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Menor fugiu de cativeiro ao ver esquartejamento durante maior chacina do DF

Redação2 min de leitura
Foto: <p>HUGO BARRETO / METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>
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Um adolescente de 17 anos que participava do plano da maior chacina do Distrito Federal fugiu do cativeiro ao presenciar o esquartejamento de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos. A informação foi revelada pelo delegado Ricardo Viana durante depoimento no Tribunal do Júri dos cinco réus envolvidos nas mortes.

Segundo o delegado, que conduziu as investigações em janeiro de 2023, o adolescente contou que pulou o muro do cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina, quando viu a vítima ser desmembrada na cozinha da residência. O menor teria se assustado com a cena de violência.

Como começou o crime

O plano criminoso começou a ser executado em 28 de dezembro de 2022 na chácara do Itapoã. Os criminosos Gideon Batista de Menezes, Fabrício Silva Canhedo e Carloman dos Santos Nogueira renderam Marcos, sua esposa Renata Juliene Belchior, 52 anos, e a filha do casal, Gabriela Belchior de Oliveira, 25 anos.

A ação contou com a participação do adolescente, que ajudou Gideon a dar acesso a Carloman para simular um roubo. Horácio Carlos Ferreira Barbosa estava no local e se fingiu de vítima. Quando Marcos reagiu ao suposto assalto, foi atingido por Carloman com um tiro na nuca.

Esquartejamento e fuga

Após o crime na chácara, o grupo levou as vítimas para uma casa usada como cativeiro. Na mesma noite, Marcos foi esquartejado na cozinha por Gideon e Horácio, que enterraram os restos mortais no local.

Foi durante esse momento que o adolescente decidiu fugir, assustado com a violência. Após a fuga, Gideon teria determinado a morte do menor. Carloman intermediou a situação, deu mais dinheiro ao jovem e ordenou que ficasse em silêncio.

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Prisão e confissão

O adolescente, no entanto, passou a gastar o dinheiro de forma desenfreada e comentar sobre sua participação no crime. A informação chegou à Polícia Militar do DF, que apreendeu o menor e o levou à delegacia.

As declarações do adolescente foram fundamentais para elucidar o crime que resultou na morte de 10 pessoas da mesma família, considerado a maior chacina já registrada no Distrito Federal.

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