Educação

Pé-de-Meia para todos alunos do Ensino Médio custará até R$ 5 bilhões a mais

A ampliação do programa Pé-de-Meia para todos os alunos do Ensino Médio da rede pública vai exigir entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões a mais no orçamento, anunciou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, em entrevista ao Gaúcha Atualidade nesta segunda-feira (21). A partir do ano que vem, o governo pretende pagar o benefício a todos os estudantes da etapa, deixando de ser exclusivo para jovens de baixa renda.

Atualmente, o programa custa entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões ao ano. Estão matriculados no Ensino Médio público cerca de 6,3 milhões de jovens — o menor patamar dos últimos anos, influenciado pela queda na taxa de natalidade e melhorias na correção de fluxo escolar.

Resultados e justificativa

Para justificar a universalização, o Ministério da Educação utiliza como base um estudo do Insper que mostra que o programa evitou a evasão de quase 370 mil jovens em 2025. O levantamento também aponta queda de 61% no abandono escolar e de 62% na reprovação nos últimos quatro anos.

“É um investimento satisfatório, temos tido uma boa resposta das redes em todas as pesquisas que estamos fazendo”, explicou Barchini.

Como funciona o benefício

Até o final deste ano, o pagamento do auxílio financeiro é exclusivo para integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O recebimento da bolsa exige frequência mínima de 80% nas aulas.

Os valores pagos são: R$ 200 pela matrícula, no início do ano letivo; parcelas mensais de R$ 200 ao longo do ano; R$ 1.000 ao fim de cada ano do Ensino Médio concluído com aprovação — valor que fica guardado e só pode ser sacado após a formatura. Ainda são pagos R$ 200 extras pela participação no Enem, no último ano, para quem fizer os dois dias de prova.

Copa do Mundo Feminina

Na entrevista, o ministro também confirmou que não serão obrigatórias férias escolares durante a Copa do Mundo Feminina de 2027. O governo seguirá a recomendação do Conselho Nacional de Educação, que orienta apenas as escolas das cidades-sede a adaptarem horários nos dias de jogos.

“Não existe isso de férias obrigatórias. As redes são autônomas. Cada cidade vai se adaptar ao dia do jogo, e o tempo perdido será recuperado”, completou Barchini.

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