, o dólar à vista havia alcançado R$ 5,5231, com alta de 10,69% em relação ao fechamento anterior. Já o contrato futuro do Ibovespa chegou a registrar queda de 19,70%, aos 167.095 pontos, após passar por leilão.
Os números são parciais e podem mudar ao longo do pregão. Até a atualização consultada, não havia fechamento definitivo do mercado para esta segunda-feira.
B3 amplia limites de oscilação
Diante dos movimentos acentuados, a B3 ampliou os limites de oscilação dos contratos futuros. Inicialmente, o limite de queda dos contratos futuros do Ibovespa havia passado de 10% para 15%. Posteriormente, segundo o InfoMoney, a bolsa ampliou novamente o limite, para 20%.
No mercado futuro de dólar, o limite de alta também foi elevado durante a manhã, passando de 6% para 8,4% e, posteriormente, para 12%, conforme as atualizações do portal.
Essas medidas permitem uma faixa maior de variação dos contratos durante a sessão. Elas não significam, por si só, que as mesmas oscilações ocorrerão no mercado à vista ou que o pregão regular da Bolsa tenha sido automaticamente encerrado.
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Resultado eleitoral aumenta a incerteza
A reação ocorre na primeira sessão após a divulgação do resultado das eleições presidenciais. Segundo as análises de mercado publicadas pelo InfoMoney e pelo UOL, investidores passaram a rever posições diante do resultado, que contrariou expectativas de parte do mercado.
A movimentação reflete uma mudança na percepção de risco sobre os ativos brasileiros. Entre os fatores acompanhados pelos investidores estão as perspectivas para a política fiscal, a condução da economia e os próximos passos da política monetária.
A desvalorização do real também pode aumentar as preocupações com a inflação, já que produtos importados e insumos cotados em moeda estrangeira podem ficar mais caros. Caso a pressão cambial persista, o cenário poderá influenciar as expectativas sobre as decisões futuras do Banco Central.
Bolsa brasileira segue sob atenção
Além do câmbio e dos contratos futuros, investidores acompanham o comportamento das ações brasileiras negociadas no exterior. Na pré-abertura dos mercados norte-americanos, o fundo de ações brasileiras EWZ registrava perdas superiores a 27%, conforme atualização do InfoMoney.
O desempenho desse fundo funciona como um indicador das expectativas dos investidores internacionais em relação às ações brasileiras, mas não corresponde diretamente à variação do Ibovespa na B3.
O comportamento do mercado ao longo do dia dependerá da evolução das negociações, das avaliações dos investidores e das expectativas sobre os rumos econômicos do país.









