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Revista Visual | Jornal Força do Vale Edição 54 | Ano 38 | Dezembro 2025 Encantado/RS - Brasil | R$ 18,00
2050
Encantado se redesenha para o futuro com novo Plano Diretor
ENTREVISTA
“NA VIDA PÚBLICA, A PALAVRA ‘NUNCA’ NÃO EXISTE”
Rafael Fontana
GAROTA SOPHIA&GUILHERME GAROTO
Réveillon SOCIEDADE
A última carta na mesa dos canalhas Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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Sumário Edição 54 | Ano 38 | Dezembro 2025
5 | ENTREVISTA Rafael Fontana
2024 foi um ano intenso, desafiador e, acima de tudo, incrível. Chegamos à sua reta final com o coração grato por tudo o que vivemos, aprendemos e reconstruímos juntos. Esta nova edição da Visual, a segunda do ano, nasce desse sentimento e convida você a refletir sobre desenvolvimento, identidade e futuro, a partir de temas que dialogam diretamente com a realidade de Encantado e da nossa região. Aprofundamos o debate sobre o Plano Diretor de Encantado, que aponta para uma nova configuração urbana, ouvindo especialistas, engenheiros, arquitetos e lideranças do setor imobiliário que analisam os impactos dos eventos climáticos e indicam caminhos para uma construção civil mais responsável, resiliente e conectada às demandas do nosso tempo. A edição também percorre universos que falam de comportamento, inovação, cultura e bem-estar, passando pela arquitetura com alma, pela neuroterapia aplicada aos ambientes, pela complexidade da organização de eventos e pela moda e juventude do tradicional ensaio Garoto & Garota Réveillon. Saúde, gastronomia, talentos locais, iniciativas culturais e trajetórias inspiradoras completam uma revista plural, humana e sensível ao presente, sem perder o olhar atento para o futuro e para a inovação. Um conteúdo que reforça o compromisso da Visual com informação de qualidade, identidade regional e visão de longo prazo. Que venha 2026. Estamos prontos para mais uma jornada. Renira T. Turatti Ost
20 | COMUNIDADES UNIDAS É possível crescer sem agredir o meio ambiente
JORNALISTA RESPONSÁVEL Sônia Gonzatti Bergamaschi ARTE E DIAGRAMAÇÃO Eduardo Gonzatti Turatti 4
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48 | O FUTURO É AGORA Encantado investe na inovação, na construção de um futuro...
23 | PLANO DIRETOR Mais de três décadas se passaram e agora o Plano Diretor de Encantado está sendo readequado à nova realidade
Religare o evento da Páscoa que nasce como um produto turístico que promete encantar
28 | ASEAVALE
54 | TALENTOS
52 | CULTURA
Engenheiros e arquitetos falam da nova fase que ingressa a construção civil , pós eventos climáticos
Escolinhas de futebol moldam carater, disciplina e paixão.
30 | SETOR IMOBILIÁRIO
A batida que nasceu em Muçum e conquistou o mundo
56 | SIGHTER Lideranças do setor estão otimistas e apontam caminhos
36 | CASA COM ALMA Porque estamos trocando a "perfeição" pela autenticidade
57 | CARTA DOS CANALHAS O jogo está viciado? Sim. Mas a última carta ainda não foi virada.
40| NEUROTERAPIA
SAÚDE E BELEZA 58 | Geração Monjauro 60 |Procrastinação não é preguiça
Como a arquitetura transforma ambientes para a boa convivência com os pets
GASTRONOMIA 62 - Fermentados, cada
42 |VAI CASAR? PROMOVER UMA FESTA? Você tem ideia do número de profissionais que são envolvidos na realização de um evento. O cerimonialista Rogério Rissi te conta aqui.
43 | GAROTO & GAROTA RÉVEILLON O ensaio fotográfico sempre
ÍNTEGRO E INTEGRADO FUNDADO EM 21 DE SETEMBRO DE 1984
DIREÇÃO Renira Turatti Ost
tão esperado foi realizado no Belvedere, unindo turismo, moda e jovialidade protagonizado por Sofia Lansini e Guilherme Pretto
EMPRESA BBT Assessoria de Comunicação CNPJ: 90.070.459/0001-54 Rua Padre Anchieta, 1584/203 Encantado/RS 51 2751-0100 • 51 98906-1110
IMPRESSÃO Gráfica Serafinense CONTATO Site: jornalfv.com.br E-mail: [email protected]
vez mais consumidos
62 - Como reconhecer qualidade em uma das sobremesas mais queridas do Brasil
68 | Conheça o Caminhos da Fé 70 | O ano passado a limpo em Roca Sales e Muçum 75 | ESPECIAL 20 anos Lume
NA INTERNET JORNALFV.COM.BR
FOTOGRAFIAS Força do Vale, arquivos pessoais dos entrevistados, prefeituras e redes sociais. COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Adriana Vidal, Amanda Rech, Brenda Barzotto, Fernanda Lima, Jacqueline Bertozzi, Rogério Rissi, Odete Araldi
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ENTREVISTA
ARTICULAÇÃO. Substantivo feminino. Do latim articulatio, -ōnis: “junção ou elo que conecta partes distintas; ligação entre elementos que se coordenam para dar movimento ou sentido a um conjunto”. (Michaelis)
Rafael Fontana
É
uma dessas lideranças raras que atravessam décadas mantendo a mesma marca: a capacidade de mobilizar pessoas, costurar alianças e transformar ideias em movimentos concretos. Encantadense, empresário, gestor, articulador político e referência do turismo regional, ele construiu uma trajetória que combina inquietação juvenil, visão estratégica e vocação para conectar mundos diferentes. Filho da doceira super conhecida no Estado, Helena, e do eletricista Neolando; irmão da Marina e do Luciano, marido da farmacêutica Andrea Hollmann e pai da Maria Eduarda, ele é quase “onipresente” no Vale. A história começa cedo. Aos 14 anos, ainda estudante, Rafael foi um dos fundadores do Geração da Luz, grupo que marcou a vida da juventude de Encantado nas décadas de 1980 e 90. Ali, organizando encontros e o lendário festival de rock Woodstock, ele descobriu o poder de reunir pessoas em torno de causas e experiências, uma semente que guiaria toda sua vida pública e profissional. Irreverente, conciliador e atento às tendências, o adolescente que lotava salões e criava movimentos já dava os primeiros passos do líder que viria a ser. Daquela vivência nasceu sua vocação empreendedora Muito cedo, transformou a paixão pelos bastidores em negócio, fundando a LUME Eventos que, em duas décadas de atuação, tornouse uma das produtoras mais ativas do interior gaúcho, com mais de 300 eventos realizados pelo Estado entre feiras, shows, congressos, festivais, grandes programações comunitárias e marcas emblemáticas como Suinofest, Expocande e Estrela Multifeira. A LUME foi sua grande escola de gestão, logística, negociação e liderança. O passo seguinte Na política também
iniciou cedo. Em 1995 Rafael assumiu a missão de estruturar a recémcriada Secretaria de Saúde, tornandose o primeiro secretário de Saúde de Encantado. O trabalho técnico e articulado o projetou regionalmente, resultado confirmado nas urnas: logo depois, foi eleito o vereador mais votado da cidade. Presidiu a AVAT e se tornou vice-presidente da Uvergs. A articulação - essa habilidade de unir interesses, encontrar caminhos e destravar projetos - passou a ser sua marca registrada, muitas vezes exercida de forma discreta, mas decisiva. Nos anos seguintes, sua trajetória se ampliou para o turismo, área na qual assumiu protagonismo estadual. Atualmente, é presidente da AMTURVALES pela terceira vez, além de coordenador do Trem dos Vales, diretor da NSB Operadora de Turismo, membro do GT de Turismo da Federasul, diretor de Turismo da CICVT, também foi conselheiro estadual de turismo. Foi figura-chave no processo de consolidação do Cristo Protetor, um dos maiores ícones turísticos do país. Hoje, lidera um dos momentos mais estratégicos para o Vale do Taquari: a reconstrução pós-enchentes e o
reposicionamento turístico regional. Paralelamente, mantém forte atuação institucional e voluntária. É membro ou dirigente de entidades como a Associação Amigos de Cristo, a Associação Comercial e Industrial de Encantado - ACI-E, a Associação Cultural de Encantado, a AMUBS, a E-log, o CODEVAT, e, mais recentemente, preside a Associação SOS Habitar, dedicada ao apoio habitacional emergencial após a tragédia climática. É também ex-presidente da ACI-E, participou ainda do Conselho Municipal de Desenvolvimento e da APAE de Encantado. Em 2022, recebeu o prêmio TOP 100 - Personalidade em Articulação Regional, reconhecimento que sintetiza sua trajetória: alguém que pensa o território como um organismo vivo, que precisa de pontes, conexões, visão integrada e liderança colaborativa. Do Geração da Luz ao comando do turismo regional, Rafael Fontana construiu um caminho que une juventude inventiva, maturidade institucional e um profundo compromisso com o Vale do Taquari. Um líder que não apenas participa – mas provoca, movimenta e transforma. Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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ENTREVISTA ▪ Antes de cargos e articulações, houve um menino jornaleiro no Força do Vale. O que aquela rotina te ensinou sobre comunidade, responsabilidade e trabalho? Foi meu primeiro emprego. A gente é moldado pelo ambiente onde nasce e pelas influências que recebe. No meu caso, muito da minha formação veio do que vivi no Força do Vale e da educação da minha mãe. Eu tinha 12 ou 13 anos quando comecei ali. Primeiro, conheci a cidade pelo olhar das ruas; depois, na redação, aprendi a observar a comunidade, suas relações, seus bastidores. Aquilo me ajudou a vencer a timidez e a criar senso de responsabilidade. Além de entregar o jornal, nos outros dias eu fazia a cobrança de assinaturas e publicidade, e aprendi a conhecer melhor as pessoas, a lidar com o humor delas. Saber a hora de ficar calado, de sair de cena. E conheci muita gente. Eu podia perceber quem era quem na cidade. Foi uma baita escola. O Força do Vale me fortaleceu emocionalmente, me conectou à cidade e formou a base do que sou hoje.
▪ A primeira pesquisa eleitoral do jornal foi ideia tua, ainda adolescente. Ali já nascia o interesse pela política? De certa forma, sim. Aquela pesquisa, na eleição do Brizola, foi marcante - eu devia ter 15 anos. Mas meu interesse em política já vinha de casa, pelas conversas com meu pai, Neolando Fontana, e pelas minhas amizades. Fui colega do Francis Lorenzi e através dele conheci a Assembleia Legislativa. O pai dele era Deputado (Antonio Lorenzi). Aquilo tudo me despertou, mas a influência principal sempre foi do meu pai, da liderança de Leonel Brizola, principalmente pela visão de que a educação era e é o caminho para o Brasil evoluir.
▪ Em que momento você deixa de ser jornaleiro e entra definitivamente
▪ A festa do primeiro aniversário comemorado com a torta produzida pela mãe, a doceira Helena
no universo da mobilização social? Foi natural. No Scalabrini eu já participava do grêmio estudantil. Aos 16 anos, junto com um grupo de colegas, vivíamos muito o movimento cultural e social. Esse espírito de mobilização veio do ambiente escolar, das amizades, da música -éramos fãs de Raul Seixas e das gincanas do Banco do Brasil que movimentavam muito a comunidade. Ali começou a nascer meu lado de liderança.
▪ Ainda adolescente você já movimentava jovens, criava eventos e articulava movimentos. Quando percebeu que sabia e gostava de liderar? A liderança surgiu na prática. Primeiro, nos encontros em torno do futebol, que aproximavam o grupo. Depois, nas atividades culturais, que ampliaram nossos interesses e criaram novas conexões. Nesse convívio, percebi que as pessoas confiavam, que as ideias ganhavam força quando eram compartilhadas. Foi assim que entendi que eu gostava de organizar, unir e transformar iniciativas em algo real. Esse impulso me acompanha até hoje.
▪ O que significou produzir um festival de rock ainda adolescente? Foi um movimento que surgiu ao natural de toda a turma do Geração da Luz, as contribuições com ideias e esforços vieram de todos, minha parte era organizar e executar o que mais fazia sentido. Todos os integrantes participavam ativamente. Foi um sonho que sonhamos juntos e realizamos juntos. Claro que exigiu muita responsabilidade e um dose de maturidade para controlar a gurizada (risos).
▪ Que papel o Geração da Luz teve na tua formação? O Geração da Luz foi determinante. Era um grupo muito ativo, com homens e mulheres envolvidos em várias causas. Fizemos campanha do agasalho, arrecadações, semana farroupilha na praça, inclusive procuramos o Padre da época sugerindo que as missas tivessem repertório mais alegre para cativar os jovens para a Igreja, tudo muito espontâneo.
▪ E veio o Woodstock!
Que momento! Um marco. 24 horas de música no Parque João Batista Marchese. Nada deu errado, foi tudo pacífico. A gente se organizou naturalmente: um cuidava da copa, outro da entrada, outros fizeram divulgação. Esse festival me mostrou que eventos eram mais que diversão - eram cultura, gestão, responsabilidade. E que eu tinha aptidão pra isso. Ali nasceu a semente da Lume
▪ Como foi transformar vocação em negócio e construir uma produtora que com mais de 300 eventos pelo estado?
▪ O bloco da Sociedade Alternativa Geração da Luz, no Carnaval do Clube Comercial 6
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O Woodstock me mostrou que eu gostava de eventos e que eles tinham potencial cultural e econômico. Quando criamos a Lume, decidimos que seria diferente: que os eventos teriam que ser sustentáveis financeiramente. Víamos muitos eventos darem prejuízo, morrerem, deixarem contas para pagar. Então criamos uma premissa que seguimos até hoje: realizar só o que cabe no caixa, sem dívida, sem dor de cabeça. Isso exigiu ferramentas, estratégias,
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Uma paixão que atravessa gerações Mais do que tradição e inovação, a Chevrolet representa uma paixão que atravessa gerações. Simbolo de movimento, força e confiança, a marca chegou ao Brasil em 1925. Vinte anos depois, era inaugurada por João Pretto a Concessionária Chevrolet de Encantado. Desde então, trabalham para conectar o passado, presente e futuro, construindo um legado único e convidando milhões de brasileiros a transformar todos os caminhos em experiência inesquecíveis. Em 2026, seguimos juntos na direção, com ainda mais novidades e histórias para contar. São oito décadas de história, trabalho e transformação, mantendo o mesmo propósito: servir com ética, respeito e excelência.
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51 3751-9500 prettochevrolet.com.br Encantado • Guaporé Soledade • Veranópolis Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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ENTREVISTA · RAFAEL FONTANA
▪ Foi secretário da Saúde de Encantado. O registro da inaguração de um Posto de Saúde ao lado de João Carlos Pretto, do então prefeito Adroaldo Conzatti e do juiz de direito Antonio Cecatto fornecedores alinhados. E funcionou. Foram mais de 300 eventos no Estado e cada um deles nos abriu portas e relacionamentos.
▪ O que você aprendeu na LUME que utiliza até hoje na política, na articulação e no turismo? A Lume me ensinou a ouvir o cliente, exatamente como faz a minha mãe. Ela sabia e sabe exatamente qual a torta, doce ou salgado, os sabores que cada pessoa gosta. E o mais incrível, ela prova uma iguaria e sabe exatamente os ingredientes que a compõem. Assim tenho aprendido a enxergar o outro, suas expectativas e seus sonhos. Nos eventos, tu lidas com empresários, prefeitos, secretários, vereadores, deputados. Todo mundo quer algo. Muitas vezes, no planejamento, são 30 pessoas numa sala, com 30 visões diferentes. Meu papel é encontrar um caminho possível que atenda a maioria das expectativas e entregar o melhor dentro do orçamento, integrando as partes. Isso me moldou como articulador e me abriu portas por toda a região.
▪ Seu primeiro trabalho foi uma indicação “política” . Foi chefe da agência do IPERGS de Encantado... Sim. Eu tinha 18 anos e o Governador do Estado era o Alceu Colares, do PDT. O partido aqui em Encantado indicou meu nome para o cargo. Trabalhei por dois anos até que na eleição municipal de 1992, com a vitória de Adroaldo Conzatti e Odilon Gheno, fui convidado para fazer parte do governo como membro do PDT.
▪ No governo Conzatti você inaugura uma Secretaria de Saúde praticamente do zero. Como foi isso? Foi um período extremamente desafiador. Eu tinha apenas 20 anos e, para assumir o cargo, meu pai precisou me emancipar, de modo que eu pudesse assinar documentos e convênios como secretário. Lembro que, muitas vezes, em Porto Alegre, precisei apresentar o documento de emancipação para comprovar que estava habilitado para exercer a função. A estrutura da secretaria era mínima: eu, uma secretária e dois motoristas da ambulância. Passei inúmeras noites em claro, preocupa8
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do, tentando entender, organizar e acertar os processos. Dormia pouco, chegava às cinco da manhã para preparar a documentação. Os guardas da Prefeitura faziam um café para nós e, enquanto a cidade ainda dormia, eu me debruçava sobre os papéis porque, quando as portas abriam, havia em média 70 a 80 pessoas aguardando atendimento.
▪ Naquela época, não era obrigatório investir 15% do orçamento em saúde! O investimento era muito pequeno, provavelmente menos da metade disso. Mesmo assim, fazíamos o possível para atender a população. E preciso fazer um registro público de gratidão a três pessoas que foram fundamentais naquele período. Elas conheciam profundamente o setor da saúde e me ofereceram o suporte técnico que eu necessitava: Dr. Nestor Bergamaschi, Dr. Odilon Gheno e Marino Deves.
▪ Qual foi o legado mais consistente da tua gestão? Acredito que meu legado foi estruturar a secretaria e as bases para a municipalização da saúde, que aconteceu no final daquele manda-
Frase Solum, ea veliquid que venihil lecabore laut omnistis audae et labore, asimus aliberum
▪ Na eleição de 1996 foi o vereador mais votado de Encantado
to e, para tal, fui buscar a expertise de Santa Rosa, com o Osmar Terra, em Panambi; e também em Serafina Corrêa... Enfim, foi um período desafiador e também gratificante para quem gosta de ser desafiado. Estruturamos os atendimentos nos bairros e no interior. Realizamos junto com a UNIVATES, o primeiro senso municipal, com o objetivo de conhecer melhor a nossa realidade, estruturar ações e programas de prevenção, assim como atacar problemas.
▪ E deu certo, pois foste o vereador mais votado de Encantado. O que esse voto expressivo representou para você? Representou reconhecimento do trabalho. Eu gostei muito de ser vereador. Fui presidente da Câmara no segundo ano (1998), e organizei debates importantes para Encantado, como o “Rumos do Município para o novo milênio”, propondo iniciativas de desenvolvimento econômico nas áreas da agricultura, indústria, comercio e turismo. Fui presidente da AVAT (Associação dos Vereadores do Vale do Taquari) e da UVERGS (União dos Vereadores do Rio Grande do Sul), pois entendíamos, já naquela época, que o associativismo precisava ser fortalecido. Ao mesmo tempo, muitas sessões me frustravam, eu saía sentindo que não fomos resolutivos. Mas entendi que isso faz parte do papel do Legislativo também.
▪ Muita gente te chama de “articulador nato”, outros de “eminência parda”. Como você define esse papel nos bastidores. Como você consegue estar em tudo, saber de tudo, e não falo só de Encantado? (Pensativo) É a primeira vez que falo isso publicamente. Depois que perdi a eleição para vice-prefeito em 2000 (Adroaldo Conzatti era o candidato a prefeito) refleti muito. Me via sem um lugar para voltar, trabalhar. Naquele momento decidi que não dependeria mais
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ENTREVISTA desenvolvimento, melhorando a cidade para quem vive aqui e transformando essas melhorias em oportunidades para todos, nos alinha às tendências globais de crescimento do setor. Também é essencial colocar a inovação no centro das decisões, assim como priorizar o desenvolvimento econômico e a educação. Hoje, Encantado vive uma gestão mais comunitária, mais profissional e menos partidária. A visão de futuro deixada por Adroaldo Conzatti permanece como legado, e o prefeito Jonas tem assumido com protagonismo a continuidade desse caminho.
▪ O que significa “servir” para você?
▪ ‘Turistando’ pela região: No Perau do Facão, em Arvorezinha, junto da filha Madu e da esposa Déia financeiramente de cargos políticos. Tinha vivido 10 anos seguidos em cargos e funções públicas, mas eu precisava ter autonomia financeira. Sou muito grato a todos e também a todas as oportunidades que tive, mas era hora de seguir em frente. Então, passei a empreender, não fui mais candidato em nenhuma das eleições seguintes. Trabalhar e empreender fazem sentido na minha vida, executo tudo com muito prazer.
▪ Mas isso não significa que, nos vinte anos seguintes, deixas-te de atuar nos bastidores da política ... Exato, nunca deixei de atuar. A política está na minha rotina, nos eventos, nas relações. Trabalho para integrar setor público e privado, aproximar lideranças, inclusive resolver conflitos. Não tenho necessidade de aparecer - meu objetivo é ajudar as cidades a evoluírem, em especial a minha terra natal.
▪ Então não se descarta a possibilidade do Rafael Fontana voltar à cena e ser candidato a prefeito de Encantado? Na vida pública a palavra “nunca” não existe. Mas neste momento meu foco está totalmente voltado às minhas atividades profissionais e ao fortalecimento do turismo de Encantado e da região. É ali que preciso dedicar minha energia.
▪ O que te afasta desta possibilidade?
Principalmente a necessidade de foco. Nós temos muito trabalho pela frente no turismo, e qualquer projeto seja qual for, precisa de dedicação total. Agora estou completamente comprometido em consolidar Encantado e região como destino turístico, aumentar o fluxo e a permanência dos visitantes, o que será determinante nos próximos anos.
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▪ Lembrando que estás falando de hoje, de 2025, e a eleição para prefeito é em 2028... A maioria das pessoas quer evoluir a cidade, melhorar a qualidade de vida, construir um lugar melhor. Isso faz parte de mim. Eu sempre procurei contribuir com a minha comunidade. Então, no futuro, é possível. Mas não por vaidade: tem que ser para oferecer soluções reais e fazer algo relevante para quem eu vou servir.
▪ A gestão atual te agrada, influencia a tua decisão? Sim. Eu me sinto atendido quando vejo práticas que acredito serem corretas. A gestão do prefeito Jonas Calvi está no caminho: conduz bem os recursos públicos, tem responsabilidade financeira e está alinhada com o momento que Encantado vive. Se o rumo estivesse errado, talvez minha vontade de voltar ao cenário político seria maior.
▪ Exemplos que te fazem aprovar a gestão... A preocupação com a atualização do Plano Diretor como estratégia de futuro é fundamental neste momento. “Pensar Encantado 2050” nos projeta para frente e nos dá a capacidade de planejar com visão de longo prazo. Estruturar o turismo como ferramenta de
Frase Solum, ea veliquid que venihil lecabore laut omnistis audae et labore, asimus aliberum
É oferecer algo relevante, não agir por ego. Tudo que fizermos deve melhorar a vida das pessoas, das famílias e o futuro delas. Servir é construir cidade, região e bem-estar coletivo. Qualquer retorno à política só faria sentido se fosse para entregar o melhor.
▪ O que te motivou a assumir pela terceira vez a presidência da Amturvales? A Amturvales já enfrentou fases muito difíceis. O turismo ainda era incipiente e, como a entidade era gerida pelos prefeitos, havia grande dificuldade em dedicar atenção à área diante de outras demandas consideradas, na época, mais prioritárias. Foi então que se decidiu abrir espaço para que a iniciativa privada assumisse a condução. Quando assumi, em 2007, foi um convite do prefeito da Imigrante e presidente da AMVAT daquele ano, Paulo Altmann (in memorian), ele entendia que a AMTURVALES precisava ser fortalecida. O Paulo mobilizou os prefeitos para dar o apoio político e eu organizei a gestão e a reestruturação. Passei o primeiro ano quitando dívidas e reorganizando completamente a casa. Depois, iniciamos a profissionalização: trouxemos especialistas, estruturamos processos internos e seguimos com gestões alternadas entre lideranças públicas e privadas. Não faço qualquer julgamento sobre quem me antecedeu ou veio depois. Tenho clareza de que todos deram o seu melhor, e alguns não tiveram as mesmas condições que eu tive, especialmente o apoio integral dos prefeitos da região. Também foi um grande desafio pessoal, porque eu não conhecia profundamente o setor turístico. Minha experiência era com eventos. Mas pude contar com duas turismólogas que foram essenciais naquele período. Primeiro, a Maíra Bastiani, responsável pelo primeiro inventário turístico da região. Quando ela se mudou para o exterior, assumiu a Lizeli Bergamaschi, que retornava da Bahia após atuar por um período lá. A Lizeli, inclusive, trabalha comigo até hoje e segue contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento do turismo regional. Gostaria de lembrar de uma passagem que aconteceu na segunda vez que assumi a Amturvales.
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Confiança, tradição e os melhores negócios
41 anos de estrada, 41 anos ao seu lado. www.covelrs.com.br (51) 9 8036.2247 Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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ENTREVISTA · RAFAEL FONTANA agências receptivas? São fundamentais. São eles que personalizam roteiros de acordo com o perfil do visitante: família, natureza, melhor idade, casais... Precisamos valorizar esses profissionais, porque eles aumentam o número de visitantes, integram os atrativos e, principalmente, a permanência deles na região.
▪ A Amturvales integra realidades muito distintas. Como fazer isso funcionar sem perder identidade?
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▪ Defendendo o Trem dos Vales no Palácio Piratini em 2014
▪ Investimentos para recuperação do que se perdeu nas catástrofes...
Ao assumir a entidade meu primeiro ato foi visitar todos os municípios, falar com os prefeitos. Na primeira visita o prefeito reuniu lideranças na praça da cidade achando que eu estava lá para anunciar minha candidatura a deputado estadual. O turismo não estava no radar! Em outra cidade, o prefeito me convidou para visitarmos um empresário que tinha potencial para ser o principal patrocinador do principal evento da cidade. Chegamos lá e o empresário prontamente disse: ‘não vou patrocinar porque o prefeito anterior me sacaneou autorizando uma obra aqui do lado que está causando o maior problema aqui na empresa’. O prefeito ficou arrasado. Combinamos de primeiro vamos resolver esse problema e aí voltamos. A empresa continua patrocinando o evento do município até hoje! Então é isso, a gente acaba se envolvendo naturalmente com a vida da cidade e isso leva a construir relações e abrir portas. Quando tu fazes um evento, tu vives a cidade.
▪ E agora, pela terceira vez, quando o turismo está em alta! Na segunda gestão iniciamos com o Trem dos Vales e agora estamos num momento decisivo do turismo. Depois das tragédias, Dezembro/2025
a região acelerou. Encantado foi exemplo de continuidade mesmo em crise. Agora precisamos consolidar o Vale do Taquari como destino turístico do sul do Brasil.
Sim. Nenhuma região sofreu ou perdeu mais do que o Vale do Taquari. Foram três catástrofes. Precisaremos de 30 anos para recuperar o que se perdeu. E o que se investiu até agora é muito pouco. Quando se fala nisso, não se fala em turismo, porque estamos defendendo investimentos na qualidade de vida do cidadão que mora no município e que perdeu muito. O turismo é consequência e a cidade tem que estar/ser boa para, primeiramente, satisfazer quem mora nela. Depois para o turista.
▪ Qual deve ser a estratégia central para o turismo dos Vales nos próximos dois anos?
▪ Você costuma diferenciar promoção turística de comercialização. O que muda na prática?
Ser agressivo na promoção e comercialização. Como Gramado e Bento Gonçalves fazem. Os principais destinos do Brasil, tem equipes nos principais estados vendendo o destino diariamente. Nós não. Precisamos de material qualificado, presença nos grandes eventos do setor e abordagem direta com as operadoras. Turismo é indústria sem chaminé, mas é indústria: precisa de marketing, vendas, distribuição e atenção ao cliente.
Promoção é divulgar. Comercialização é venda. É olhar no olho do agente de viagens, montar pacote, negociar com operadoras. E temos que vender. Turista não cai do céu. Já temos receptivos locais, guias, agências de viagem. Muitos começaram no embalo do Cristo Protetor e do Trem dos Vales, sim! E aqui quero agradecer aos que estão trabalhando com turismo.
▪ 2021: apresentação do Cristo Protetor ao governador Eduardo Leite, ao lado do secretário estadual de Turismo Ronaldo Santini, do presidente da Associação Horácio Marins, do prefeito Jonas Calvi e do deputado Edson Brum
▪ Claro, fique à vontade!
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Primeiro, fortalecendo cada município conforme sua vocação: agro, história, gastronomia, natureza. Segundo, criando integração: o turista precisa circular entre cidades, consumir e permanecer mais dias. Terceiro, capacitando gestores. Quando falo gestores, me refiro aos proprietários dos estabelecimentos. São eles que depois vão qualificar a equipe. E quarto: criando produtos conectados, mas respeitando as identidades locais. Temos que dar suporte, fortalecer a sinalização na região, e mais: é importante que a bancada gaúcha cobre do governo federal investimentos mais robustos na região.
▪ Qual deve ser o papel do setor privado no turismo regional? O empreendedor representa 70% do turismo. É ele quem oferece os principais serviços e produtos. Precisa entender o perfil do turista, preparar seu produto, inovar e surpreender. A governança regional ajuda, apoia, orienta. Mas a experiência turística nasce da mão do empreendedor.
▪ E o papel dos guias e
▪ Qual deve ser o papel do setor privado na próxima fase do turismo regional? Ser protagonista. Empreendimento precisa ser sustentável, entender seu cliente, investir e se qualificar. E não pode depender só do poder público, precisa assumir responsabilidade na cadeia turística. Quando o fluxo aumenta, o empreendedor reinveste. É um ciclo.
▪ A reforma tributária mostra que o turismo pode ser o meio para o retorno
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ENTREVISTA · RAFAEL FONTANA dos impostos nos pequenos municípios... Total. Tenho abordado isso desde o início do ano e vejo que agora mais gente está falando a respeito. A reforma que vai vigorar a partir de 2026 vai mudar o cálculo dos tributos, do retorno aos Municípios. Até agora isso se dava principalmente em cima da produção primária e da indústria, e é justo que os investimentos continuem nesses setores, mas precisamos atentar que o retorno maior se dará para onde o produto for. O que vai ficar direto em cada município é o tributo em cima do consumo local. Isso vai favorecer grandes aglomerações de populações, grandes centros urbanos de consumo. Então temos que, cada vez mais, atrair mais e mais gente para consumir em nossas cidades e assim fazer com que o tributo retorne ao Município e aqui seja investido.
▪ O Trem dos Vales se tornou uma das maiores experiências do RS, e as enchentes colocaram a ferrovia no centro do debate. Em que estágio está a recuperação do trecho turístico? Vem notícia boa por aí. Estamos prontos para assinar o convênio com o Estado, que deve repassar R$ 6 milhões. A ABPF já tem a cessão do trecho pela Rumo, o que permite recuperá-lo rapidamente assim que o recurso chegar. Se tudo andar bem, assinamos o convênio ainda em dezembro para recuperar o trecho entre Muçum e Guaporé, viabilizando assim a volta do Trem dos Vales.
▪ Em que medida o turismo é ferramenta de reconstrução? O turismo é uma das ferramentas mais rápidas e eficazes de reconstrução. Ele reage com agilidade, porque depende menos da burocracia e muito mais da força local. Após as enchentes, vimos empreendimentos familiares se reerguendo rapidamente, retomando atividades e voltando a gerar renda. O impacto direto do turismo é imediato: ele injeta recursos na economia por meio da hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços. Cada visitante que chega movimenta uma cadeia inteira. Mas o efeito indireto é igualmente poderoso: fortalece fornecedores, incentiva novos investimentos, estimula a formalização de negócios, amplia a circulação de produtos locais e ajuda a preservar a cultura e a identidade das comunidades. Nas catástrofes, o turismo é um dos primeiros setores a estagnar, mas também é uma das primeiras alavancas para recuperar a autoestima e reativar a economia. Ele devolve movimento à cidade, reconstrói vínculos comunitários e cria novas perspectivas de futuro.
▪ Brasília e Porto Alegre entendem o potencial turístico dos Vales ou ainda subestimam o setor? Porto Alegre já compreende melhor. Brasília ainda precisa ser impactada, e isso depende de nós. Precisamos mostrar/apresentar mais e de formas melhores. Nunca esperei que abrissem portas para mim: sempre fui atrás. Precisamos nos apresentar, ocupar mais esse espaço, reafirmar nosso potencial.
▪ Se tivéssemos que vender o Vale do Taquari como marca, qual seria o conceito-chave? Nosso conceito-chave é ser o Vale do Acolhimento. No turismo contemporâneo, a experiência é tudo. Toda 14
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Nosso conceito-chave é ser o Vale do Acolhimento. No turismo contemporâneo, a experiência é tudo. experiência começa pela forma como alguém é recebido. E isso é algo que o Vale do Taquari oferece de maneira genuína: acolhimento autêntico, espontâneo, reconhecido por quem nos visita e vivido diariamente por quem mora aqui. Somos um mosaico cultural vibrante, que se manifesta na gastronomia, nas tradições e no modo de viver. Temos uma natureza exuberante, experiências que surpreendem e uma diversidade de atrativos que encantam tanto visitantes quanto moradores que, muitas vezes, ainda não conhecem toda a riqueza da região. Essa combinação única faz do Vale do Taquari um destino que toca pessoas e cria memórias, e é isso que sustenta a força da nossa marca.
▪ Para o pequeno empreendedor, qual é o melhor ponto de partida para aproveitar esse novo ciclo do turismo? Ser autêntico. Oferecer o que sabe fazer bem, nada artificial. A partir da vocação, nasce o produto, o serviço, a experiência. E, só depois: gestão. Sem isso, ninguém se mantém. O aperfeiçoamento vem com o tempo, com as vivências, os feedbacks. Conquistar o cliente e vê-lo voltar é o ápice!
▪ O que ainda falta para transformar o entorno em um polo turístico completo? Integração. Precisamos conectar atrações, eventos, gastronomia, segurança, sinalização, serviços. Melhorar fluxo, ordenar o entorno e fortalecer novos
empreendimentos que estão surgindo. O Cristo já é âncora. Agora precisamos ampliar a oferta ao redor. E o entorno são as ofertas nos demais municípios da região.
▪ Como integrar Cristo Protetor, Caminhos da Fé, Trem dos Vales, Boulevard e tantos empreendimentos particulares que surgiram ou se adequaram a nova realidade, aos eventos e a gastronomia num grande produto turístico regional? Com união. Todos os agentes precisam se sentir parte de um todo. Guia, hotel, restaurante, atrativo, evento: todos são pontos da mesma cadeia. E precisamos de capacitação, especialmente para quem trabalha com público acima de 40 anos, que é o maior consumidor turístico no RS.
▪ Encantado mudou de patamar? Em que aspectos o turismo já transformou a cidade e a vida das pessoas? Em 2021, quase não haviam restaurantes abertos aos domingos. Hoje, várias casas funcionam, muitas com construções novas e equipes ampliadas. São cerca de 150 pessoas ganhando renda extra no setor. Esse dinheiro vira reforma da casa, troca de carro. Hotéis ampliaram; atrativos surgiram; serviços cresceram. O turismo movimentou toda a cadeia: padarias, postos, eletricistas, pedreiros. Encantado mudou e mudou rápido. Sim, Encantado está em outro
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que convivo há mais de 30 anos.
▪ O que te move, de verdade, a continuar articulando, criando e costurando projetos?
▪ Na adolescência, com a primeira namorada que, 25 anos depois, se tornou a esposa patamar!!!
cional e compreensão do momento.
▪ Quando você projeta 2050, qual é a imagem que deseja que o mundo tenha do Vale do Taquari?
▪ Você lidera voluntários, equipes de eventos, gestores públicos e empresários. Qual é seu método para engajar pessoas tão diferentes?
Que sejamos referência nacional em turismo. E seremos! Porque estamos construindo tudo a partir da essência de cada empreendedor. Não copiamos modelos, oferecemos quem somos. E não há experiência mais verdadeira que essa. As pessoas cada vez mais querem viver experiências locais. Elas não querem encontrar em Encantado aquilo que Paris oferece, aí ela vai a Paris não ao Vale.
▪ Você preside ou participa de diversas entidades: Amigos de Cristo, Associação Cultural, AMUBS, CODEVAT, Conselho Municipal, SOS Habitar. O que te mantém engajado? Propósito. Sou inquieto, não consigo ficar parado vendo o que precisa ser feito sem agir. Penso que preciso ajudar a deixar um futuro melhor para minha filha, meus sobrinhos, para a minha cidade e a única forma que vejo para ajudar a construir isso é participando. O SOS Habitar nasceu porque muitas famílias, mesmo trabalhando, ficaram sem moradia após as enchentes pois não se enquadram em programas do governo federal e estadual. O projeto vai atender hoje, mas também será ferramenta futura para atrair novas famílias para Encantado. Perdemos excelentes funcionários por não ter moradia adequada para oferecer. Lembrar que quando você está numa entidade, naturalmente outras portas vão se abrindo e acabam te colocando dentro delas. E muitas entidades precisam de mais voluntários!
▪ Quem é a pessoa, ou o grupo que nunca aparece na foto, mas realmente tem força para travar ou destravar projetos na região? Muitos não aparecem, mas têm poder real: gestores públicos, empresários, voluntários. O segredo é ouvi-los. A solução nem sempre aparece no dia, muitas vezes surge na reflexão seguinte. É preciso calma, inteligência emo16
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Escuta, diálogo e clareza. Cada um tem um sonho, um medo, um limite. É preciso entender isso, equilibrar expectativas e construir consensos possíveis. E, acima de tudo, respeitar o tempo e o momento de cada pessoa.
▪ Qual foi a decisão profissional mais impopular que você tomou, e da qual ainda hoje não se arrepende? Preciso refletir um pouco para te responder exatamente. Sei que tive decisões impopulares em todas as áreas por onde passei, mas nunca me arrependi das que tomei por convicção e por entender que eram o melhor caminho coletivo. Sempre agi pelo impacto comunitário, não pelo aplauso.
▪ Já pensou em largar tudo e seguir outro caminho? O que te fez ficar? Ah, já pensei sim. Nos meus sonhos, que não são poucos, conhecer outras culturas e realidades para melhorar a nossa, me desafiar mais uma vez. O que me fez ficar foram elas, minhas mulheres: Mãe, esposa, filha.
▪ O sonho ainda pode ser realizado...
Sim, especialmente viagens, experiências pessoais e alguns projetos que tenho guardado para Encantado e região.
▪ Qual o papel da família na tua vida e no teu propósito? É central. Tudo que faço também penso na felicidade da minha família, dos meus amigos, das pessoas ao meu redor. Isso me move. E eu aprendi, depois da doença e do falecimento do pai, a cuidar mais de mim, da saúde, do equilíbrio. Passei a reservar tempo para exames, alimentação, atividade física. Percebi que precisava me cuidar para poder cuidar dos outros. Também reforçou ainda mais o valor da família. Faço parte de duas famílias que amo muito, minha onde nasci e da Andréa,
O que me move é o desejo de construir uma cidade e uma região melhor. Quando olhamos para trás, percebemos o quanto evoluímos em 15, 20 ou 30 anos, mas também vemos que ainda há muito a avançar, especialmente na qualidade de vida e no desenvolvimento econômico e social, para que nossas famílias e nossas cidades possam alcançar patamares de primeiro mundo. Acredito que o turismo pode ser decisivo nesse processo. Tenho muita confiança na força do coletivo, porque é isso que realmente transforma. Também preciso destacar meus sócios e as equipes, meus colegas de trabalho, que fazem acontecer todos os dias. Tenho muito orgulho e prazer em sonhar junto com eles, em dividir cada conquista e encarar cada desafio. É através das empresas que geramos valor e desenvolvimento local, no aperfeiçoamento contínuo do dia a dia, melhorando processos, incentivando o crescimento pessoal e oportunizando uma melhor remuneração para cada profissional. Destaco isso porque o êxito dentro da empresa e o apoio dos colegas permitem a minha dedicação a diversas causas comunitárias e empresariais.
▪ Como você lida com o erro?
Bem. Ninguém é perfeito e eu não tenho o menor problema em reconhecer quando erro. Existe algo que me acompanha: corrigir erros e pedir perdão quando necessário. Errar, reconhecer e reparar, isso é essencial
▪ Quais lideranças, locais ou globais, moldaram o teu modo de liderar e de servir à comunidade? Foram muitas, e cada uma contribuiu de um jeito diferente. Minha mãe, Helena Fontana, no comprometimento, meu pai, Neolando Fontana, na leveza de lidar com os problemas. Meu amigo Jorge Ongaratto, em várias conversas da sua trajetória na condução da Fogo de Chão. Os amigos e amigas que caminham comigo, nos momentos felizes e também nos mais difíceis, sempre acabam influenciando a nossa forma de agir. O Nestor Bergamaschi, continua sendo referência em pensar e contribuir com a cidade. O empresário Arlindo Baldo, com quem conversei poucas vezes, mas sempre de forma muito significativa. Em uma dessas conversas, ele me disse que estava preparando a Baldo para os próximos cem anos. Aquilo me
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ENTREVISTA · RAFAEL FONTANA
“Acho que aquele guri de 14 anos olharia para mim com orgulho, não porque acertei sempre, mas porque procurei aprender com cada erro” ▪ Rafael, Maria Eduarda e Andréa impactou profundamente e me fez pensar sobre o legado que eu mesmo estou construindo. Meu sogro Dario é outra referência importante. Aprendi e continuo aprendendo muito com ele. Também carrego muito do que vi e ouvi do Bernardo Katz e do André Bergamaschi, sobre envolvimento comunitário. Lembro deles dizendo, há muitos anos, que através das entidades é possível transformar uma cidade. Essa ideia me acompanha até hoje. Aprendi muito, também, com lideranças como o Dr. Carlos Alberto e o Gilberto Piccinini, da Dália Alimentos, cada um contribuindo com sua visão. O mesmo vale para o olhar estratégico do Beto Scorsatto e do Ricardo Cé na gestão do Sicredi. As cooperativas têm sido determinantes no desenvolvimento econômico e social de Encantado e da região. Eles mostram, na prática, como o cooperativismo e o associativismo fortalecem comunidades inteiras. Dentro da minha família, tenho uma admiração enorme pelo meu irmão Luciano Fontana e pelo meu primo Vitor Fontana. Mesmo sendo mais jovens, os dois possuem um conhecimento muito sólido e uma visão estratégica dos negócios e da sociedade. São referências que levo comigo e que consulto nas minhas principais decisões. A convivência com os colegas da Associação Amigos de Cristo, ao longo dos últimos seis anos, foi de imenso aprendizado, desafiadora e guiada por um propósito maior. Essas referências, cada uma no seu setor, ajudaram a moldar meu modo de agir, de olhar o território e de compreender a importância do coletivo. Poderia citar muitos outros nomes, porque aprendi com muita gente, inclusive com pessoas anônimas, que não aparecem na foto, mas influenciam profundamente a vida da cidade.
irmã (Marina Fontana Sangalli), mas faço alguns pratos que são apreciados (risos). Alias, é difícil de competir na família, tem ainda o André, meu cunhado, que manda bem demais.
▪ Nesse turbilhão, como é ser marido da Andréa e pai da Maria Eduarda? Como você preserva esse espaço?
Acho que sim. Acho que aquele guri de 14 anos olharia para mim com orgulho, não porque acertei sempre, mas porque procurei aprender com cada erro. Ele veria que eu mantive os valores que tinha lá atrás: preservar a família, me dedicar ao máximo, fazer bem feito, seja na vida pessoal, profissional ou social, a vontade de ajudar, de construir, de trabalhar pela comunidade. Veria que continuei sonhando, mesmo quando a vida ficou mais difícil. E que, apesar das responsabilidades, não perdi a essência, o desejo genuíno de fazer o melhor pelos outros, pela cidade, pela família. Então, sim… acredito que ele ficaria orgulhoso do caminho que trilhei e do homem que me tornei e pelos sonhos que ainda quero realizar.
A Andréa é o amor da minha vida. Ela me completa em cada detalhe, me apoia em cada passo e me compreende até nos meus silêncios. É uma mãe extraordinária e uma filha incansável, que cuida dos pais com uma generosidade que inspira. Como empreendedora, é determinada, talentosa e sempre movida pela busca da excelência. Continua linda, e hoje é ainda mais plena, mais forte e mais admirável em tudo o que é e no que se tornou. Ser pai da Maria Eduarda é algo que me transforma todos os dias. Ela ilumina minha vida de um jeito que eu jamais imaginei. Tem uma sensibilidade rara e uma maturidade que surpreende, e sinto muito orgulho da pessoa que ela é e da mulher que está se tornando. Estar mais presente e abrir espaço para conversas com ela também me fazem bem. Guardo com carinho o conselho que ouvi de um médico: nada substitui a conversa entre pais e filhos. Ele tinha razão. Nas refeições, deixamos o celular de lado e aproveitamos para conversar. A verdade é que, hoje, aprendo muito mais com a Madu do que consigo ensinar. São esses momentos que dão sentido à vida.
▪ Você cozinha? Ou é o único na família do Neolando e da Helena que não tem essa habilidade? Lá em casa sou eu quem faz a comida. Não tenho o talento da minha mãe e da minha 18
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▪ O Rafael de hoje ainda conversa com o Rafael de 14 anos? Sim. Eu ainda carrego muito daquele menino de 14 anos. Tudo que vivi naquela época, os momentos alegres, os desafios, as frustrações, está gravado em mim. Aquilo me moldou, me corrigiu e me fez reconhecer onde errei e por quê. Ainda tenho sonhos daquela época que não realizei e que permanecem comigo. E quando penso em pedir perdão ou corrigir algum erro, muitas vezes volto a esse Rafael mais jovem, porque ele me lembra do que eu queria ser e do que ainda preciso fazer. Em muitos aspectos, continuo conversando com ele todos os dias.
▪ Ele te olharia com orgulho?
▪ Muito obrigada
Eu que agradeço, fiquei emocionado ao ser convidado e muito honrado com o convite!
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S I N TA O P U L S A R do Cristo Protetor
Há experiências que se sentem no coração. O mirante da maior imagem de Jesus Cristo do mundo está aberto à visitação. Um convite para sentir, contemplar, se conectar e se emocionar. Deixe o Cristo Protetor tocar o seu coração.
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NEGÓCIOS · SUSTENTABILIDADE
“Tudo o que fazemos precisa ter um propósito maior”
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TRAJETÓRIA EMPREENDEDORA DOS IRMÃOS Alceu, Cesar e Celso Lorenzon é uma síntese da capacidade empresarial que marca o Vale do Taquari. Nasceram no interior de Nova Bréscia e empreenderam em Encantado, Frederico Westphalen e Xanxerê (SC). Pioneiros em estruturar parte significativa da cadeia de transformação de resíduos plásticos em produtos de valor agregado. Mais do que abrir empresas, eles criaram um modelo de negócio com impacto social, ambiental e econômico.
O exemplo do pai, Eleutério Lorenzon Tudo começou com o exemplo dentro de casa. O pai, Eleutério, hoje com 87 anos, sempre foi trabalhador incansável — “Desde cedo já era comerciante, agricultor e também o motorista de caminhão que transportava leite, grãos e suínos para a Cooperativa. Aprendemos cedo o valor do trabalho, da dedicação e do compromisso. Tudo que temos hoje começou lá atrás, observando nosso pai e nossa mãe fazerem tudo com honestidade e dedicação”, recorda Cesar, que além de administrar a indústria ainda colabora com a esposa Diana no Restaurante Lorenzon, que iniciou há mais de 50 anos, onde o seu Eleutério marca ponto diariamente dando as boas-vindas à clientela.
Pioneirismo Alceu começou a trabalhar cedo; aos 15 anos já estava na fábrica de óleo de soja Dália, da Cosuel, e ao completar 18 anos montou uma lanchonete numa carroceria furgão de caminhão, onde o irmão Cesar ajudava na preparação e venda de lanches, doces e pastéis em frente à Dália e, logo em seguida, também num trailer na Rua Padre Anchieta, quase esquina com a Júlio de Castilhos, no centro da cidade de Encantado, onde funcionava a lanchonete de cachorro-quente e Xis O Mordomo. Essa foi a primeira experiência direta com vendas, negociação e rotina empresarial — uma base que se repetiria nos anos seguintes em outras atividades empresariais. Alceu Lorenzon mudou-se para Santa Catarina em 1984 para atuar no comércio de veículos usados, depois em loja de material escolar e bazar e, em seguida, em agências de casas lotéricas em São Domingos e Xanxerê
É possível produzir com consciência, empregar com responsabilidade e crescer sem agredir o meio ambiente (SC). Em 1995 iniciou uma nova empresa no setor da construção civil de Xanxerê, através da Incorporadora Lorenzon, que há 30 anos se encontra em plena atividade. “Até que a comunidade cobrou da classe empresarial investimentos também no setor industrial. Juntamos 20 investidores e, por minha sugestão, criamos a Cicaplas, indústria de plásticos voltada à reciclagem de materiais plásticos, cada um investindo um determinado número de cotas”, relembra. Três anos depois, vendeu suas cotas na sociedade para montar sua própria operação em carreira solo. Foi aí que, no ano 2000, nasceu a Alcaplas — hoje uma das maiores empresas do Sul do país voltadas à transformação de plásticos reciclados. A planta catarinense abriu os olhos para novas possibilidades do setor. À medida que se envolvia mais com o setor do plástico, percebeu que ali havia um potencial de crescimento real, sustentado por demanda constante e alto impacto social.
Transformar para preservar é nossa marca registrada “A Alcaplas nasceu da ideia de tornar economicamente viável o reaproveitamento de materiais plásticos e sua transformação em materiais nobres, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental. Em tempos em que as transformações fazem-se necessárias, não só para preservação do meio ambiente, mas também para poupar os recursos naturais, a Alcaplas atua com liderança de mercado usando tecnologia de ponta e aprimoramento constante de todas as pessoas envolvidas no ciclo de produção. Transformar para preservar é nossa marca registrada e também nosso maior objetivo.” Em 1º de abril de 2005, nascia a Lorenzon Plásticos, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Encantado. À frente do empreendimento estava Cesar, ao lado do sócio Alceu e com o apoio do irmão mais velho, Celso, que seguiu suas atividades comerciais em Frederico Westphalen. Com absoluta clareza sobre o futuro que desejavam construir, iniciaram um projeto que, em apenas duas décadas, se consolidaria como referência estadual em reciclagem e reaproveitamento industrial. Hoje, a Lorenzon Plásticos e a Alcaplas figuram entre as principais arrecadadoras de seus municípios. Oportunizam juntas mais de 300 empregos diretos e movimentam três vezes mais empregos na cadeia que envolve todos os catadores, cooperativas e transportadores.
“O que muita gente chama de lixo, para nós é matéria-prima” “É dali que sai a renda de muita gente e o insumo que abastece grandes indústrias do Sul do Brasil”, afirma Alceu. As duas empresas compram resíduos de várias fontes: cooperativas, empresas
▪ Xanxerê e Encantado: uma cadeia produtiva que une sustentabilidade, geração de renda e economia circular.
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▪ O patriarca Eleutério Lorenzon com os filhos sócios na indústria de Encantado: Celso, comerciante em Frederico Westphalen; Alceu, proprietário da Alcaplas em Xanxerê, onde reside; e Cesar, de Encantado. Eleutério tem mais dois filhos: Rejane, que tem um bistrô em Florianópolis, e o caçula Alexandre, que é servidor federal na agência do INSS de Encantado privadas, setores públicos e coletores independentes. O material chega às fábricas, em Xanxerê ou em Encantado, e passa por diversas etapas: triagem, separação, lavagem, moagem, extrusão e transformação em matéria-prima plástica, em forma de grãos ou pellets. Esses produtos são usados na fabricação de componentes para indústrias moveleiras, automobilísticas, de limpeza, embalagens, utilidades domésticas e muito mais. A inovação não está só na operação, mas no modo de pensar o negócio. Para os irmãos Lorenzon, sustentabilidade não é tendência: é necessidade. “Não existe economia sustentável se não houver reaproveitamento. O modelo de extrair, usar e descartar está esgotado”, reforça Alceu. Ele explica que o plástico, muitas vezes apontado como vilão ambiental, é um dos materiais mais recicláveis da indústria moderna. “É o que menos gera gás de efeito estufa na cadeia, pode ser reutilizado várias vezes e consome menos recursos naturais que papel, metal ou vidro para ser produzido ou transportado.”
suas sacolas misturadas no caminhão da coleta”, pondera Cesar. Eles defendem que um sistema eficiente de coleta seletiva, triagem e destinação poderia, segundo pesquisas, reduzir em até 25% os gastos públicos com saúde e assistência social. “Quando você tem uma cadeia funcionando, com gente trabalhando, gerando renda e pagando tributo, o peso no sistema social diminui. É uma reação em cadeia. O lixo vira salário, vira nota fiscal, vira saúde pública.”
Foco nos programas educacionais e sociais Tanto a Lorenzon Plásticos quanto a Alcaplas têm buscado ser exemplo no que pregam. A empresa encantadense mantém programas de logística reversa com hospitais da região, transformando embalagens plásticas limpas em novos sacos de lixo. Esse projeto, Recicla Saúde, foi premiado no dia 13 de novembro, em
O que falta são políticas públicas O problema não é o plástico — é o descarte errado, é a ausência de política pública que oriente e organize esse ciclo, defendem os irmãos. Na visão dos empresários, o setor sofre por ser mal compreendido. “Falta educação ambiental real, presente nas escolas e na rotina das famílias. Falta, também, compromisso político. A lei exige que o lixo seja triado antes de ir para o aterro. Mas o que acontece na prática? Tem muito cidadão que separa o lixo em casa, mas sem a coleta seletiva, as sacolas são misturadas no caminhão coletor. É desperdício de recurso, de oportunidade, de emprego, e aquela família que já aprendeu a separar o lixo desanima ao ver
▪ Empresa recebe estudantes para entender o processo da reciclagem
Caxias do Sul. O Portas Abertas integra a indústria de Encantado com escolas e entidades da região, falando sobre educação ambiental. Outro projeto social adotado envolve a reinserção de apenados por meio de convênio com o sistema prisional de SC, criando oportunidade de trabalho e ressocialização.
Em Encantado, o projeto Portas Abertas Há ainda programas com escolas e entidades que arrecadam tampinhas, embalagens e garrafas e recebem, em troca, materiais reaproveitados, insumos escolares ou melhorias em sua estrutura. As ações renderam mais reconhecimento. Em 2025, a Alcaplas estará recebendo premiação em quatro instâncias, com o Prêmio Ouro em Gestão Sustentável, como a melhor em produção limpa, gestão social e economia circular em diferentes eventos regionais e nacionais. Foi considerada a melhor empresa brasileira em fornecimento de plástico reciclado, destacando-se pela organização do processo, rastreabilidade e impacto positivo nas comunidades onde atua. Mesmo com o crescimento, Alceu e Cesar mantêm o foco na essência do negócio. “Tudo o que fazemos precisa ter um propósito maior. É possível produzir com consciência, empregar com responsabilidade e crescer sem agredir o meio ambiente. O setor de recicláveis precisa ser olhado com seriedade. A gente quer deixar um legado, não só um faturamento.” Com mais de 25 anos de experiência direta na área, Alceu e Cesar Lorenzon não apenas viram o setor nascer — eles ajudaram a criá-lo. E continuam, todos os dias, mostrando que uma indústria pode ser rentável, sustentável e humana ao mesmo tempo. Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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O desafio de construir e reconstruir com segurança e propósito
Encantado de 2050 ENCANTADO ENFRENTA UM dilema que vai muito além de tijolos e plantas baixas: que cidade queremos construir depois das enchentes? Enquanto antigas referências se desfazem, surgem edifícios mais altos, novas centralidades longe das áreas de risco e um mercado imobiliário fortalecido por um público que exige conforto, segurança e sentido. A verticalização já não é tendência — é uma resposta ao novo modo de viver. Mas o Plano Diretor está preparado para esse salto? Como conciliar desenvolvimento
com proteção, adensamento com paisagem, investimento com responsabilidade? Nesta matéria especial, ouvimos quem está no centro dessa disputa urbana — profissionais e empresas que vivem o canteiro de obras, leem o comportamento do mercado e levantam, na prática, as bases de uma nova Encantado. Abrimos essa discussão com uma entrevista com a equipe da Secretaria de Planejamento do Município de Encantado. Ouvimos profissionais da construção e aqueles que movimentam o setor imobiliário.
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Uma cidade em redefinição: planejamento, mercado e o futuro de Encantado Visual entrevistou a equipe da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico para compreender as mudanças na paisagem encantadense ▪ Como vocês avaliam o atual momento do mercado imobiliário? Houve mudanças no perfil dos munícipes após as enchentes...
O Pensar Encantado 2050 incentiva uma cidade resiliente, conectada e sustentável, com densidade moderada e ocupação qualificada nos setores de aptidão, sempre respeitando infraestrutura, drenagem, mobilidade e paisagem.
Encantado vive um momento de profunda reconfiguração territorial, com transformação do planejamento urbano e impacto direto no mercado imobiliário e nos investimentos públicos e privados. Após os eventos climáticos, as decisões sobre uso e ocupação do solo tornaram-se mais criteriosas, sempre orientadas por segurança, infraestrutura e previsibilidade. O Município vem disponibilizando estudos atualizados para avaliação de áreas de risco e adotando diretrizes claras na revisão do Plano Diretor, permitindo identificar com precisão as áreas mais adequadas e seguras para uso imobiliário. Isso qualifica a tomada de decisão de moradores, investidores e incorporadores, oferecendo maior segurança patrimonial e jurídica. Na prática, observa-se o aumento da demanda por regiões altas, condomínios equipados, infraestrutura robusta e empreendimentos que integrem drenagem ampliada, eficiência energética e soluções de resiliência urbana.
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Esse comportamento dialoga com o Pensar Encantado 2050, que estrutura a reconstrução com visão de longo prazo, definindo uma cidade moderna, segura e preparada para eventos extremos.
▪ A verticalização é uma tendência consolidada? O que impulsiona esse movimento? Sim. A verticalização deixou de ser um movimento gradual para se tornar uma tendência consistente em Encantado, adequada ao novo cenário territorial e à busca por segurança, eficiência e racionalidade no uso do solo. Localizada nos setores apropriados, a verticalização contribui para a otimização do território e para o crescimento equilibrado da cidade. Os fatores que impulsionam esse processo incluem: a) Segurança e resiliência: A população migra para áreas sem risco hidrológico ou geotécnico. O adensamento vertical em zonas seguras otimiza o território e reduz ocupação em regiões críticas. b) Uso racional do solo: O Plano Diretor em revisão delimita zonas como ZM1 e ZM2,
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adequadas para adensamento equilibrado. c) Escassez de terrenos centrais: A verticalização maximiza localização, acesso a serviços e mobilidade. d) Planejamento até 2050: O Pensar Encantado 2050 incentiva uma cidade resiliente, conectada e sustentável, com densidade moderada e ocupação qualificada nos setores de aptidão, sempre respeitando infraestrutura, drenagem, mobilidade e paisagem. e) Harmonia com o entorno: Além da função urbanística, Encantado reforça que novos empreendimentos devem respeitar e valorizar o entorno. Isso inclui a preservação das bacias visuais e dos pontos estratégicos de patrimônio, como o Cristo Protetor e a Igreja Matriz. O objetivo é garantir que cada edificação se integre de forma harmônica à paisagem, qualificando o ambiente urbano e reforçando a identidade cultural e simbólica da cidade.
▪ Como o setor tem se adaptado às restrições das áreas alagáveis e ao novo zoneamento urbano? Há migração para outras regiões? O mercado incorporou rapidamente a nova realidade. A soma entre mapeamentos oficiais de risco, decretos de restrição de ocupação, zoneamento baseado em evidências técnicas e diretrizes do Plano Diretor resultou em uma migração natural para áreas como Planalto, São José, Lambari, Jacarezinho e os setores altos do Centro.
▪ Geólogo Everaldo R. Ferreira, engenheiro agrônomo Daniel Schmitz, arquiteta Andréia Pires, engenheira civil Ana Delsa Tronco Civardi, arquiteto Gilmar Scaravonatti e o advogado José Caetano Turatti Ost, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Encantado A revisão do Plano Diretor organiza esse processo ao orientar ▪ ocupação segura; ▪ realocação gradual de famílias de zonas críticas; ▪ uso restrito das áreas alagáveis; ▪ incentivo à expansão urbana planejada; ▪ investimentos em drenagem, infraestrutura e mobilidade.
Trata-se de uma reorganização urbana guiada por planejamento, aumentando a confiança da população e dos investidores e oferecendo segurança e estabilidade ao mercado.
▪ Na construção civil, o que mudou na escolha de terrenos, materiais e projetos? A sustentabilidade ganhou força? Sim. Há uma tendência clara e positiva de
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MERCADO IMOBILIÁRIO · ENCANTADO fará parte dessa nova dinâmica? Como explicar isso à população?
mudança no modo de projetar e construir. Empreendedores priorizam áreas em cotas elevadas, baixa suscetibilidade a movimentos de massa, proximidade de infraestrutura e setores de aptidão elevada. Quanto aos projetos arquitetônicos Arquitetos e engenheiros têm incorporado: -drenagem ampliada com índices e soluções permeáveis; manejo adequado das águas servidas e pluviais; conceitos de contenção, estabilidade e avaliação de encostas; acessibilidade universal; estudos geológicos e hidrológicos completos; maior permeabilidade em áreas sensíveis.
▪ Materiais e sistemas
Há prioridade para: sistemas construtivos industrializados; eficiência energética e conforto térmico; energia solar e automação; materiais de baixa manutenção e longa durabilidade; tecnologias de resiliência climática. Essas escolhas reforçam os pilares do Plano Diretor e do Pensar Encantado 2050: sustentabilidade, resiliência, segurança e inovação.
Sim. O Município trabalha para implantar um instrumento amplamente utilizado nas cidades mais modernas: a Compra de Índices Urbanísticos (Outorga Onerosa do Direito de Construir).
▪ O que é?
É a possibilidade de o empreendedor adquirir potencial construtivo adicional onde a infraestrutura comporta, mediante contrapartidas ao Município. ▪ Estudo da Univates mapeou Encantado. Acima as áreas de risco e abaixo as de perigo
▪ E quanto à decoração e interiores? Houve mudança de prioridades após a tragédia? Sim. O conceito de morar evoluiu para valorizar segurança, bem-estar e qualidade do ambiente doméstico. Os lares passam a ser vistos como espaços de acolhimento e equilíbrio. As novas prioridades incluem: ambientes multifuncionais; materiais resistentes e de fácil manutenção; organização e ergonomia; iluminação natural e conforto térmico; mobiliário modular e funcional. Essa tendência deve permanecer, reforçada pelas novas expectativas das famílias.
▪ Encantado está diante de uma “nova cidade” ou apenas de uma reorganização temporária? Encantado vive a construção de uma nova cidade, com mudança de paradigmas e definição de novos valores. Não se trata de um ajuste pontual, mas de um processo de transformação estrutural e conceitual amplo.
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▪ Para que serve?
Evita adensar áreas frágeis; incentiva o adensamento em zonas preparadas (ZM1, ZM2 e Centro); gera recursos para mobilidade, drenagem, parques, habitação e infraestrutura; melhora paisagem urbana e qualificação dos espaços públicos; aumenta a viabilidade econômica dos projetos sem sacrificar o interesse coletivo. É um mecanismo moderno e transparente, especialmente útil para qualificar a reconstrução de Encantado com segurança e inteligência.
▪ Que mensagem deixaria para quem está recomeçando e pensa em construir ou investir?
Com a revisão do Plano Diretor articulada ao Pensar Encantado 2050, a cidade está redesenhando seu modelo de ocupação, estabelecendo: novas centralidades; áreas de expansão planejada; critérios modernos de adensamento; regras claras de altura, permeabilidade e recuos; índices urbanísticos adequados à nova realidade; instrumentos sustentáveis para áreas urbanas e rurais; diretrizes para habitação, mobilidade e infraestrutura. O resultado será uma Encantado mais segura, resiliente, inteligente e preparada para os próximos ciclos de crescimento.
▪ A compra de índices urbanísticos
A recomendação é clara: investir com informação técnica, planejamento e visão de futuro. Encantado oferece hoje: segurança jurídica; zoneamento moderno e baseado em evidências; diretrizes claras de áreas de risco; Plano Diretor em revisão; planejamento territorial até 2050; infraestrutura em expansão; novas centralidades; instrumentos modernos como compra de índices; ambiente estável e favorável ao investimento.
Quem construir ou investir agora participará da construção de uma Encantado mais forte, ordenada, segura e sustentável — preparada
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a resiliência das edificações. No entanto, alerta que esse processo depende de diretrizes claras, políticas públicas consistentes, investimentos técnicos e coordenação entre poder público e iniciativa privada. “A cidade vive um momento de rediscussão do seu modelo de desenvolvimento. O que se projeta não é uma ruptura imediata, mas uma reorganização progressiva”, afirma a associação. O resultado dessa transição dependerá da qualidade das análises técnicas e do compromisso coletivo com uma urbanização responsável, alinhada às condições ambientais atuais.
Mensagem
▪ Associados da entidade que foi fundada há 40 anos e participou da elaboração do Plano Diretor que ainda está em vigor
Segurança, resiliência e planejamento marcam a nova fase do setor
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S EVENTOS CLIMÁTICOS recentes provocaram uma mudança estrutural na forma de projetar, escolher terrenos e definir materiais para obras em Encantado. O que antes era tendência tornou-se critério técnico: a cidade vive um processo de transição urbana que exige projetos mais resilientes, decisões baseadas em estudos multidisciplinares e responsabilidade coletiva. Segundo a ASEAVALE — associação que representa os profissionais da construção civil do município — a transformação é clara: “Hoje, qualquer projeto inicia pela pergunta: ‘É seguro a longo prazo?’”.
O que mudou na escolha dos terrenos e materiais A análise técnica de risco passou a ser o ponto de partida. A escolha dos terrenos agora considera risco hidrológico, estabilidade de taludes, histórico do bairro, comportamento das cheias e viabilidade de evacuação. “Fatores que antes eram acessórios agora são decisivos”, ressalta a entidade. Essa mudança também se reflete nos materiais e sistemas construtivos, com maior demanda por soluções resistentes à umidade, sistemas industrializados, estruturas de melhor desempenho e tecnologias que ampliem durabilidade e eficiência. 28
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Nos projetos arquitetônicos, sustentabilidade e desempenho energético deixaram o campo do discurso. As novas obras priorizam ventilação cruzada, eficiência energética, aproveitamento de água da chuva, sistemas fotovoltaicos, proteção contra ventos e métodos construtivos que aceleram a execução, reduzindo riscos. “A sustentabilidade deixou de ser apenas tendência”, resume a ASEAVALE. Para a entidade, não se trata de “uma nova Encantado”, mas de uma transição urbana em curso. Os eventos climáticos expuseram fragilidades históricas na ocupação do solo, na infraestrutura e na organização territorial, exigindo uma abordagem técnica mais ampla e rigorosa. A cidade vive uma fase de reavaliação que envolve decisões sobre expansão urbana, adensamento, mobilidade, drenagem, reassentamento e requalificação de áreas de risco, sempre sustentadas por estudos especializados. “É uma complexidade que exige integração entre engenharia, arquitetura, geologia, hidrologia, meio ambiente, planejamento urbano, economia e assistência social, além da participação ativa da comunidade”, destaca a ASEAVALE. A entidade aponta que Encantado deve passar por mudanças na distribuição de usos urbanos, na escolha de áreas para novos empreendimentos e na priorização de soluções que aumentem
A ASEAVALE dirige aos moradores uma mensagem direta: coragem, planejamento e responsabilidade. “Construir ou investir agora exige olhar técnico e visão de longo prazo. Busque profissionais habilitados, consulte estudos ambientais e priorize soluções que aumentem a resiliência do imóvel.” Para a entidade, a reconstrução é histórica: “quem construir com consciência fará parte desse novo capítulo”. A associação reafirma seu compromisso em orientar e promover uma reconstrução segura, inteligente e humana. A verticalização em Encantado tem sido tratada como tendência inevitável, mas, sob análise técnica, responde mais ao movimento do mercado imobiliário do que a uma necessidade estrutural da cidade. Ainda existem lotes centrais subutilizados, e a reorganização de atividades para áreas periféricas poderia ampliar a oferta de moradia e serviços sem exigir maior adensamento vertical imediato. Também é preciso cautela quanto à infraestrutura urbana. Adensar áreas consolidadas requer estudos detalhados das redes de água, energia, esgoto e drenagem, sob risco de agravar problemas existentes sem investimentos proporcionais. A verticalização impacta a paisagem urbana, o sombreamento, a ventilação natural e o patrimônio histórico, exigindo avaliações que evitem mudanças irreversíveis na identidade arquitetônica.
Os impactos da verticalização Outro ponto central é compreender se a população realmente demanda edifícios mais altos ou se isso reflete interesses específicos de investimento. É necessário avaliar se o crescimento populacional justifica o adensamento e que tipo de habitação a comunidade busca, especialmente após as enchentes. Discutir verticalização, portanto, não pode se limitar ao olhar do mercado, devendo ser guiado por planejamento urbano de longo prazo, que integre infraestrutura, território, impacto ambiental, condições socioeconômicas e objetivos coletivos da cidade.
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O melhor endereço é onde o coração se sente em casa Um novo ciclo se aproxima, trazendo a hora de renovar sonhos e esperanças. É tempo de encontrar o seu lugar de ser feliz, onde mora o aconchego do abraço, a segurança da família e a alegria de pertencer.
Em 2026, conte com a gente para abrir a porta dos seus maiores sonhos.
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MERCADO IMOBILIÁRIO · ENCANTADO
O futuro é promissor
▪ Júnior Mendonça, da Imobiliária e Construtora Viva Lar
O MERCADO IMOBILIÁRIO de Encantado vive um momento de retomada com um novo olhar do consumidor. As enchentes mudaram o comportamento de compra: hoje as famílias priorizam áreas seguras, infraestrutura e previsibilidade, o que ampliou a demanda por apartamentos e empreendimentos modernos, reduzindo a exposição a riscos climáticos. A verticalização deixou de ser tendência tímida e passou a ser realidade acelerada. O movimento é impulsionado pela sensação de segurança, praticidade, valorização e escassez de terrenos bem localizados, o que torna os empreendimentos multifamiliares a solução mais inteligente no cenário atual. Com o novo zoneamento, o setor se adaptou rapidamente, direcionando projetos para regiões elevadas e de expansão urbana. A migração para áreas seguras é perceptível e orienta o futuro da cidade. Na
construção, a escolha dos terrenos ficou mais técnica e criteriosa, considerando histórico de enchentes, drenagem, altitude e acesso. Cresce também o uso de materiais sustentáveis, tecnologias de drenagem e estruturas mais elevadas, atendendo a um consumidor mais atento à resiliência. Dentro de casa, o lar passou a ser visto como refúgio, com prioridade para conforto, funcionalidade e materiais duráveis. A tragédia acelerou uma transformação já em curso: Encantado caminha para um modelo mais seguro, planejado e vertical, com novos padrões de ocupação. Minha mensagem para quem recomeça é de esperança e prudência: invista em áreas seguras, busque projetos modernos e conte com profissionais qualificados. Com planejamento, Encantado tem um futuro promissor — e construir com resiliência é a melhor decisão.
A cidade está se redesenhando VIVEMOS UM MOMENTO de reconfiguração profunda no mercado imobiliário de Encantado e da região. As enchentes mudaram tudo: onde antes o cliente buscava preço e praticidade, hoje a prioridade é segurança e infraestrutura. Áreas afetadas perderam valor, enquanto zonas seguras se tornaram o novo eixo de crescimento, tanto para moradia quanto para investimento. A verticalização deixou de ser tendência tímida e passou a ser realidade estratégica. Ela responde à escassez de terrenos seguros, atende à demanda de quem busca proteção e ainda oferece rentabilidade, impulsionada pelo turismo e pelas novas centralidades criadas após a crise. O setor se adapta com base no novo Zoneamento e no Plano Diretor, que direcionam a expansão para áreas livres de risco. Isso gerou
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uma migração urbana perceptível, consolidando uma nova lógica de ocupação. Na construção, o foco mudou: terrenos seguros, projetos elevados, materiais duráveis e soluções sustentáveis. Mesmo em áreas protegidas, a resiliência é prioridade. Já o lar, após a tragédia, é visto como refúgio emocional e funcional: móveis planejados, espaços otimizados e acabamentos resistentes. Estamos construindo a Nova Encantado: mais vertical, segura, moderna e consciente. Minha mensagem para quem recomeça é simples: resiliência é o novo prime. Invista em terrenos seguros, adote soluções construtivas inteligentes e enxergue a verticalização como caminho natural de valorização e proteção do patrimônio. A cidade está se redesenhando — quem apostar agora estará na frente".
▪ Rosemeri Radaeli De Conto, diretora da Imobiliária Vitória
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Em Encantado e região, a Construtora Laste & Nonemacher vem se consolidando como referência em obras residenciais e comerciais que unem rigor técnico, estética contemporânea e transparência em todas as etapas do processo. A empresa é conduzida pelos sócios Felipe Laste, engenheiro civil formado na UFRGS desde 2012, e Eusébio Nonemacher, profissional com vasta experiência prática na construção civil, atuando em obras desde os 18 anos de idade. Nos últimos anos, a construtora entregou casas marcantes em Encantado, Lajeado e região. Cada obra reflete o cuidado especial com a qualidade construtiva, atenção aos detalhes e acabamentos. Essas
características se traduzem na satisfação dos clientes ao final de cada entrega. “Cada projeto é executado tendo como premissa a escuta atenta e o acompanhamento próximo ao cliente”, explica Felipe. “Nós temos um compromisso de entregar um resultado final que supere expectativas.” A experiência prática de Eusébio complementa essa visão, garantindo decisões técnicas assertivas, execução eficiente e atenção permanente aos detalhes da obra. Com mão de obra própria e profissionais comprometidos tanto no canteiro de obras quanto no escritório, a empresa oferece soluções completas do início ao fim da obra.
Eusebio Nonemacher e Felipe Laste, proprietários da Construtora
O compromisso com a qualidade é sustentado por práticas rigorosas de orçamento, controle de materiais, organização documental e comunicação clara com o cliente — fatores essenciais para obras bem planejadas e executadas. Para 2026, a Construtora Laste & Nonemacher mantém seu propósito: entregar construções duráveis, bem executadas e capazes de proporcionar bons momentos na vida das pessoas.
51 99665-1164
@lastenonemacher Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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MERCADO IMOBILIÁRIO · ENCANTADO
Estamos vivendo o nascimento de uma nova Encantado vas fortalecem vínculos e ajudam a projetar a imagem da cidade: “Encantado renasce com três forças: o símbolo do Cristo Protetor, uma população resiliente e uma administração focada em segurança, educação e infraestrutura, com plano diretor, drenagem e proteção de rios e matas.”
Mercado imobiliário em transição
“Esse é o momento de investir em uma cidade que renasce com estratégia e planejamento. Encantado está pronta para o próximo capítulo, e para quem quer crescer junto com ela. ” ▪ Vera Sangalli Sandri, diretora da Sandri Imóveis DEPOIS DAS ENCHENTES que atingiram o Vale do Taquari, Encantado vive um ponto de virada. Para a empresária Vera Sangalli Sandri, referência no setor imobiliário local, o município passa por uma transformação que vai além dos reparos: é o início de uma nova cidade. “As enchentes mudaram a mentalidade. Não foi só a Prefeitura ou os empresários — cada morador reergueu sua casa, ajudou o vizinho, limpou a rua, reabriu seu negócio. Testemunhamos uma cidade unida, solidária e resiliente”, afirma. Vera acredita que perdas coleti32
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Sobre o mercado imobiliário, descreve um cenário de transição. A procura por áreas mais altas e seguras cresceu, elevando o valor desses imóveis, enquanto unidades em regiões atingidas registraram aumento de “vende/ aluga”. O comprador atual, afirma, está mais atento ao risco climático, o que mudou o perfil da demanda e a valorização das áreas. Programas habitacionais também devem seguir em expansão, alterando preços e liquidez.
Vender imóvel atingido: confiança é decisiva Para proprietários que pretendem vender imóveis atingidos, ela recomenda transparência total: laudo técnico, notas de reparo, fotos comparativas, nível da água registrado e informações sobre obras previstas pela Prefeitura. Segundo sua avaliação, políticas públicas como mapeamento de risco, normas construtivas mais rígidas e infraestrutura verde são essenciais para recuperar a confiança e preparar a cidade para eventos futuros.
Investir agora e crescer junto Para Vera, “Encantado não está voltando ao que era. Estamos criando algo melhor do que existia antes, com novas prioridades, mais consciência e um mapa urbano que nasce da dor, mas aponta para o futuro. Esse é o poder de uma cidade que não espera o amanhã, ela o constrói. Estamos diante de um dos momentos mais desafiadores e transformadores de nossa história, e isso representa oportunidade.
Precisamos rever os índices construtivos ▪ Vitor Hugo Bertozzi, engenheiro civil PARA O ENGENHEIRO CIVIL Vitor Hugo Bertozzi que, ao lado de Juarez Mottim, já construíram mais de 200 apartamentos em Encantado através da Grafite Construções, empresa que completa 40 anos em 2026, defende ajustes urgentes no Plano Diretor e a definição clara de para onde a cidade deve crescer.
Índices construtivos altos demais Segundo Vitor, o mercado imobiliário de Encantado passa, necessariamente, pela atualização do Plano Diretor e pela revisão do Código de Obras. Para ele, os índices construtivos atuais são altos demais para o porte da cidade, permitindo adensamento exagerado em áreas residenciais. Ele cita como exemplo um terreno de 500 m² receber 1.500 m² de construção, e que é permitido dentro da legislação vigente. “Isso não cabe em cidades pequenas. É preciso diminuir o índice em áreas residenciais. Em alguns pontos, uma casa de 300 ou 400 m² faz muito mais sentido do que um prédio.” Por outro lado, o engenheiro critica a limitação da construção de prédios em quatro andares conforme o anteprojeto elaborado pela Univates, em parceria com o governo do Estado, apresentado nas audiências públicas do novo Plano Diretor. “Não há como proibir a verticalização — ela deve ser ordenada, não bloqueada. Limitar a quatro andares na cidade toda não faz sentido. Existem pontos sensíveis, como em frente à igreja. Mas em outros, dez andares não muda nada.”
Áreas de risco: responsabilidade definida Para Vitor Bertozzi, Encantado precisa definir claramente seu vetor de expansão, privilegiando áreas mais altas, mas também permitindo construção em locais com risco potencial — desde que a responsabilidade esteja definida em lei. Ele questiona os mapas de risco apresentados nas audiências, que, segundo ele, deixariam pouca área disponível para o crescimento urbano. “Pelos mapas apresentados, sobra muito pouco espaço para crescer. O que tem que acontecer é deixar claro, na lei, que é responsabilidade de quem construir nesses locais tanto a logística de retirada em caso de cheia ou deslizamento, quanto eventual realocação. Não tem como a Prefeitura ser responsável, querer proteger todo mundo.”
Qualidade de vida: sol, ventilação e distanciamento O empresário reforça que o Plano Diretor não pode olhar apenas para os números, mas para quem vai morar nos empreendimentos. Ele defende maior exigência de sol, ventilação cruzada e distanciamento das divisas, evitando prédios “encostados” que prejudicam o conforto do usuário. “É preciso pensar no cliente. Apartamento sem sol não faz sentido. O Código de Obras tem que proteger quem compra.”
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Eficiência, técnica e crescimento com propósito FUNDADA EM 2018, a Zucker Engenharia nasceu com um propósito claro: ser uma empresa eficiente e próspera, capaz de entregar obras com alto rigor técnico e uma gestão flexível, alinhada às necessidades de cada projeto. O início foi marcado por planejamento estratégico, pela vontade de fazer diferente e pela determinação de construir uma trajetória sólida em um setor exigente e competitivo. Desde então, a Zucker vem trilhando um caminho de consolidação no mercado e expansão, com mais de 250 obras entregues nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina em mais de 150 municípios, num total de mais de 80 mil m² de obras executadas.
Crescimento sustentado por disciplina e visão estratégica A empresa vê como um dos pilares para o crescimento o investimento contínuo na sua estrutura operacional e organizacional, o que vem consolidando cada vez mais a Zucker como uma empresa referência no setor de serviços da construção civil. Atualmente a Zucker está presente nos segmentos de obras de saneamento, obras industriais e obras de infraestrutura pública. Cada obra executada, seja em saneamento, indústrias, infraestrutura urbana ou edificações reforça um modelo de atuação que combina rigor técnico, eficiência operacional e tomada de decisão baseada em resultados. Na visão do seu fundador e diretor, enge-
nheiro civil Marcelo Zuchetti, o crescimento e consolidação da Zucker é fruto de uma cultura organizacional forte que valoriza disciplina, comprometimento e a busca permanente por fazer o melhor. É essa forma de trabalhar que também sustenta a confiança construída com colaboradores, clientes e parceiros ao longo dos anos.
Estrutura técnica para desafios reais A equipe da Zucker é formada por profissionais de diferentes áreas: engenharia, gestão, segurança, operação e administração; integrados a processos consolidados e a práticas rigorosas de segurança e conformidade técnica. Esse conjunto permite entregar produtos em que prevalecem o controle de qualidade, o cumprimento de prazos, a observância das normas técnicas aplicáveis e foco em segurança, um pilar reforçado diariamente em todas as frentes de trabalho.
De Encantado para mais de 150 municípios
O futuro construído com método e constância Para a Zucker, o crescimento é consequência de um conjunto de escolhas: manter valores claros, aprimorar processos, investir em pessoas e atuar com seriedade em cada entrega, fortalecendo diariamente a cultura que sustenta a empresa. Mais do que ampliar o número de obras, trata-se de consolidar uma organização que sabe onde quer chegar e que trabalha todos os dias com método, constância e visão para construir esse caminho.
Mesmo com a expansão geográfica, a base permanece em Encantado. É da cidade que partem decisões, equipes, projetos e estratégias que movimentam obras em diferentes regiões. A escolha de permanecer onde começou reforça o compromisso da empresa com suas raízes e com a identidade e com a cultura de trabalho que moldou essa trajetória.
(51) 3751-3457 - (51)999954603 | Instagram: @zucker_engenharia | www.zucker.com.br Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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Encantado está se tornando outra cidade A EMPRESÁRIA LETÍCIA BRATTI do ramo da indústrial textil, engajada em vários movimentos da cidade e região também enxerga o mercado imobiliário de Encantado entrando em uma nova fase. "Depois dos eventos climáticos, a reconstrução só ganhou força quando a ponte entre Lajeado e Arroio do Meio devolveu a mobilidade e reativou o fluxo de turistas. Hoje, vemos ônibus na igreja, visitantes registrando a passagem e um interesse real por investimentos — quando circulam pessoas, surgem novos negócios, novos perfis de clientes e a busca por imóveis com vocação comercial e turística". Para ela, a verticalização é um caminho sem volta. "Segurança, praticidade e localização central impulsionam esse movimento, com empreendimentos que oferecem infraestrutura, lazer compartilhado e manutenção mais
acessível do que uma casa. É a vida moderna chegando ao interior — mais convivência, menos deslocamento, rotina otimizada". Letícia destaca a decisão coletiva de se abandonar áreas vulneráveis. Migrar para zonas seguras não é só técnica urbanística, é saúde mental. A construção civil acompanhou essa virada: terrenos livres de risco, processos ágeis, materiais sustentáveis e soluções que melhoram a vida. Foi nesse contexto que desenvolvemos a Therm Acoustic Fiber: desempenho acústico, conforto, produção limpa e compromisso ambiental. Encantado está se tornando outra cidade. Com o Cristo Protetor, turismo em expansão e lideranças preparadas, acredito que em 20 anos seremos uma nova Gramado. É irreversível. É só o começo.
▪ Letícia Bratti é empresária
Limitar demais engessa o crescimento. Precisamos continuar crescendo com equilíbrio e visão de futuro
▪ Rogério Conzatti é contador e economista e dirige a Imobiliária Conzatti
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ROGÉRIO CONZATTI, DIRETOR da Imobiliária Conzatti, tem uma trajetória que se confunde com o desenvolvimento urbano de Encantado. Sua empresa, fundada em 1979, foi pioneira em loteamentos e condomínios na cidade, acompanhando de perto décadas de acertos e equívocos no planejamento urbano local. Por essa experiência, ele defende que o novo Plano Diretor tenha como eixo central o desenvolvimento ordenado, com zoneamento claro e inteligente, capaz de separar adequadamente áreas industriais, residenciais e de serviços. Segundo ele, evitar que a cidade cresça “ao redor” de grandes empresas — como ocorreu no passado — é essencial para preservar a competitividade e permitir expansão sustentável. Ao mesmo tempo, Conzatti alerta para a mudança no cenário fiscal dos municípios: “A receita municipal, pelo consumo interno (pessoas físicas e jurídicas) dependerá cada vez mais do consumo gerado pelas pessoas que vivem e trabalham aqui. Isso exige atrair moradores
com renda, disposição para empreender e consumir — e não apenas uma população dependente de assistencialismo.” Nesse contexto, ele defende a verticalização, mas com critérios técnicos: mobilidade bem planejada, vagas de estacionamento, recuos que garantam luz e ventilação, e projetos de edifícios que já prevejam elevador, considerando o envelhecimento populacional. “Acessibilidade não pode ser detalhe”, reforça. Conzatti também destaca a necessidade de proteção de áreas sensíveis ao turismo, como o entorno do Cristo Protetor e da igreja matriz. “É preciso cuidado para não encher de telhados e perder o valor paisagístico que hoje atrai visitantes.” Nas áreas alagáveis, ele é incisivo: proteger vidas é obrigatório, mas isso não pode significar anular automaticamente o patrimônio de famílias. Cada caso deve ser analisado com critério técnico: “Há locais que alagaram uma única vez — como Palmas,
Lajeadinho, Jacarezinho e o próprio centro. Essas áreas precisam de tratamento diferenciado.” Por outro lado, ele afirma que essa realidade não se aplica ao Bairro Navegantes, classificado como zona de arraste. Para Conzatti, o bairro deve ser transformado em área de lazer pública, com demolição das casas remanescentes: “Não se pode repetir o erro do passado, como aconteceu com o Jardim do Trabalhador e a Nova Morada. Esses moradores já serão contemplados pelos programas habitacionais em andamento”. Ele cita ainda outros pontos onde a construção deve ser proibida, alguns pontos dos bairros Lago Azul, Vila Moça Porto XV. Mesmo com todas essas restrições técnicas, Conzatti faz um alerta final: “Limitar demais engessa o crescimento. Um bom Plano Diretor deve dar segurança, orientar investimentos e, ao mesmo tempo, manter a flexibilidade necessária para que Encantado continue crescendo com equilíbrio e visão de futuro.”
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CASA&CIA · TENDÊNCIA
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URANTE ANOS, o ideal de morar perfeito foi moldado por imagens impecáveis de redes sociais e vitrines digitais. Casas neutras, minimalistas, milimetricamente organizadas — tão belas quanto intocáveis. Porém, o que antes simbolizava bom gosto passou a representar distância emocional. O chamado “lar instagramável” saturou. Era bonito, mas não era acolhedor. Fotografável, mas não habitável. O pêndulo cultural agora se move para o lado oposto: o da autenticidade. As pessoas querem viver em lugares que reflitam quem são, não quem os algoritmos sugerem que deveriam ser. A palavra-chave da nova decoração é alma, não estética. E essa tendência nasce menos do design e mais da psicologia. Pesquisas em psicologia ambiental mostram que ambientes altamente personalizados reduzem estresse, ampliam sensação de controle e fortalecem o bem-estar. Já espaços neutros demais, sem marcas afetivas ou identidade, provocam distanciamento emocional. Ou seja: o afeto virou o melhor decorador.
Anti-modismo, objetos com história A casa com alma é uma reação ao excesso de ordem, silêncio e padronização
A casa com alma: por que estamos trocando a perfeição pela autenticidade que dominou o morar nos últimos anos. É o anti-modismo definitivo. Ela acolhe objetos herdados, móveis com história, peças imperfeitas, cores vivas, texturas naturais e lembranças de família. Nada ali é pensado para impressionar o outro — tudo existe para confortar quem vive dentro. O novo luxo não está no preço do sofá, mas
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no significado do que ocupa o espaço. O valor está no ritual de acender uma luminária e não na marca dela. Está na biografia que cada canto carrega e não na composição perfeita para foto.
Imperfeições são marcas A estética contemporânea abraça a imperfeição consciente: riscos na madeira, tapetes gastos, móveis que não combinam entre si, livros fora de ordem. O que antes seria considerado “erro” virou autenticidade. Esse movimento dentro das casas acompanha um fenômeno muito maior que acontece fora delas: o exaustivo caos das grandes cidades. O que antes era chamado de “vida agitada” tornou-se sintoma de adoecimento coletivo. Trânsito interminável, excesso de ruído, insegurança, hiperconectividade e sobrecarga sensorial mantêm o cérebro em estado de alerta permanente. O resultado aparece na saúde mental, no sono, no humor, na produtividade e até na imunidade. O burnout urbano se tornou parte da rotina. A neurociência é clara: nosso cérebro não foi feito para viver em ambientes ruidosos e densos, e os efeitos disso são profundos. E está fugindo. O Brasil vive hoje um fenômeno chamado “êxodo psicológico”: milhares de jovens e famílias estão trocando capitais por cidades médias, interior, litoral e áreas rurais. Não se trata de fuga da oportunidade, mas de busca de equilíbrio. A produtividade, afinal, não depende mais de um CEP caro —
Depois de uma década dominada por ambientes “instagramáveis” e cidades cada vez mais exaustas, um movimento silencioso redefine o morar no Brasil: menos estética de catálogo, mais vida real. O novo luxo não é visual, é emocional
depende de um sistema nervoso funcional. Nas cidades menores, as pessoas reencontram algo que virou artigo de luxo nas metrópoles: pertencimento. Vizinhos que se cumprimentam, tempo que corre de forma orgânica, relações genuínas, silêncio reparador e vínculos comunitários. A neuroarquitetura explica por que esse retorno faz sentido: luz natural reduz ansiedade; áreas verdes estabilizam o humor; o silêncio restaura o cérebro; cores trazem identidade; e ambientes sensorialmente nutritivos ajudam a curar o que nenhum medicamento cura sozinho. O novo desejo do brasileiro não é viver perto de rooftops nem colecionar amenities. É respirar. É ter tempo. É ter calma. É ouvir o próprio pensamento. É morar em espaços — e cidades — que devolvem humanidade ao cotidiano As grandes cidades não vão desaparecer, mas perderam o monopólio do sonho. A tendência que guia o morar, a decoração, o urbanismo e até as decisões de mudança de vida é simples e profunda: escolher lugares que devolvem vida, cor, memória e propósito. A casa com alma, assim como a cidade com alma, não é uma estética: é uma declaração de liberdade. Liberdade de não seguir padrões, de rejeitar imposições visuais, de transformar o lar em refúgio e não em vitrine. No fim, a maior tendência de 2026 não é decorativa nem urbana. É humana.
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CASA&CIA · CONFORTO
Têxtil Ipê lança manta termoacústica para construção civil
resultado de 54 dB em ensaio conforme a NBR ISO 717-2, comprovando a eficácia da solução.
Fácil instalação A Therm Acoustic Fiber Ipê é instalada entre a laje de concreto e o contrapiso, combinando a tradicional manta Termobonding da empresa a uma película especial que potencializa a absorção de ruídos. O sistema pode ser aplicado sem sobreposição, com união por fita adesiva fornecida com o produto — o que facilita a instalação e mantém o cronograma da obra, tornando o uso vantajoso tanto em projetos novos quanto em reformas. Outro diferencial da nova manta está na sustentabilidade do processo produtivo. O material é fabricado com fibras e plásticos reciclados, não utiliza água na indústria, não propaga fogo e é resistente à umidade, mofo e apodrecimento. Por ser leve e flexível, permite fácil manuseio no canteiro e pode ser descartada em lixo comum, simplificando a gestão de resíduos.
Inovação ▪ Alexandre Bratti, a esposa Fátima, os filhos Alessandro e Letícia, diretores da empresa, e colaboradores apresentaram o novo produto
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TÊXTIL IPÊ LANÇOU, no dia 26 de novembro, sua nova solução para o mercado da construção civil: a Therm Acoustic Fiber Ipê, manta termoacústica desenvolvida em parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O evento, realizado na sede do Sicredi Região dos Vales, reuniu profissionais de engenharia, arquitetura e
representantes de empresas do setor. A inovação foi criada para atender à norma ABNT NBR 15575, que estabelece critérios mínimos de conforto acústico em edificações. Seu objetivo central é reduzir o ruído de impacto entre pisos, aumentando a privacidade e melhorando a experiência de moradia em prédios residenciais e comerciais. Laudos técnicos indicam desempenho superior, com
MAIS CONFORTO. MAIS VALOR. MAIS MERCADO. Com a Therm Acoustic Fiber Ipê, construtoras, incorporadoras e escritórios de engenharia passam a contar com um diferencial competitivo para projetos residenciais e corporativos: Principais benefícios ▪ Desempenho acústico ▪ Garantia técnica conforme a NBR 15575 ▪ Redução do ruído de impacto ▪ Mais privacidade entre unidades ▪ Instalação simplificada ▪ Aplicação direta sobre a laje ▪ Sem sobreposição
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Fita adesiva incluída Sustentável e segura Matéria-prima reciclada Não propaga fogo Resistente à umidade
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Com a Therm Acoustic Fiber Ipê, a Têxtil Ipê reforça seu compromisso com inovação, desempenho técnico e responsabilidade ambiental, ofertando ao mercado uma solução com excelente custo-benefício e que agrega valor percebido por metro quadrado em projetos habitacionais, comerciais e institucionais.
Sobre a Têxtil Ipê Com sede em Encantado (RS), a Têxtil Ipê entra no setor da construção civil, aliando tecnologia, engenharia e sustentabilidade, com foco em produtos de alto desempenho e baixo impacto ambiental.
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Decorar bem é viver bem No Machado Centro Comercial, a Casa Linda reúne as grandes marcas do conforto e do bom gosto, num espaço completo, pensado para transformar a sua casa em um ambiente acolhedor, elegante e cheio de personalidade.
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CASA&CIA · PETS
Como a neuroarquitetura transforma ambientes para pets
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RQUITETA E URBANISTA formada pela Univates (2018), com especialização em Neuroarquitetura pelo IPOG Brasil (2022) e mais de dez anos dedicados à criação de ambientes voltados ao bem-estar, Lívia Gonzatti Picinini integra ciência, estética e funcionalidade para desenvolver espaços que transformam a vida das pessoas. Seu trabalho abrange projetos arquitetônicos, interiores, consultorias estratégicas e acompanhamento de obras — sempre com um olhar sensível, técnico e profundamente centrado nas necessidades de cada cliente. Nos últimos anos, os pets assumiram papel de destaque dentro dos lares. Eles participam da rotina da família, dividem espaços e influenciam escolhas. Lívia explica como a neuroarquitetura tem transformado
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ambientes para receber esses companheiros de forma mais harmônica. Segundo a arquiteta, a previsibilidade é um dos pilares do bem-estar animal. Ambientes com caminhos claros, zonas bem definidas, ausência de ruídos agressivos, texturas confortáveis e iluminação suave ajudam o pet a se sentir seguro. “Cantinhos de refúgio, evitar portas batendo, ecos, materiais escorregadios e controlar estímulos visuais fazem toda a diferença”, destaca. Estímulos na medida certa Os pets precisam de estímulos — mas na medida certa. Entre os elementos que contribuem para uma rotina mais saudável estão:
▪ Arq. Lívia Conzatti Piccinini, especialista em Neuroarquitetura – IPOG/Brasil 2022
▪ superfícies para arranhar, cavar ou morder; ▪ janelas e pontos de observação; ▪ percursos verticais, especialmente para gatos; ▪ enriquecimento ambiental que una estética e funcionalidade.
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“Afinal, quem não fica irritado quando não sabe qual é o seu lugar no mundo?”, provoca.
Lívia lembra que quando o pet entende qual é o seu espaço, seu comportamento melhora significativamente. Detalhes como camas com bordas que “abraçam”, tapetes que delimitam território e estações específicas para comer,
dormir, brincar e explorar reduzem comportamentos destrutivos. “Afinal, quem não fica irritado quando não sabe qual é o seu lugar no mundo?”, provoca. A escolha de materiais também influencia diretamente a experiência sensorial: pisos antiderrapantes, tecidos resistentes a arranhões, paleta de cores calmantes e ambientes com aromas neutros — considerando o olfato extremamente sensível dos pets. Outro ponto essencial é a conexão emocional entre humanos e animais. Ambientes pensados para convivência equilibrada melhoram o bem-estar de ambos. Layouts que permitam proximidade sem excesso, zonas compartilhadas de descanso e espaços funcionais que reforcem a rotina — e rotina é tudo para o cérebro do pet — trazem harmonia ao dia a dia.
"A união perfeita entre estética, ciência e comportamento" Para Lívia, a neuroarquitetura aplicada ao universo pet é a união perfeita entre estética, ciência e comportamento. “Criamos ambientes que falam a linguagem do cérebro animal, equilibrando estímulos, segurança e conforto. O resultado são lares mais completos, acolhedores e felizes para humanos e pets.”
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Nos bastidores de grandes eventos
▪ O cerimonialista cuida de todos os detalhes, sempre atento para que tudo aconteça da forma que contratante sonhou
Organizar um evento, seja ele social, cultural ou corporativo, exige a atuação coordenada de diversos profissionais, cada um com funções bem definidas. Rogério Clemente Rissi
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ESDE O PLANEJAMENTO até a execução, o sucesso de qualquer celebração depende de uma estrutura que muitas vezes passa despercebida pelo público, mas que é fundamental para que tudo aconteça como previsto. No topo da organização está o organizador de eventos, profissional responsável por planejar todas as etapas: concepção do projeto, definição do orçamento, elaboração do cronograma, 42
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contratação de fornecedores, escolha do local, acompanhamento de prazos e supervisão geral. É ele quem articula toda a engrenagem para que o evento saia do papel e funcione na prática. Em conjunto com ele atua o produtor de eventos, que se encarrega da execução técnica no dia do evento. Cabe ao produtor coordenar a montagem da estrutura, fiscalizar o cumprimento dos contratos, acompanhar a chegada dos fornecedores e resolver eventuais imprevistos que surgem nos bastidores. Outra peça-chave é o cerimonialista, que assume a responsabilidade de conduzir a cerimônia conforme o protocolo. É ele quem orienta os participantes, organiza as entradas e saídas, cronometra falas e garante que todos os momentos do evento ocorram na ordem certa e com a formalidade necessária, especialmente em formaturas, casamentos, eventos oficiais ou corporativos. Na linha de frente do atendimento ao público estão as recepcionistas, responsáveis pela acolhida dos convidados, credenciamento, entrega de materiais e orientações sobre o espaço. A postura, clareza e cordialidade dessas profissionais influenciam diretamente na percepção do público logo na chegada. Outras funções igualmente importantes completam a equipe de produção: o designer gráfico cuida da identidade visual, como convites, cardápios e placas de sinalização; o decorador e o florista montam a ambientação do espaço com móveis, arranjos e elementos visuais; o técnico de som opera microfones e caixas de som; o técnico de luz ajusta a iluminação ambiente e cênica; o DJ ou banda garante a trilha sonora; o fotógrafo e o cinegrafista
registram os principais momentos. Na área de alimentação, o buffet, os garçons, os barmen, confeiteiros e cake designers asseguram a oferta e o serviço de comidas e bebidas. Já a equipe de limpeza cuida da manutenção do espaço antes, durante e depois do evento, e os seguranças garantem o controle de acesso e a integridade dos presentes. Em eventos maiores, há ainda profissionais de logística e montagem, responsáveis pelo transporte de equipamentos, montagem de palco, instalação de tendas e mobiliário, além de equipes de redes sociais e assessoria de imprensa, que cuidam da cobertura online e da divulgação do evento. Cada evento tem suas particularidades, mas o que todos têm em comum é a necessidade de uma equipe bem alinhada, que atua longe do palco principal, mas é indispensável para que o espetáculo aconteça com segurança, organização e qualidade.
Momentos especiais merecem um toque de excelência. ROGÉRIO CLEMENTE RISSI Cerimonialista e Promoter Eventos Sociais e Corporativos 51 99995-0154
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GAROTA
SOPHIA&GUILHERME
GAROTO
Réveillon O ENSAIO FOTOGRÁFICO Garoto e Garota Réveillon é um dos momentos mais aguardados da Revista Visual, traduzindo em imagens, atitude e estilo o espírito de uma nova geração que se projeta para o futuro. Muito mais do que moda, o editorial celebra personalidade, sonhos e identidade, marcando o encerramento de um ano e a chegada de novos ciclos com leveza, beleza e significado.
APRESENTADO POR
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SOPHIA&GUILHERME V EST E M
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CARREGANDO A SENSIBILIDADE no olhar e a criatividade nas mãos que pintam, desenham e buscam a vitória nas quadras de vôlei,
Sophia Ani Lansini traduz sua visão de mundo em cores e movimento. Aos 15 anos, a filha de Aniela Prediger e Eder Lansini, estudante do Colégio Cenecista Mário Quintana, é uma virginiana gremista que une a disciplina do esporte aos ritmos envolventes do funk e sertanejo. Entre o gosto marcante pelo perfume Her Code e seus sabores favoritos, açaí e batata frita, ela guarda a inspiração literária de “Tudo por um Pop Star”. Longe de acreditar que se nasce pronto, Sophia encara a jornada com a coragem de quem se arrisca e a humildade de quem sabe que a vida é um constante aprender.
PROJETANDO NO FUTURO a mesma determinação e foco que o fazem apaixonado pela adrenalina das pistas, o palmeirense
Guilherme de Souza Pretto transforma a busca constante por desafios e superação em um estilo de vida. Aos 17 anos, o filho de Rogério e Juliana Pretto despede-se das salas de aula do Colégio Mário Quintana mesclando a objetividade capricorniana a gostos singulares: une o perfil refinado do perfume Xerjoff Accento e do salmão com batata frita à descontração dos videogames e da saga Percy Jackson. A batida de Eminem em “Without Me” é a trilha sonora da jornada de Guilherme, que sustenta cada passo em direção ao amanhã com a convicção de jamais desistir dos seus sonhos.
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MAKING OF PRODUÇÃO Rogério Rissi | Adriana Vidal | Neodete Vian LOCAÇÃO Belvedere Encantado FOTOGRAFIA Força do Vale | Fernanda Lima ROUPAS E ACESSÓRIOS Neo Modas MAQUIAGEM Anna Júlia Coser CABELO Eduarda Mazzarino
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INOVAÇÃO · FUTURO
Encanta Hub: onde Encantado aprende a criar futuros
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▪ Stéfanie Casagrande é secretária de Educação de Encantado, gestora do Encanta Hub
ENCANTA HUB NASCE como um gesto coletivo de coragem. Um espaço que simboliza a escolha de Encantado por transformar desafios em oportunidades e por construir, aqui mesmo, o futuro que deseja viver. Seu propósito vai muito além das paredes: ele inaugura uma nova cultura, uma nova forma de pensar a cidade, a educação e o desenvolvimento. Encantado entendeu que inovação não acontece distante das pessoas — ela nasce exatamente onde estamos, a partir das nossas histórias, necessidades e sonhos. Por isso, o Hub foi pensado como um espaço de encontro. Um lugar para aprender, experimentar, conversar, testar ideias, errar com rapidez e recomeçar com inteligência. Um ambiente que acolhe a diversidade de olhares
e provoca a imaginação coletiva. Ele surge também como resposta ao tempo em que vivemos. Depois dos eventos climáticos recentes que marcaram nossa cidade, ficou evidente a importância de termos estruturas resilientes e preparadas para proteger alunos e famílias. O Encanta Hub cumpre esse papel, oferecendo um espaço seguro e acolhedor em momentos de crise — sem perder, em nenhum momento, sua vocação principal: formar talentos e impulsionar novas possibilidades para todos. Nos dias comuns, o Hub pulsa aprendizagem. Robótica, cultura maker, criação digital, coworking, laboratórios, projetos colaborativos, empreendedorismo, tecnologia e arte coexistem para formar uma nova geração — mais criativa, mais crítica, mais
preparada para resolver problemas reais e construir caminhos inéditos. Professores, estudantes, empreendedores e pesquisadores encontram ali um território fértil para crescer. O Encanta Hub é, ao mesmo tempo, futuro e pertencimento. Representa um ciclo novo na história de Encantado: o de apostar no potencial das pessoas, de unir parcerias, de abrir portas para quem quer participar e de fazer da educação o centro de uma transformação mais ampla — econômica, cultural e social. Mais do que um prédio renovado, ele é uma atitude. Uma metáfora viva de que Encantado está pronta para pensar grande. E de que o amanhã pode, sim, florescer aqui — se continuarmos criando, juntos, os caminhos para que isso aconteça.
O valor dos problemas: como cidades inteligentes constroem oportunidades É COMUM ASSOCIARMOS inovação a grandes saltos tecnológicos ou soluções prontas vindas de fora. Mas cidades verdadeiramente inteligentes sabem que a inovação começa em outro lugar: no problema, ou melhor, na disposição coletiva de falar sobre ele. O Centro de Inovação Encanta Hub surge como espaço simbólico dessa virada. Um lugar onde os problemas deixam de ser desimportantes e passam a ser matéria-prima para criar bons desafios. Ali deve haver uma agenda rica de eventos, onde a escuta será nossa ferramenta e a conversa será nossa tecnologia. Porque toda cidade (aqui entendida como a relação entre sociedade, 48
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empresas, universidades e governo) que se propõe a inovar precisa aprender a escutar com intenção e a perguntar com coragem. A partir de agora, é preciso que a gente se importe com os problemas, por menores que eles sejam. Não podemos desperdiçar o que dói, principalmente, nas nossas indústrias. É no atrito local e cotidiano que podem nascer transformações globais. A cidade que possui o capricho de colocar suas dificuldades em cima da mesa, sem vaidade, com abertura e atitude, já está um passo à frente para manterse relevante às próximas gerações. Não se trata de desabafar. Trata-se de estruturar. Descrever os problemas como desafios, com
▪ Fernando Souza Ferreira é encantadense, Pesquisador do Laboratório de Design, Cultura e Inovação da UFRGS; Head de Produtos e Experiência da EvcomX
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O futuro que floresce na minha terra natal
Uma visão humana para 2030 FALAR SOBRE O FUTURO sempre me empolga, mas escrever sobre o futuro a partir de Encantado tem um significado especial para mim. Sou encantadense e trabalho com inovação há quase vinte anos. Ver minha cidade dar um passo tão importante com o lançamento do Encanta Hub enche meu coração de alegria. É uma demonstração de que o futuro não precisa morar apenas nos grandes centros; ele também nasce daqui, das nossas necessidades, das nossas histórias e do nosso território. Há uma frase do escritor William Gibson que eu gosto muito: “O futuro já chegou, ele só não é uniformemente distribuído.” Sempre pensei nisso quando olhava para os grandes pólos de inovação. Agora, com o Encanta Hub, vejo Encantado se conectando a esse movimento de forma madura, consciente e muito própria. O que viveremos até 2030 será marcado por duas grandes forças: a tecnologia, especialmente com o avanço da inteligência artificial, e o comportamento humano. Estaremos cada vez mais inseridos em um ambiente de hiperconexão, onde tudo estará ligado o tempo todo. Mas, mais do que acompanhar máquinas, o grande desafio será fortalecer o que nos torna humanos: nossa capacidade de aprender, sentir, adaptar e cuidar. No trabalho e na educação, a mudança já começou. Muitas profissões vão se transformar e outras surgirão. Isso exige de todos nós uma habilidade essencial: aprender continuamente. Há uma frase de Alvin Toffler que considero muito verdadeira: “Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.” É isso que nos prepara para o futuro. Também precisamos olhar para os desafios climáticos que marcaram nossa cidade nos últimos anos. A inovação, quando usada com sensibilidade,
contexto, profundidade e clareza. Essa é a ponte entre o incômodo e a oportunidade. É nesse processo que os agentes de inovação se tornam fundamentais. Eles formulam os desafios, com base legal e incentivos claros, como um sinal de maturidade para atrair: quem tem repertório, experiência ou desejo de contribuir e quem pode oferecer não apenas respostas, mas questionamentos e novas formas de pensar. Também criam os eventos para construção de inteligência coletiva e ajudam a capturar valor de atores locais e instrumentos que já existem, como o Sistema S, por exemplo. Quando uma organização, pública ou privada, transforma um problema em desafio aberto, ela ativa um circuito de inovação descentralizado. Ela deixa de buscar um fornecedor e passa a construir com um parceiro. Ela se torna empreendedora novamente. É a cidade dizendo: “não queremos só contratar ideias prontas; queremos desenvolver
pode nos ajudar a prever, prevenir e reconstruir. Soluções que combinam tecnologia e cuidado com a natureza serão fundamentais para proteger a nossa comunidade. O futuro não chega de repente. Ele se espalha aos poucos, como sementes que brotam em diferentes ritmos. O que cabe a nós é manter um olhar atento, compreender que muitos ciclos se repetem e estar preparados para atravessar os novos tempos sem abandonar o que nos faz únicos. Encantado sempre foi terra de gente que trabalha, cria e cuida. E talvez não haja imagem mais bonita desse espírito do que o nosso Cristo Protetor, de braços abertos no alto da cidade, lembrando-nos diariamente da importância de acolher, proteger e enxergar mais longe. Que possamos entrar nessa nova década com essa mesma abertura: abraçando o novo, olhando além do horizonte e somando inovação e humanidade. Que a tecnologia sirva ao nosso bem-estar e que o futuro encontre aqui, em Encantado, um terreno fértil para florescer. ▪ Caroline Capitani é VicePresidente de Estratégia e Inovação da companhia global ilegra, onde lidera a unidade dedicada ao setor bancário e financeiro. Atua há mais de 20 anos apoiando grandes empresas na criação de estratégias digitais, novos serviços e inovações
projetos, com quem se importa, com quem enxerga valor em participar.” Esses desafios funcionam como chamados para mobilizar talentos diversos: desde pesquisadores universitários até jovens desenvolvedores, passando por pessoas experientes que conhecem o funcionamento profundo das operações e estão prontas para contribuir com generosidade. É nesse cruzamento entre vivência e visão que a inovação acontece. Encantado tem tudo isso e, nós temos, atualmente, o exemplo do projeto de extensão Design, Identidade e Território que envolve Encantado, Garibaldi, UFRGS e PUC/ RS no mapeamento de problemas das cidades, com objetivo de formar talentos e gerar proposições. Essa é a ideia, criar um ambiente que permita o encontro entre problemas e propostas e é isso que o Encanta Hub simboliza para mim: um espaço de acolhimento para quem quer colocar ideias na roda, trabalhar junto,
errar rápido e aprender com o processo. O que transforma uma cidade não é um prédio aberto com Wi-Fi, equipamentos tecnológicos e cozinha compartilhada. É a cultura que ela constrói a partir dele. É o pertencimento de saber o expediente, participar dos eventos, trabalhar de lá e gostar de conhecer pessoas. Oportunidade não é milagre - é projeto. O design está aí para isso: para mediar os métodos de criação, gerar provocações produtivas e transformar conversas abstratas em discussões sobre imagens concretas. Se conseguirmos reconhecer nossos próprios desafios com lucidez e convidar o ecossistema a pensar junto, estaremos criando um novo ciclo de inteligência territorial. Um ciclo que não depende de grandes fundos ou soluções milagrosas, mas de algo bem mais acessível e raro: a coragem de se importar com os problemas e transformar isso em ponto de partida. É assim que cidades inteligentes constroem oportunidades. Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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▪ Instituição com a melhor graduação do Sul do Brasil entre as universidades não públicas está com inscrições abertas para ingresso em 2026
Univates amplia oportunidades de qualificação com cursos de excelência próximos da comunidade A Universidade do Vale do Taquari - Univates conta com mais de 50 anos de atuação no Ensino Superior e, ao longo de sua história, fortaleceu laços com a comunidade e contribuiu para o desenvolvimento de toda a região. Alinhada às tendências do mercado de trabalho e comprometida em ser a força que impulsiona novas oportunidades, busca oferecer soluções personalizadas para os pú-
blicos com os quais se relaciona. A Univates está entre as melhores Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil, de acordo com os indicadores de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC), sendo considerada a melhor graduação do Sul do País entre as universidades não públicas. Alguns cursos, inclusive, estão entre os melhores do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Além dos cursos técnicos e de graduação presenciais e semipresenciais, a Instituição conta com diferentes opções de graduação a distância (EaD) e cursos livres focados nas necessidades das empresas e de seus colaboradores. A reitora da Univates, Evania Schneider, reforça o compromisso da Universidade com a transformação da sociedade por meio de uma educação de qualidade. Para ela, a combinação de excelência acadêmica, pesquisa e inovação é essencial para formar profissionais preparados para os desafios contemporâneos. O Polo Univates, localizado na Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E), é o ponto de referência para a comunidade. No polo, são realizados os atendimentos aos estudantes de cursos de graduação, aos alunos de cursos livres e aos demais interessados em utilizar os serviços da unidade. Informações sobre o atendimento e os serviços também podem ser obtidas pelos telefones (51) 37512255 ou (51) 99798-8814, ou pelo e-mail polo. [email protected].
Inscrições abertas A Univates está com inscrições abertas para ingresso em cursos técnicos e de graduação no primeiro semestre de 2026. Informações sobre os cursos oferecidos e processo seletivo estão disponíveis no site univates.br/vestibular e também podem ser obtidas pelo telefone 0800 707 0809, pelo WhatsApp (51) 3714-7043 ou pelo e-mail [email protected].
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ARTIGO · TURISMO
Cultura e turismo de mãos dadas para o fortalecimento da identidade local
▪ Ricardo Werner é diretor de cultura de Encantado e, às quartasfeiras, apresenta o PluralCast nas plataformas digitais do Força do Vale
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NTENDER QUE O turismo não é apenas uma atividade de lazer, e sim uma atividade econômica que gera emprego, renda e promove desenvolvimento, já é difícil. Agora, reconhecer que cultura não é só entretenimento e diversão, mas que, assim como o turismo, também é economia, é ainda mais desafiador. Em uma cidade em constante transformação, vivendo um momento completamente diferente do que estávamos acostumados, alguns pensamentos precisam ficar no passado — no “AC”, antes do Cristo (e aqui me refiro ao Cristo Protetor). Temos o privilégio de moldar uma cidade turística desde o início do desenvolvimento desse pilar econômico. E, para que Encantado não caia na armadilha de se tornar um destino vazio, focado apenas no lazer — como já ocorreu com outros destinos consagrados —, a cultura tem um papel fundamental. É ela a responsável pela nossa identidade enquanto cidade.
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Identidade é, simplesmente, quem nós somos. E isso também se aplica às cidades. O que as cidades são? O que Encantado é? A resposta é ampla, porque somos muitas coisas. Entre essas, há elementos que nos tornam únicos — e são justamente esses elementos que são primordiais para o turismo. É isso que nos diferencia como destino turístico, porque o que você encontra aqui não encontra em nenhum outro lugar. Do nosso jeito, da nossa forma de fazer. Há muitos exemplos possíveis, mas escolho um bem simples: o nome Encantado. Que sorte a nossa! Um nome sem viés pejorativo, sem duplo sentido e que não causa constrangimento. No Brasil, vemos muitos municípios cujo próprio nome já funciona como um desconvite — e nem precisamos ir longe para perceber isso. Saber que o nome é herança de uma lenda, e que essa lenda pode ser contada nas escolas, já é ótimo. Mas ela pode ser um produto turístico? Pode! Como? De várias formas: audiovisual, parque temático, teatro… e todos esses produtos geram renda. Essa história é nossa, faz parte da nossa cultura e, através dela, surge um atrativo turístico único. Um restaurante é um restaurante em qualquer lugar do mundo — e a boa gastronomia é obrigatória. Mas como ir além disso? Em Encantado, já temos bons exemplos: estabelecimentos cujo nome remete ao turismo religioso ou à história da família proprietária; cardápios que carregam o DNA da nossa colonização; ambientes que, por si só, são uma aula de história local. Vejam como é importante entender a nossa identidade para, a partir dela, criar novos produtos que nos diferenciem — e assim não sermos apenas
mais um entre tantos. Recentemente, vimos esse movimento acontecer de forma forte e consistente. O Boulevard Encantado apresentou o Projeto Cristo Protetor 360, que, por meio de uma experiência imersiva audiovisual, conta a história de Encantado de modo a deixar claro que o Cristo não está lá por acaso. Esse formato, e até mesmo a maneira como o monumento foi construído, só foi possível graças ao traço mais marcante da nossa cultura: o envolvimento comunitário nas grandes conquistas. Seguindo os atrativos culturais, o Religare nasce com o objetivo de, aos poucos, ano após ano, consolidar Encantado como um destino turístico de Páscoa. Isso porque a fé e a religiosidade fazem parte da nossa identidade cultural, elementos ainda mais fortalecidos pelo Cristo Protetor e até mesmo pela presença do Santo Sudário. Criado para ser um espetáculo que reúne artistas locais, Religare utiliza a história da Paixão de Jesus para construir uma ponte entre o texto e a mensagem que deve permanecer. Isso tudo em um cenário imersivo e tecnológico, porque sim: podemos usar o novo, desde que com propósito. O ano de 2026 promete grandes produções que irão enriquecer o cenário cultural de Encantado e, por meio da cultura e da identidade, fortalecer ainda mais a construção de um destino turístico único. Encantado tem, além do seu lema, o trabalho como parte do seu DNA, e mesmo diante das adversidades, mantémse uma cidade acolhedora, mérito nosso, da nossa gente. O futuro só é possível para quem sabe de onde vem, e não esquece isso ao longo do caminho.
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▪ Cabanas de Ágatas: diversas cores e formações de geodo, com cristalizações únicas e brilho natural
▪ Kit Ônix Paquistanês (pedra importada): acabamento elegante e presença marcante
La Pierre: a beleza da pedra, o tempo da natureza Da extração à lapidação, a La Pierre transforma ágatas e minerais em peças com presença, significado e história, compartilhada ao vivo, do primeiro brilho ao envio final.
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GATAS E MINERAIS são formações naturais criadas ao longo de milhares (às vezes milhões) de anos — camadas, cristais e cores que a natureza constrói sem pressa. Por isso, essas peças costumam ocupar dois lugares ao mesmo tempo: o da estética (decoração, coleção, presente) e o do significado. Muita gente escolhe pedras também pelo simbolismo tradicional atribuído a elas — como proteção, equilíbrio e prosperidade. A ágata, por exemplo, é uma variedade de quartzo (calcedônia) conhecida pelos ▪ Ágata de Sal Geodada, com brilho fino e cristalização delicada. Energia e beleza natural
▪ Árvore de Pirita: um símbolo de abundância e proteção, com brilho marcante para energizar o espaço desenhos em faixas e pela enorme diversidade de cores. Quando aparece em geodos, revela cavidades internas cristalizadas que brilham de forma única. Já a pirita, com seu brilho metálico marcante, é frequentemente associada à ideia de abundância. O ônix e a ágata negra são escolhas clássicas para quem busca sobriedade e a simbologia de proteção. A fuchsita, de tom verde intenso, e o quartzo verde entram como opções ligadas, no imaginário popular, a bem-estar e harmonia — além de funcionarem muito bem em composições decorativas. É nesse encontro entre origem, curadoria e acabamento que a La Pierre constrói seu diferencial. A
lapidação e resultado aparecem em lives, stories e publicações, permitindo que o cliente acompanhe cada etapa e escolha com mais segurança. Em breve, a marca dá mais um passo: loja física em Encantado, ampliando a experiência de quem prefere ver de perto o brilho, o corte e os detalhes que nenhuma foto consegue traduzir por completo.
▪ Colar de mesa com Fuchsita, Ágata Negra e Quartzo Verde: uma combinação de proteção, equilíbrio e boas vibrações para o ambiente empresa é especializada na compra e venda de ágatas e minerais, com vendas online, envios para todo o Brasil e atendimento personalizado diretamente pelas redes sociais. Do material extraído pela Demarian até o envio do produto final, o processo é apresentado com transparência: seleção,
Instagram: @la.pierre WhatsApp: Ramon 51 99995-4620 Gabriel 54 99236-5937 | Jéssica 51 98211-5386
▪ Obelisco e Ponta de Ágata, com chapa cristalizada: cortes que valorizam as formas e o brilho natural da pedra Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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DESCOBRINDO TALENTOS · ESCOLINHAS DE FUTEBOL
Formando cidadãos com disciplina e paixão
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NCANTADO SE TORNOU referência regional quando o assunto é formação esportiva de base. Duas iniciativas locais, o Centro Esportivo CFM e o Centro de Formação Pegasus, vivem o esporte como uma ferramenta completa de desenvolvimento humano — onde vitórias vão muito além do placar. Nas quadras e campos da cidade, o futebol transforma histórias, amplia oportunidades e revela talentos, mas, sobretudo, educa para a vida. Mais do que treinos e competições, os dois projetos estimulam habilidades sociais, emocionais e cognitivas, formando jovens capazes de enfrentar desafios com disciplina, autoestima, respeito e espírito coletivo. São centenas de crianças e adolescentes que, diariamente, encontram no esporte um ambiente seguro para crescer, aprender e sonhar.
Esporte que educa, disciplina que inspira Tanto no CFM quanto no Pegasus, o futebol é entendido como um ciclo contínuo de aprendizagem — onde fundamentos técnicos convivem com valores essenciais como disciplina, foco, resiliência, responsabilidade e ética. A prática regular aumenta a coordenação, agilidade e resistência física, fortalecendo a saúde e prevenindo doenças. Ao mesmo tempo, melhora concentração, raciocínio lógico e desempenho escolar — resultado de uma rotina
que combina esporte, estudo e convivência. Essa educação integral se reflete em políticas sociais que aproximam as escolinhas da rede pública de ensino. No CFM, jovens em vulnerabilidade recebem bolsas mediante frequência escolar e notas mínimas. No Pegasus, a troca diária com as famílias reforça a importância da educação como base para qualquer projeto esportivo futuro.
CFM: estrutura regional e impacto social Com núcleos em Encantado, Dr. Ricardo, Relvado e Nova Bréscia, o Centro Esportivo CFM se consolidou como um dos maiores projetos de formação esportiva do Vale do Taquari. Somente em Encantado, cerca de 300 jovens participam das atividades — número ainda maior quando incluídos atendimentos sociais e ações comunitárias. Sete professores conduzem a formação técnica e humana dos atletas. Em 2025, a equipe Sub-11 foi destaque regional, representando o talento de uma geração em desenvolvimento. O clube também fortalece o futebol feminino, com um departamento em crescimento e foco na participação das meninas. O orgulho local tem nome: Ronei Gebing, revelado pelo projeto, hoje jogador do SER Caxias — exemplo real de como dedicação e oportunidade podem abrir portas para novas gerações.
▪ Ítalo Mateus Irga Saiva, do Pegasus
Pegasus: paixão que vira propósito No Centro de Formação Pegasus, cada treino começa com a certeza de que o fu-
▪ Douglas Gomercindo e Micael Sartori, da Pegasus
▪ Fernando Radaelli e o time de professores do CFM
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▪ Várias categorias do CFM participando de campeonato nas Cabriúvas tebol é emoção, pertencimento e identidade. Crianças vivem o esporte em sua essência, alimentando sonhos, seja para seguir carreira ou levar para a vida valores que nascem dentro das quatro linhas. O Pegasus acompanha de perto trajetórias que inspiram. Aos 18 anos, Rômulo Cucioli, revelado no projeto, atua no E.C. Pelotas, ganhando experiência no futebol profissional. Em 2026, ele retorna ao Ypiranga para defender o time Sub-20 no Gauchão Série
A — prova de como o trabalho contínuo forma atletas e abre caminhos. Para a equipe, cada história como a de Rômulo é motivação para seguir investindo em educação, valores e formação humana. O reconhecimento das famílias fortalece a comunidade criada em torno do projeto e impulsiona o crescimento da iniciativa.
prios, metodologias diferentes e histórias singulares, mas compartilham a mesma missão: formar cidadãos melhores por meio do esporte. CFM e Pegasus são exemplos de protagonismo comunitário — projetos que não disputam espaços, mas multiplicam oportunidades. O futebol encanta, forma vínculos e transforma realidades. Em Encantado, ele também constrói futuros — dentro e fora das quadras.
Dois caminhos, o mesmo propósito As duas escolinhas mantêm estilos pró-
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THIS IS
Sighter
▪ Tocando na Alemanha
A batida que nasceu em Muçum e ecoa pelo mundo
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HISTÓRIA DO ARTISTA conhecido como Sighter começou no Vale do Taquari. Há mais de dez anos, em Muçum, ele improvisou um pequeno estúdio em casa e mergulhou na produção musical por conta própria, quando quase não existiam tutoriais em português e todo aprendizado vinha da internet. Autodidata, Bernardo Patussi Buffé enfrentou desafios técnicos e criativos até transformar paixão em profissão.
Prata da casa A primeira entrevista da carreira foi publicada pelas páginas da Revista Visual, quando o projeto ainda era um sonho em construção. Bernardo, ou melhor, Sighter, retorna à revista com um currículo que o coloca entre os artistas brasileiros mais ouvidos do psytrance no mundo. Em 2019, ao lado da companheira, a encantadense Bianca Annoni, mudou-se para Curitiba. A estrada abriu portas, ampliou conexões com artistas internacionais e impulsionou a agenda de shows. Atualmente, Sighter integra a Season Bookings, uma das principais agências globais da cena 56
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1,5 milhão de ouvintes no Spotify 8,1 milhões de streams 1º lugar no Beatport eletrônica. O primeiro grande estouro veio com “Give It to Me”: uma faixa enviada diretamente ao alemão Neelix, referência absoluta no estilo. A música viralizou nas redes, virou colaboração internacional e começou a tocar nos maiores palcos antes mesmo do lançamento oficial.
Forte presença digital Hoje, o artista soma 1,5 milhão de ouvintes no Spotify e 8,1 milhões de streams, além de
forte presença nas redes sociais. Reconhecimento também veio nos rankings: cerca de sete faixas atingiram o 1º lugar no Beatport, plataforma que mede o impacto global e dita tendências entre DJs do mundo inteiro. Em 2024, Sighter viveu um divisor de águas: se apresentou no Tomorrowland, o festival mais emblemático da música eletrônica. Sua trajetória já passou por países da Europa, Ásia, Oceania, América do Norte, América do Sul e África — seis continentes, conectando culturas à sonoridade criada anos atrás, na solitude criativa de Muçum. Para 2026, o foco é o estúdio, novos lançamentos e expansão internacional. “Ainda tenho muito para aprender, e isso é o que me move. Cada conquista carrega um pedaço da região onde nasci”, afirma. Da entrevista publicada na Visual, há quase uma década, ao topo dos charts, Sighter prova que criatividade, coragem e raízes podem atravessar
Você pode ouvir Sighter no app Spotify: basta abrir o aplicativo e tocar no ícone da câmera, ao lado da barra de busca, e escanear o código abaixo
▪ ...no Japão. Nos seis continentes!
▪ E quando o show é no Rio Grande do Sul, a família prestigia. Bernardo, o Sighter, é irmão da Brenda e cunhado do Duda Barzotto
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ARTIGO · SOCIEDADE
A última carta na mesa dos canalhas Por Eduardo Gonzatti Turatti
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Á UM TIPO ESPECÍFICO DE EXAUSTÃO que não se resolve com sono. É o cansaço de quem está sentado em uma mesa de pôquer onde as cartas estão marcadas, o baralho foi comprado e o dealer pisca para o adversário. Você olha para as suas cartas. Não são ruins. Em qualquer jogo honesto, dava para encarar. Mas ali, naquele cassino estranho, a regra muda conforme o jogador. Quem deveria fiscalizar o jogo está servindo uísque para o trapaceiro. Para que continuar jogando se o resultado parece prédeterminado? Por que seguir as regras se a Casa as reescreve conforme a conveniência? Você olha em volta discretamente. Percebe muita gente boa dando fold. Estão largando as cartas, vencidos pelo “não adianta”, dizem, “o jogo é viciado”. Os valetes e reis parecem ter dono, e ninguém tem cacife para seguir apostando. O adversário, do outro lado do feltro verde, empilha fichas que não são dele. Joga solto, agressivo, acreditando piamente que o baralho obedece à sua vontade. Ele age como se tivesse um Royal Flush na manga a cada jogada. É tentador achar que a derrota é iminente. É sedutor cair na apatia e apenas observar o pote sendo levado embora. No meio disso tudo, você observa com lucidez a tentativa do adversário de o reduzir a meras fichas de aposta num torneio cujas regras ele próprio usurpou. A vontade é virar a mesa. Mas, se levantar e dar fold, ou seja, desistir, não é uma opção, o que lhe resta?
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O CASSINO CONTA COM O SEU DESCONTROLE. Eles querem você desesperado, indo de All-in com uma mão fraca, queimando todas as suas fichas em rodadas estéreis. Mantenha a Poker Face. Não demonstre fraqueza. Não espere jogo limpo de quem vive de trapaça. Aceitar que a mesa é hostil é o primeiro passo para não entrar em Tilt, estado de frustração mental após uma injustiça, jogando de forma agressiva e irracional. É exatamente isso que o adversário quer.
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JOGOS VICIADOS TÊM UM DEFEITO FATAL, que é o excesso de confiança dos trapaceiros. Quem manipula as cartas tende a achar que é intocável. E é exatamente nessa soberba que eles cometem erros de leitura, as bad reads.
A HISTÓRIA MOSTRA QUE IMPÉRIOS construídos no blefe ruem não apenas pela força externa, mas porque o jogador arrogante começa a apostar alto demais em mãos vazias. Eles se tornam descuidosos. O adversário acha que já ganhou antes de ver o River, a última carta. O jogo está viciado? Sim. Mas a última carta ainda não foi virada. O adversário pode não ter um Royal Flush imbatível. No pôquer, a vitória mais saborosa não é quando você tem o jogo perfeito. É quando você percebe que o adversário, embriagado pela própria prepotência, aumentou a aposta e tem só um par de valetes na mão. Essa é uma maratona de nervos. E no jogo, como na vida, a verdade absoluta só se revela no showdown. Nesse momento, não é preciso ser herói. Basta a teimosia de continuar sentado, empurrar as fichas e dizer: — Eu pago para ver.
A resposta é técnica: jogar com a frieza de um profissional, não com o fígado de um amador.
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SAÚDE · BELEZA E ESTÉTICA
Estética terapêutica
A vanguarda da transformação
▪ Dr. José Júlio K. Guimarães é cirurgião plástico. Atua em Encantado e em Porto Alegre A cirurgia plástica brasileira sempre se destacou mundialmente por aliar excelência técnica, refinamento estético e constante atualização científica. Profissionais do país ocupam a vanguarda de pesquisas e inovações, consolidando o Brasil como referência internacional . Hoje vivemos uma nova era, marcada pela integração de tecnologia, ciência e arte. Nos últimos anos, os avanços tecnológicos têm revolucionado os resultados estéticos e funcionais, tornando os procedimentos mais precisos, seguros e naturais. O uso de tecnologias novas aliados a cirurgia plástica permite hoje alcançarmos resultados mais harmônicos e inimagináveis até pouco tempo atrás. Também a biotecnologia surge como outro pilar dessa evolução, com o uso de enxertos autólogos enriquecidos com células-tronco e fatores de crescimento, que favorecem a regeneração tecidual e a cicatrização. Entre as inovações mais promissoras estão o Morpheus e o 58
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Argoplasma, que, quando associados aos procedimentos cirúrgicos, elevam o padrão de rejuvenescimento e remodelação facial e corporal. O Morpheus é uma tecnologia de radiofrequência fracionada com microagulhas que atua nas camadas profundas da pele, promovendo bioestimulação de colágeno, melhora da firmeza e qualidade cutânea. Sua aplicação antes ou após uma cirurgia plástica potencializa o resultado estético, deixando a pele mais uniforme e com textura rejuvenescida. Já o Argoplasma utiliza o plasma de argônio para realizar retração e estímulo dérmico controlado, sendo ideal para tratar áreas de flacidez sem necessidade de grandes incisões. Ele proporciona um efeito tensor imediato e contínuo, com rápida recuperação e segurança. A combinação dessas tecnologias com a cirurgia plástica representa a integração entre precisão médica e inovação tecnológica, permitindo resultados mais naturais, harmônicos e duradouros. Essa sinergia coloca a cirurgia plástica brasileira na vanguarda mundial, unindo ciência, estética e sofisticação no cuidado com a beleza e o bemestar.
Quando a dor conta histórias
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O MUNDO ACELERADO em que viver virou sinônimo de correr, a dor se tornou um idioma silencioso. Ombros tensos, travamento mandibular, enxaqueca que chega sem convite, peso no pescoço, cansaço que mora nas pernas—tudo são sinais de um corpo que pede cuidado. É nesse ponto, onde técnica encontra sensibilidade, que o trabalho de Tuany Bronca, especialista em Estética e Cosmética, ganha sentido. Há 12 anos no mercado, Tuany Bronca construiu sua trajetória unindo formação acadêmica, pós-graduação em Estética e Saúde e habilitação em Laserterapia a uma visão muito própria sobre o toque. “Toda dor tem uma história. Toda história vira uma dor”, diz ela. Sua abordagem parte dessa escuta silenciosa, em que o corpo revela memórias mais rápido do que a fala permite. Seu carro-chefe é a massagem terapêutica, com foco na liberação de tensões crônicas, dores musculares e sintomas emocionais que se manifestam no corpo. Em sua clínica, cada atendimento é único. Nada de protocolos padronizados. Tuany combina técnicas de liberação miofascial, ventosaterapia e laser terapêutico, criando recursos personalizados para aliviar dor, recuperar tecidos e aumentar a sensação de bem-estar. O ambiente é preparado para desacelerar. A respiração encontra espaço. A mente silencia a cobrança diária. A dor ganha novo destino: o de ir embora. O atendimento é íntimo, humano e sem pressa. “A pessoa chega com tudo o que sente e é acolhida do jeito que merece”, explica Tuany. O cuidado vai além da técnica: é uma entrega completa, que envolve presença, tempo e a percepção atenta de quem aprendeu a ler as histórias guardadas nas tensões musculares. Mais do que estética, a proposta de Tuany é devolver leveza—ao corpo e à rotina. Ao final da sessão, o cliente leva consigo menos dor, mais consciência corporal e a sensação de que algo se reorganizou por dentro. Como se o corpo, enfim, tivesse sido ouvido. Terapias oferecidas ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪
Drenagem linfática manual para gestantes Drenagem linfática para lipedema Massagem relaxante Massagem terapêutica e liberação miofascial Recursos para dor com laserterapia e ventosas Tratamentos estéticos corporais Tratamentos faciais
Rua Augusto Pretto, 874 - Nossa Senhora Aparecida, Encantado/RS WhatsApp (51) 99694-0215 Instagram @clinicaesteticataniatuany
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SAÚDE · CARDIOVASCULAR
Cuidar do coração é, antes de tudo, cuidar da vida Encerrar um ano é revisitar histórias e projetar futuros. Entre conquistas e desejos, há um compromisso silencioso que sustenta tudo: manter o coração saudável, preservando a energia que impulsiona cada sonho.
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UANDO NOS APROXIMAMOS do fim de mais um ano, inevitavelmente olhamos para trás, revemos escolhas, celebramos conquistas e refletimos sobre aquilo que desejamos transformar. Entre todas as metas possíveis para um novo ciclo, poucas são tão poderosas quanto o compromisso de proteger a própria saúde cardiovascular. Afinal, o coração não é apenas um órgão — é a força que impulsiona cada movimento, cada propósito e cada novo início. Sabemos hoje que a saúde do coração depende de vários pilares que atuam de forma integrada. Não basta que o músculo cardíaco funcione bem, é preciso que as artérias estejam saudáveis, flexíveis e livres de obstruções que dificultem a circulação. Quando essas estruturas envelhecem precocemente ou se tornam rígidas, aumentam o esforço cardíaco, favorecem o surgimento de hipertensão e elevam o risco de infarto e acidente vascular cerebral. O avanço da tecnologia tem permitido avaliar esse processo com precisão inédita. Na clínica Vitacor, utilizamos o exame Arteris, um equipamento capaz de medir a pressão arterial diretamente na saída do coração — a forma mais precisa de avaliar os níveis pressóricos —, além de quantificar o grau de enrijecimento arterial e estimar a “idade” das artérias. Esse conjunto de informações fornece um retrato fiel do risco vascular mesmo antes do aparecimento de qualquer sintoma. Com esses dados, conseguimos antecipar
▪ Dr. Gustavo Perondi é cardiologista intervenções e orientar o paciente de maneira personalizada, aumentando sua segurança e ampliando suas oportunidades de prevenção. Outro aspecto essencial na saúde — e frequentemente subestimado — é o sono. Dormir bem é um verdadeiro tratamento diário para o coração. Noites interrompidas, roncos intensos ou sonolência excessiva durante o dia não são detalhes inofensivos: eles impactam a pressão arterial, favorecem a inflamação, desregulam hormônios e aceleram o desgaste das artérias. Entre os distúrbios mais relevantes está a apneia do sono, amplamente associada à hipertensão resistente, arritmias e doença arterial coronariana. Por isso, na Vitacor contamos com o exame Polissonógrafo, um exame completo que analisa de forma detalhada a arquitetura do sono e permite identificar alterações que, quando tratadas, reduzem riscos cardiovasculares e restauram a qualidade de vida.
Ao lado das artérias e do sono, permanece o pilar clássico — e talvez o mais conhecido: estilo de vida. Mudanças aparentemente pequenas — como melhorar a alimentação, praticar atividade física regular e controlar o peso — produzem ganhos fisiológicos impressionantes. A perda de apenas 5% a 10% do peso corporal já contribui para reduzir significativamente a pressão arterial, melhorar o perfil lipídico e otimizar o controle glicêmico. Para muitos pacientes, essas estratégias podem ser combinadas a terapias farmacológicas seguras, eficazes e individualizadas, capazes de potencializar resultados e tornar o processo mais sustentável. A Vitacor nasceu exatamente dessa visão integrada: oferecer um cuidado cardiológico completo, humano e baseado em evidências. Cada atendimento é pensado para enxergar o paciente como um todo, respeitando sua história, rotina, expectativas e desafios. Além de exames tradicionais — como eletrocardiograma, MAPA 24 horas, Holter e teste ergométrico —, incorporamos tecnologias modernas para avaliar a saúde arterial e investigar a qualidade do sono, permitindo atuar de forma preventiva e precisa, sempre com olhar humano e atento às necessidades individuais. Nosso propósito é simples e essencial: antecipar riscos, orientar caminhos e acompanhar cada pessoa rumo a uma vida mais longa e saudável. No encerramento deste ano, o convite que deixo é direto e verdadeiro: cuide do seu coração com a mesma dedicação com que cuida dos seus sonhos. Dormir bem, movimentar o corpo, manter as artérias jovens e buscar avaliação médica regular são investimentos que se traduzem em vitalidade, longevidade e bem-estar. Que o próximo ciclo venha acompanhado de saúde, equilíbrio e muitas batidas fortes — cada uma delas refletindo a vida que você escolhe viver.
DR. GUSTAVO PERONDI CRM/RS 49855| ROE 42221
CA RD IOLOGISTA
51 99844-6909 | 51 2610-0061| Rua Duque de Caxias, 411 - Sala 502 | Edifício Millennium - Encantado - RS Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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SAÚDE · COMPORTAMENTO
A geração Mounjaro Emagrecimento recorde, “bebês Mounjaro” e os alertas que ninguém deveria ignorar
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EDICAMENTO RECÉM-APROVADO NO Brasil para diabetes e obesidade promete transformar a balança em todas as gerações. Mas também mexe com hormônios, fertilidade, anticoncepcional, saúde mental e exige planejamento — principalmente para quem não quer (ainda) um teste de gravidez positivo. Em poucos meses, o nome Mounjaro deixou de ser assunto restrito a consultórios e se espalhou por conversas de grupos de WhatsApp, mesas de bar e encontros de família. De adolescentes buscando resultado rápido, passando por adultos tentando melhorar a saúde metabólica, até avós com diabetes tipo 2, a tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) tornou-se uma febre intergeracional. E por um motivo evidente: seus resultados de emagrecimento são inéditos. Em estudos globais, pacientes com obesidade perderam entre 16% e 22,5% do peso corporal em um ano de tratamento contínuo, números comparáveis aos da cirurgia bariátrica. A Anvisa aprovou o Mounjaro em 2023 para diabetes tipo 2 e, em 2025, ampliou a indicação para controle de peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a doenças como hipertensão e apneia do sono. Não se trata de um “remedinho” estético: é um medicamento potente, com atuação direta sobre fome, saciedade e metabolismo da glicose, capaz de mudar trajetórias de saúde — mas que exige acompanhamento rigoroso. O mecanismo da tirzepatida é baseado na ação dupla sobre os hormônios GIP e GLP-1, responsáveis pela regulação da fome e da insulina. Na prática, o Mounjaro diminui o apetite, aumenta a sensação de saciedade e melhora a resposta do organismo à glicose.
Bebês Mounjaro Mas junto com a euforia, surgiu um fenômeno tão real quanto surpreendente: os “bebês Mounjaro”. O termo, que ganhou força nas redes sociais e em reportagens internacionais, descreve o aumento de gestações não planejadas em mulheres que usavam tirzepatida acreditando estar protegidas pelo anticoncepcional. E não é mito — há ciência por trás disso. O primeiro motivo é simples: ao emagrecer e melhorar a resistência à insulina, especialmente em 60
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mulheres com obesidade e síndrome dos ovários policísticos, o corpo volta a ovular com mais regularidade. Isso aumenta naturalmente a fertilidade. Ou seja, mulheres que não engravidavam há anos podem voltar a ter ciclos férteis em poucos meses de tratamento. O segundo motivo é ainda mais importante para quem usa pílula. Estudos mostram que a tirzepatida reduz em cerca de 20% a absorção dos hormônios da pílula anticoncepcional oral, especialmente após iniciar o medicamento ou aumentar a dose. Como consequência, a proteção pode não ser suficiente — mesmo com uso correto. Por isso, agências regulatórias e sociedades médicas recomendam o uso adicional de métodos de barreira por pelo menos quatro semanas após o início do tratamento e após cada ajuste de dose, ou a adoção de métodos contraceptivos não orais, como DIU, implante ou anel vaginal.
Vantagens e... desvantagens Autoridades sanitárias também alertam que o Mounjaro não deve ser usado por mulheres grávidas, tentando engravidar ou amamentando, devido à ausência de dados de segurança e riscos observados em estudos animais. A recomendação é suspender o medicamento meses antes de uma gestação planejada. Entre as vantagens mais evidentes do Mounjaro estão a perda de peso expressiva e sustentada, a melhora significativa do controle do diabetes tipo 2, a redução da pressão arterial, do colesterol e da gordura corporal, além da diminuição do risco de desenvolvimento de diabetes em pessoas com pré-diabetes. Para muitos, o medicamento representa mais saúde, mais mobilidade e qualidade de vida ampliada. Por outro lado, os efeitos colaterais são comuns e devem ser monitorados: náuseas, vômitos, constipação, diarreia e desconforto abdominal são frequentes, especialmente no início do tratamento. Há alertas sobre risco de pancreatite e problemas na vesícula, além de um aviso de segurança sobre tumores de tireoide observado em estudos animais. Mais recentemente, agências internacionais passaram a investigar relatos de alterações de humor e sintomas depressivos em usuários de GLP-1, incluindo tirzepatida, recomendando atenção à saúde mental durante o tratamento. Outro ponto crucial é a recuperação de peso após a interrupção. Quando o medicamento é suspenso, muitos pacientes voltam a ganhar boa parte do peso perdido, além de perder os benefícios metabólicos conquistados. Isso reforça o entendimento de que o uso tende a ser crônico, e não sazonal. Em meio ao entusiasmo coletivo, é essencial lembrar que o Mounjaro é um tratamento sério, não uma tendência de Instagram. Enquanto transformações estéticas e metabólicas chamam atenção, os riscos reprodutivos e hormonais ainda são pouco discutidos — e podem impactar profundamente a vida das mulheres em idade fértil. A combinação “emagrecimento rápido + retorno da ovulação + queda da eficácia da pílula” explica o aumento dos relatos de gestações inesperadas e deveria fazer parte de toda consulta antes do início do tratamento. A febre do Mounjaro atravessa gerações, mas a informação precisa é o que garante que cada pessoa mantenha o controle sobre o próprio corpo, sua fertilidade e seu projeto de vida. Emagrecer pode ser um grande ganho de saúde — desde que feito com orientação, responsabilidade e planejamento.
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Diferenças entre homens e mulheres
Procrastinação não é preguiça... ... é característica dos mais inteligentes Você já se chamou de “procrastinadora profissional” mesmo sendo organizada, inteligente e cheia de ideias? Para muitas leitoras da Visual, essa sensação é familiar: muitos projetos na cabeça, prazos apertados e, ao mesmo tempo, aquele hábito de adiar o que importa. A boa notícia é que a neurociência mostra que isso não tem nada a ver com preguiça ou falta de caráter, mas com a forma como o cérebro lida com emoções difíceis.
O que acontece no cérebro quando você procrastina Procrastinar é adiar algo importante mesmo sabendo que isso terá consequências negativas. Pesquisadores como Tim Pychyl apontam que o problema é menos “gestão do tempo” e mais regulação emocional. Quando a tarefa desperta ansiedade, medo de errar, tédio ou insegurança, o cérebro busca alívio imediato — redes sociais, arrumações improvisadas, e-mails menos urgentes. Do ponto de vista neurológico, há um embate entre o sistema límbico (que busca recompensas imediatas) e o córtex pré-frontal (planejamento e autocontrole). Quando estamos cansadas ou sobrecarregadas, o emocional ganha força e o adiamento parece irresistível.
O mapa da procrastinação Estudos de imagem cerebral mostram que quem procrastina mais tende a ter menor eficiência no córtex pré-frontal e maior conflito entre as áreas que projetam o futuro e as que buscam alívio imediato. Isso explica por que sabemos o que devemos fazer — mas não
conseguimos começar. A ansiedade intensifica o processo: emoções negativas enfraquecem o autocontrole, tornando o adiamento um “atalho emocional”.
E a alta inteligência nisso tudo? A ideia de que pessoas muito inteligentes procrastinam mais ganhou popularidade, mas a ciência é mais cautelosa. Alguns estudos sugerem que indivíduos com alta capacidade cognitiva podem adiar porque raciocinam rápido, trabalham bem sob pressão ou conseguem “se virar” na última hora. Mas não existe relação direta entre QI e procrastinação. O que pesa são traços comuns em pessoas analíticas e criativas: • Imaginar cenários complexos (incluindo todos os riscos), • Perfeccionismo e medo de não corresponder ao próprio padrão, • Muitos interesses simultâneos, • Tendência a pensar demais antes de agir. Ou seja: não é a inteligência em si, mas o estilo mental que acompanha quem pensa muito.
Homens tendem a procrastinar mais em tarefas acadêmicas e profissionais, por serem, em média, mais impulsivos e menos atentos ao autocontrole. Mulheres, por outro lado, procrastinam menos nesses cenários porque sentem mais culpa ao adiar — mas procrastinam mais quando o assunto é autocuidado, saúde e lazer, em razão da sobrecarga mental e da priorização constante dos outros. Entre mulheres altamente escolarizadas ou em cargos de liderança, essas diferenças praticamente desaparecem.
O custo emocional da procrastinação Quando vira hábito, o adiamento aumenta o estresse, a culpa e compromete o sono, a saúde mental e as relações. Estudos relacionam procrastinação crônica a níveis mais altos de ansiedade e depressão.
Como jogar o cérebro a seu favor Como a procrastinação nasce na emoção, não adianta depender só de força de vontade. Estratégias baseadas em evidências ajudam a destravar o cérebro: • Começos mínimos (começar com 3 linhas). • Dividir tarefas em etapas pequenas. • Identificar e nomear emoções antes de fugir delas. • Cuidar do corpo para fortalecer o pré-frontal. • Reduzir o perfeccionismo com critérios de “bom o suficiente”. • Buscar apoio profissional quando a ansiedade estiver no centro do problema.
A verdadeira história Não existe “maldição da alta inteligência”. O que existe é um cérebro tentando proteger você do desconforto — às vezes, de forma pouco funcional. Procrastinação não é preguiça: é emoção. E, quando entendemos isso, deixamos de tratar o adiamento como falha pessoal e começamos a enxergá-lo como um convite ao autoconhecimento, à estratégia e, sobretudo, ao cuidado consigo mesma.
Mulheres procrastinam menos porque tendem a sentir menos culpa Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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GASTRONOMIA · FERMENTADO
Quando a coragem encontra o propósito e o sonho cresce devagar, como um bom pão EM UM MUNDO onde o caminho mais seguro costuma parecer o mais lógico, a trajetória de Bruna Gnoatto (29 anos) mostra que, às vezes, é preciso coragem para ouvir a própria voz. Desde menina ela dizia que queria ser cozinheira — e essa convicção infantil se tornou, anos depois, o rumo que mudaria sua vida. Mesmo cursando outra graduação, ela não se sentia completa. Até que surgiu a oportunidade de estudar Gastronomia na Univates e, sem hesitar, trocou de curso. Era hora de recomeçar. Após formada, mergulhou nos eventos intimistas, aqueles encontros pequenos, com comida afetiva e feita com calma. Mas a chegada da pandemia interrompeu tudo. Foi quando Bruna voltou às suas origens: a cozinha de casa, o forno doméstico, a panela de ferro. Ali, nesse cenário simples, descobriu o universo do sourdough, o pão de fermentação natural — massa que exige tempo, observação e cuidado.
ciliava o emprego CLT com as fornadas feitas à noite e de madrugada. Era literalmente um pão por vez: forno pequeno, batedeira doméstica, bancada espremida. Mas o que não cabia na cozinha era justamente o que crescia dentro dela — a vontade de empreender de verdade. A demanda aumentava diariamente. Vieram a masseira, o forno industrial, as bancadas em inox. E chegou o momento de dar o passo decisivo: deixar de trabalhar em casa e abrir um espaço próprio, assumindo o risco e a resO que começou como curiosidade virou ponsabilidade de se dedicar 100% ao negócio. técnica, depois paixão. Os pães que antes Quando as portas da nova padaria se abriram eram presentes para amigos passaram a ser – Rua Antônio Polesi 22, Planalto, Encantapedidos; os pedidos viraram rotina; e a rotina do • 51 98213-3759 – a Fermentado ganhou transformou-se no emvida. O cardápio cresceu brião da Fermentado, junto: pães frescos de ferum nome pensado para mentação natural, linha de ser simples, brasileiro e congelados, croissants, folhados, biscoitos, grisfácil de guardar. Com o tempo, ele acabou trasini e produtos feitos com duzindo muito mais: agroindústrias familiares um estilo de vida pauparceiras. “Meu esposo, tado pelo artesanal, Igor Jeck, é meu parceiro pelo processo e pela em tudo. Ele sempre ajupaciência. dou na produção e no que fosse preciso, e nos últimos Da cozinha de meses passou a estar ainda casa ao espaço mais presente na padaria. próprio Trabalhando lado a lado, conseguimos aumentar a O início foi tão desafiador quanto ▪ Bruna Gnoatto e o produção e começar a premarido Igor Jeck bonito. Bruna conparar a Fermentado para um
�� Aberto às quartas,
quintas, sextas, sábados, domingos e feriados das 13h30 às 19h
�� Estrada dos
Imigrantes, 1430 – Lambari, Encantado
�� 51 99921-8609 �� @_sorveteecia 62
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✨ �� Venha viver momentos doces num
espaço encantador, com sabores irresistíveis e vista para o Cristo Protetor!
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novo momento: a formação de uma equipe que cresça conosco e carregue o mesmo cuidado que sempre fez parte da nossa história.”
O digital como alcance e conexão Desde o início, a Fermentado caminhou junto com as redes sociais. O Instagram se tornou vitrine, canal de vendas e apresentação dos produtos. Mas, aos poucos, Bruna percebeu que as pessoas queriam mais do que ver o pão pronto: queriam entender o processo, aprender receitas, conhecer o bastidor de uma padaria artesanal. Foi então que ela criou o TikTok, separando o conteúdo comercial do conteúdo educativo. E ali encontrou uma comunidade inteira: jovens empreendedores, amantes do sourdough, turistas e pessoas de outras cidades que passaram a conhecer a Fermentado pelo encanto da produção artesanal. Hoje, muitos clientes chegam até a padaria porque descobriram Bruna em um vídeo curto, simples e verdadeiro.
100% artesanais é viver contra a pressa do mundo moderno. Um pão de fermentação natural leva cerca de 48 horas para ficar pronto — e enquanto ele descansa, Bruna não descansa. Ela cuida do financeiro, das compras, da produção, do marketing, do atendimento. Empreender é, muitas vezes, equilibrar mais pratos do que parece possível. Há dias em que o cansaço pesa, em que a massa não cresce, em que o relógio exige o impossível. São nesses momentos que a vontade de desistir aparece. Mas ela continua porque sabe que está entregando algo que transforma a mesa das pessoas. E porque recebe mensagens que tocam fundo: “esse pão me lembra a casa da minha avó”. É nesses detalhes que o propósito se reforça.
Desafios que apertam e aprendizados que fortalecem Trabalhar com produtos
O futuro que está no forno A Fermentado completou cinco anos — cinco anos de crescimento lento, constante e orgânico, como tudo o que é feito com cuidado. O próximo passo é abrir um espaço maior, onde Bruna possa servir refeições, receber pessoas para experiências gastronômicas e unir, de vez, a Bruna padeira à Bruna gastrônoma.
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Bruna sabe que ninguém começa do mesmo lugar, que cada pessoa carrega um ritmo próprio. Por isso, seu conselho resume o que ela mesma viveu: “Não se compare. Comece.” Mesmo pequeno, mesmo improvisado, mesmo difícil. Comece com o que você tem — mas comece certo: ficha técnica, controle de custos, organização entre pessoa física e jurídica. Não é glamour. É construção.
Assim como o sourdough, tudo o que cresce devagar cresce com mais sabor.
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Onde a gastronomia inspira, conecta e transforma
“A Ville Donne é a minha essência. Nasceu do amor pelos meus filhos, pela minha família e do meu jeito verdadeiro de receber, cuidar e acolher cada pessoa que entra na minha casa. Hoje, poder inspirar outras pessoas a se descobrirem, se reinventarem e empreenderem através da cozinha é uma das coisas mais gratificantes da minha vida.” – Fernanda Villa
A Ville Donne Cozinha é muito mais do que um espaço de gastronomia. É um lugar onde pessoas se encontram para aprender, compartilhar e se inspirar. Suas oficinas gastronômicas se tornaram um verdadeiro ponto de conexão entre apaixonados pela cozinha e empreendedores que buscam aprimorar técnicas, trocar experiências e ampliar seus sonhos através da culinária. À frente da Ville Donne está Fernanda (Nanda), chefe de cozinha autodidata. Com seu jeito acolhedor, generoso e verdadeiro de ensinar, faz com que todos se sintam em casa. “Tudo que faço carrega amor, sensibilidade e o desejo genuíno de ver outras pessoas crescerem”, diz Nanda. Vindas de diversas cidades — e até de outros estados —, pessoas chegam à Ville Donne em busca de
conhecimento, mas saem carregando algo maior: confiança, motivação e novas possibilidades. Cada encontro é pensado para ser uma experiência completa, com aprendizado prático, trocas sinceras e, claro, a degustação de tudo o que é produzido. Um ambiente acolhedor, cuidadosamente preparado, onde cada detalhe carrega propósito e identidade. Além das oficinas em grupo, a Ville Donne também oferece cursos personalizados, desenvolvidos de acordo com as necessidades de cada pessoa ou empresa, e um catálogo de produtos sob encomenda, criado especialmente para quem valoriza o bem receber, com beleza, qualidade e afeto em cada preparo. Na Ville Donne, a cozinha é ferramenta de transformação — pessoal, profissional e afetiva. Ville Donne Cozinha Oficinas gastronômicas, cursos personalizados e produtos sob encomenda @villedonnecozinha (51) 99704.9181
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A tradição que se renova
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UDO COMEÇOU COM uma porta aberta e uma mesa posta. Em 1974, Eleutério e Norma acreditaram que cozinhar era mais do que alimentar: era acolher, reunir histórias e construir vínculos. A antiga Churrascaria Ouro Branco era pequena, mas a vontade era grande — e ali nasceu uma tradição. O sobrenome Lorenzon virou sinônimo de sabor e carinho em Encantado. Gente que cresceu almoçando ali hoje leva seus filhos. Receitas atravessaram gerações sem anotações — passaram de olhar, de gesto, de memória. Quando Diana chegou à cozinha, há 18 anos, encontrou uma herança afetiva e transformou em futuro. Estudou, pesquisou, aprendeu, testou, e reinventou. A cozinha ganhou técnica, ousadia, sofisticação. Mas a base continuou a mesma: tempero de casa, sabor de família, modo italiano de receber.
Hoje, o restaurante vive seu maior momento de transformação “Não para mudar quem somos , mas para ampliar o que sempre fomos: um lugar de encontros, de celebrações, de memórias’.
Com o turismo crescendo em Encantado, a família investiu em novas estruturas, novos ambientes, novas experiências “Porque a tradição só faz sentido quando se torna caminho. E no Lorenzon, tradição é o que nos trouxe até aqui — e inovação é o que nos leva adiante”.
Rua Sete Irmãos, esquina com a Coronel Sobral Centro, Encantado/RS 51 99807-3614 @restaurantelorenzon
▪ Diana, Eleutério e Cesar Lorenzon
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Viva a Magia da Divine O FLORESTA DOCE é uma experiência imersiva criada pela Divine Chocolates, que transforma o universo do chocolate em uma jornada sensorial para todas as idades. O passeio acontece em ambientes temáticos que combinam fantasia, diversão e interação, conduzidos pelo mascote Dimi, o esquilo. Ao longo do percurso, o público vive desafios lúdicos, descobre segredos da floresta e participa de momentos de degustação especial de chocolates Divine. A atração também inclui
um espaço interativo onde cada visitante acompanha parte da fabricação do seu próprio chocolate. Seguro, colorido e encantador, o Floresta Doce é ideal para famílias, escolas e grupos turísticos. Com duração média de 1h15min, a experiência proporciona lembranças afetivas e sensoriais únicas. Quer saber mais? Acesse o Instagram @projeto. florestadoce e conheça mais sobre essa doce aventura! Para entrar em contato, é só enviar mensagem para o WhatsApp (51) 99198-1258.
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ENTRETENIMENTO · CINEMA
O império PeeWee
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UEM VÊ ESTE ROSTO pelas ruas de Encantado talvez não imagine que está diante de uma das vozes mais influentes sobre cinema na internet sobre cinema na internet brasileira. À frente do Canal PeeWee, com 2,55 milhões de inscritos no YouTube, Leonardo Luciani Pereira, ao lado do sócio Miguel Fernandes, transformou a paixão por filmes em um negócio gigante que abrange YouTube, podcasts e, em breve, o universo dos games. Embora more em Caxias do Sul, a presença de Leonardo em Encantado é frequente e tem um motivo nobre: a família. “Eu encontrei meu amor aqui”, conta ele sobre sua esposa, Bruna Boiani, natural da cidade. Juntos há 12 anos, o casal visita Encantado regularmente, rotina que se intensificou com a chegada da filha, a Cecília. Para ele, é um refúgio onde curte
▪ Leonardo e Miguel contabilizam com quase 1 bilhão de visualizações, prestes a completar 10 anos do canal
o calor humano e o clima familiar, longe das telas e edições. Em uma dessas passagens, no início de dezembro, ele esteve na redação do Força do Vale e bateu um papo com o PluralCast.
Uma carona para o sucesso O Canal PeeWee nasceu, literalmente, na estrada. Leonardo e Miguel eram colegas em uma agência de publicidade e dividiam carona entre Caxias do Sul e Bento Gonçalves. O que começou como conversas sobre filmes no trajeto de 40 minutos virou um projeto despretensioso. O nome curioso, "PeeWee", não tem grandes significados ocultos: surgiu de um quadro decorativo na casa de Leonardo. “Soa bem e tem personalidade”, relembra. Hoje, o que era um hobby virou uma empresa estruturada com roteiristas, editores e uma agenda planejada com meses de antecedência. O segredo do crescimento do canal? Acessibilidade. A proposta sempre foi fazer uma “conversa de bar sobre cinema”, fugindo do tom técnico e distante, típico da crítica tradicional. Com memes, bom humor e uma linguagem direta para explicar roteiro, direção e atuações, qualquer pessoa entende e se diverte. Essa fórmula levou a dupla para os maiores palcos do país, como a CCXP, um festival que reúne a legião de fãs do universo audiovisual.
▪ Família: Leo do PeeWee é casado com Bruna Boiani, natural de Encantado, e pai da Cecília Veredito: o que assistir (e o que fugir) Durante o papo, Leonardo não ficou em cima do muro e listou seus favoritos e decepções no mundo do cinema: ▪ Diretor favorito: Embora reconheça outros como "melhores", seu coração pertence a John Carpenter (Halloween, O Enigma de Outro Mundo), especialmente pela habilidade em criar trilhas sonoras marcantes. ▪ Filme da vida: A franquia Rocky Balboa. "Não é o melhor, mas sou apaixonado. Fez parte da minha infância", revela . ▪ Para passar longe: A trilogia 365 Dias. Leonardo é categórico: "É o anti-cinema. Me ofende". Ele também critica a onda de live-actions da Disney, como O Rei Leão e Lilo & Stitch, "fast food de cinema sem alma”.
O bate-papo completo, com muito cinema, está disponível no YouTube do Jornal Força do Vale.
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MUNICÍPIOS · RELVADO
Caminho da Fé e Devoção HÁ CAMINHOS QUE não se percorrem apenas com os pés — mas com a fé que nos sustenta e com a memória de quem veio antes de nós. Em Relvado, um projeto nasce para tocar o coração das pessoas. Entre colinas silenciosas, pedras antigas e a força da fé que acompanha gerações, o Caminho da Fé e Devoção — também chamado Strada de la Devoccione — será inaugurado no primeiro semestre de 2026. É mais do que uma obra. É um convite para caminhar com o corpo, mas também com a alma.” A iniciativa, construída pela união da Administração Municipal, da Paróquia Santo Antônio, da Mitra Diocesana de Santa Cruz do Sul e da Associação Caminho da Fé, quer resgatar histórias, fortalecer vínculos comunitários e renovar a devoção que sempre guiou o povo relvadense.
Um trajeto que reacende memórias O percurso de cerca de um quilômetro vai conduzir os visitantes até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, lugar que há décadas guarda pedidos, promessas e momentos de silêncio reverente. A Gruta será o ponto de chegada do Caminho — uma espécie de abraço final para quem percorre a jornada com fé ou curiosidade espiritual. Ao longo do trajeto, estão 26 capitéis. Cada um guardará um pedaço da história das comunidades da Paróquia Santo Antônio: são 16 das comunidades do município e 10 das comunidades que pertencem a paroquia Santo Antônio, padroeiro de Relvado. Totens contarão as histórias dessas devoções, como pequenos livros abertos à beira da estrada.
Um caminho iluminado — também para o espírito A iluminação especial dará segurança aos visitantes, inclusive à noite, tornando o local apropriado para quem busca uma caminhada de reflexão, oração ou contemplação da natureza. A Gruta e seu entorno 68
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passarão por revitalização, preservando o ambiente natural e a serenidade que o espaço inspira. Por orientação da Defesa Civil, o acesso interno à Gruta seguirá fechado após os danos da enchente de maio de 2024. Assim, o trajeto incluirá a chegada pelo antigo caminho e o retorno pela estrada atual — uma escolha que simboliza respeito, prudência e a força da reconstrução.
Um legado construído em comunidade A Prefeitura é a responsável por toda a infraestrutura: pavimentação, água, energia, segurança e ornamentação. Já a Associação Caminho da Fé mobilizou a comunidade para a construção dos capitéis e totens. Cada doação, cada gesto, cada família envolvida representa a continuidade do espírito colaborativo que marcou o nascimento de Relvado. A estética do projeto resgata a origem dos imigrantes italianos: os capitéis tem formas inspiradas nas primeiras estruturas do norte da Itália, reforçando o elo entre fé, tradição e ancestralidade. Dois símbolos acompanharão todo o percurso: o cipreste vela, representando a vida eterna, a saudade e a força que atravessa gerações e a hortênsia, flor que traduz devoção, coragem e gratidão. Juntas, essas plantas formam um jardim de memória e esperança, balizando o caminho daqueles que buscam renovação interior. A inspiração para o projeto renasceu quando a antiga estrada da Gruta recebeu o nome de Rua Dom Gentil Delazari. Para a comunidade, o bispo sempre foi uma “luz” — alguém que transmitia fé e sua terra natal. A homenagem acendeu novamente o desejo de revitalizar o espaço sagrado.
Um futuro que honra o passado A área da Gruta pertence à Mitra Diocesana e está cedida ao município por 25 anos, garantindo que as obras sigam em respeito à tradição religiosa e às normas
▪ Capitéis doados por famílias ligadas à comunidade relvadense
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ambientais. A inauguração será no dia 21 de fevereiro de 2026, às 19h oferecendo à região um novo espaço de espiritualidade, turismo e conexão com a natureza. A construção de uma nova passarela em ferro, que substituirá a antiga estrutura de madeira que existia na gruta vai garantir segurança e facilitar o acesso ao outro lado do córrego, tem forte significado histórico: representa o resgate de um elemento marcante da vivência religiosa local. A revita-
lização inclui também o reconhecimento a figuras que marcaram a identidade de Relvado. Um dos destaques é o memorial já construído em homenagem a Dom Gentil Delazari, líder religioso lembrado com profundo carinho pela comunidade. A iniciativa ganhou ainda mais força graças ao gesto do Sr. Jatir Delazeri, sobrinho de Dom Gentil e residente na Califórnia (EUA). Ele não apenas custeou o memorial, como também está doando a nova passarela em
Com a missão de prestar um cuidado humanizado à pessoa, em sua integralidade através de uma atenção à saúde ocular, possuindo como pilares a promoção do bem estar e uma melhor qualidade de vida, a Clínica de Oftalmologia Teu Olhar visa proporcionar atendimento de excelência e personalizado para todos os pacientes. Seu principal objetivo é promover a saúde ocular, prevenindo e tratando doenças oculares com tecnologia avançada e uma equipe médica altamente qualificada.
Dr.ª Daiane Beutinger
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ferro, fortalecendo o legado de sua família junto ao local. Outro símbolo importante deste processo são os capitéis distribuídos ao longo do trajeto, doados por fiéis que mantêm vínculos afetivos e espirituais com Relvado. Cada doação reforça o caráter coletivo do projeto e a construção de um roteiro de fé que preserva histórias, renova tradições e projeta o município como destino turístico religioso em ascensão.
A Clínica valoriza a inovação buscando constantemente as melhores práticas e tratamentos disponíveis. Além disso, dedica-se a educar seus pacientes sobre a importância da prevenção e do cuidado contínuo com a visão garantindo que todos recebam um atendimento humanizado e de qualidade, focado no bem estar e na melhoria da qualidade de vida.
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MUNICÍPIOS · ROCA SALES
Reconstrução e investimentos definem o primeiro ano do governo EM SEU PRIMEIRO ano à frente da Prefeitura de Roca Sales, o prefeito Jones Wunsch, o Mazinho, conduziu uma série de ações voltadas à reconstrução da cidade, à valorização das pessoas e ao fortalecimento da infraestrutura urbana e rural. O período foi marcado por obras importantes, parcerias institucionais e avanços em diversas áreas, especialmente após os desafios impostos pelas enchentes que atingiram o município.
Obras, infraestrutura e meio ambiente Na área de mobilidade, a Prefeitura reforçou o parque de máquinas com a aquisição de uma motoniveladora LiuGong 4180D e uma retroescavadeira, garantindo melhores condições para manutenção das estradas rurais. A Secretaria de Obras, sob coordenação de Cleber Scottá, intensificou os trabalhos de limpeza, drenagem e cascalhamento em linhas como João Abott,
▪ Praça Júlio Lengler revitalizada
▪ Reforço para o parque das máquinas
▪ ERS-129, Roca a Colinas 70
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Santo André e Marechal Hermes, além de revitalizar ruas urbanas como a 31 de Março e a General Osório. Entre as realizações de maior impacto, está o início das obras de pavimentação da ERS-129, no trecho entre o perímetro urbano e a divisa com Colinas — um avanço histórico para o escoamento da produção e a mobilidade regional. Outro destaque é a liberação da primeira parcela federal de R$ 14 milhões para a construção da nova ponte na Rua General Daltro Filho, símbolo da reconstrução e da retomada do desenvolvimento local. Também foram executadas pavimentações asfálticas nas ruas Leopoldo Marder e José Brock, com investimento de R$ 1,6 milhão pelo programa Pavimenta RS. O cuidado ambiental foi reforçado com o Programa de Desassoreamento de Recursos Hídricos, que retirou 18 mil m³ de sedimentos dos arroios Augusta e Conventos Vermelhos, reduzindo riscos de alagamentos e valorizando o meio ambiente. O município também implantou o “Papa Poda”, equipamento que moderniza a coleta de resíduos vegetais e melhora a limpeza urbana.
retorno de 1.215 alunos às escolas municipais, após revitalização de prédios e contratação de novos profissionais. A Prefeitura retomou a obra da escola de 12 salas no bairro Dois Lajeados e fortaleceu parcerias com a Univates para formação continuada de professores. O projeto “Sementes da Reconstrução”, que uniu educação fiscal, cidadania e empatia, recebeu destaque estadual e foi apresentado na Semana Fazendária, em Porto Alegre. A cultura voltou a ocupar os espaços públicos com eventos marcantes. O Desfile Cívico dos 70 anos de Roca Sales reuniu centenas de participantes, enquanto a Semana Farroupilha encerrou com o show do grupo Tchê Chaleira, celebrando as tradições gaúchas. O lançamento do Coral Infantil Municipal, com 200 alunos, marcou valorização da convivência comunitária. O esporte também teve atenção especial, com o retorno da Taça da Amizade Sub-15, os Jogos Escolares Municipais e a realização da 1ª Rústica da Prevenção, evento que uniu saúde, lazer e solidariedade.
Educação, cultura e esporte
Assistência social e saúde
Na educação, o ano começou com o
Na saúde pública, o município ampliou
▪ Apoio à cultura, investimento na educação. Roca Sales recebe selo Ouro ‘Amigo da Saúde’
▪ Investimentos na Saúde inclui novos veículos
▪ Civismo e gratidão a todos que ajudaram o Município
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▪ Iniciadas as obras da Avenida General Daltro Filho ▪ Rua 31 de Março recebeu pavimentação a frota com novas vans e ambulâncias, retomou o atendimento domiciliar e reativou o serviço de fonoaudiologia. O trabalho preventivo e de imunização garantiu a Roca Sales o Selo Ouro “Município Amigo da Vacina”, reconhecimento estadual pelo cumprimento das metas de vacinação em todas as faixas etárias. A assistência social também se fortaleceu. O município conquistou R$ 957 mil para a construção do novo CRAS e promoveu ações de valorização da terceira idade, como o “Vivências 95+” e a Conferência Municipal do Idoso. O projeto “Costurando Ideias” envolveu famílias em oficinas de artesanato natalino, promovendo integração, autoestima e geração de renda.
Novo hospital e obras no Roque Gonzales Além das ações já executadas, o primeiro ano do governo Mazinho também foi marcado por avanços na área da saúde, com foco na recuperação da estrutura hospitalar e no planejamento de um novo equipamento público. O Estado autorizou a elaboração dos projetos para a construção de um novo hospital em Roca Sales, investimento previsto em R$ 863 mil provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (FUNRIGS). A nova unidade será construída em área não alagável e integra o eixo de recuperação do Plano Rio Grande. Paralelamente, seguem em andamento
as reformas do Hospital Roque Gonzales, que sofreu danos significativos nas enchentes de 2023 e 2024. O primeiro andar foi totalmente remodelado, contemplando consultórios, ambulatório, pronto-socorro, sala de raio-X, farmácia e setor administrativo. No segundo andar, foram retomadas as obras de ampliação, incluindo novos leitos, setor de clínica e saúde mental e a instalação de um elevador, além da aquisição de novos equipamentos hospitalares. Segundo o prefeito Mazinho e o secretário da Saúde, Marino Deves, o novo hospital representará uma estrutura moderna, projetada para suprir demandas locais e regionais, com cerca de 5 mil m², dois blocos cirúrgicos e ambulatórios de especialidades como ginecologia, obstetrícia e cirurgia geral. A área destinada à construção foi doada por um empresário do município e aprovada pela Secretaria Estadual da Saúde após análise técnica.
Planejamento urbano No planejamento urbano, a Prefeitura avançou na segunda etapa do Plano Diretor, com ampla participação da comunidade em debates sobre o futuro da cidade. Parcerias com o Sicredi e a Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales (AARRS) resultaram na revitalização da Praça Júlio Lengler e na criação da “Praça Inclusiva”, com brinquedos adaptados e rampas de acesso.
Diálogo político e confiança no setor privado “A boa relação com o Legislativo também tem sido um diferencial. O prefeito mantém diálogo constante com a Câmara de Vereadores o que tem favorecido a união em torno do desenvolvimento do município. Essa ▪ Walmir Conzatti sintonia e os resultados alcançados têm inspirado confiança também no setor privado. O comerciante Walmir José Conzatti, empresário há mais de 40 anos em Roca Sales, resume esse sentimento: “Falar da administração do Mazinho é quase um privilégio. Conheço ele desde guri — cresceu na frente da minha casa — e sempre confiei na capacidade que ele teria como gestor. Há alinhamento com a Câmara, inclusive com a oposição, e isso tem feito diferença. Os vereadores têm buscado muitos recursos em Brasília, especialmente depois das enchentes, e o Mazinho tem sabido aplicar. Está aí a ponte no centro, as melhorias na ERS-129, o posto de saúde e tantas outras obras. E vem mais pela frente. Na minha avaliação, ele faz uma gestão exemplar — e com uma qualidade rara: só promete o que pode cumprir. Como empresário, quase desistimos depois das cheias, mas voltamos a investir, inclusive com uma nova loja. E isso acontece porque acreditamos na seriedade da administração. Sem gestão comprometida, a cidade não cresce, por maior que seja a vontade do setor privado. O Mazinho está fazendo o que precisa ser feito. Só posso parabenizar e desejar saúde para que mantenha esse ritmo pelos próximos três anos.”
▪ Comunidade participa da elaboração do Plano Diretor Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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MUNICÍPIOS · MUÇUM
Avanços, obras e renovação O ano de 2025 foi marcado por ações que cuidaram das pessoas e da vida em comunidade. A chegada de novos profissionais na área da saúde e da educação trouxe mais qualidade e especialização aos serviços públicos.
Infraestrutura Urbana e Rural
Habitação, Desenvolvimento e Setor Produtivo
▪ Jardim Cidade Alta 2 com 13 casas já entregues e 42 residências em fase de finalização, com entrega programada para este mês de dezembro Os projetos habitacionais evoluíram com o andamento dos loteamentos Jardim Cidade Alta 2 e Renascer, enquanto o início da terraplanagem do novo cemitério municipal trouxe esperança para a comunidade. No incentivo ao desenvolvimento econômico, o município doou terrenos para 12 empresas saírem da área de inundação, fortalecendo a economia local. 72
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▪ Loteamento Renascer avançando à fase final de infraestrutura
▪ Asfaltada neste ano, a rua João Dalazen é fundamental ao processo de expansão que a cidade vive atualmente Em 2025 também foi um ano de grandes transformações estruturais. Mais de 20 obras de restabelecimento foram executadas, entre prédios públicos, ruas, pontes, asfaltos e tubulações do interior, devolvendo funcionalidade, segurança e resiliência aos espaços afetados pelas enchentes de 2023 e 2024. A pavimentação da Rua João Dalazen impulsionou a expansão urbana da cidade, assim como o embelezamento dos canteiros centrais, que devolveram cor e vitalidade ao ambiente urbano. Outro marco foi a entrega de mais de 1km de pavimentação na Linha Santa Lúcia, com um novo trecho já em execução, ampliando a qualidade de vida.
FOTOS: MARIELE AGOSTINI, SANDRO PEREIRA DA SILVA, FERNANDO FRANÇA, AGÊNCIA GIUSTO, AGÊNCIA CAPP
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Eventos, cultura e fortalecimento da comunidade O sentimento de reconstrução ganhou ainda mais força na 5ª ExpoMuçum, A Feira da Reconstrução, que movimentou a cidade e gerou cerca de R$ 3 milhões em negócios, reunindo 40 mil visitantes em quatro dias. Durante o evento, ocorreu a inauguração da reconstrução da Ponte Brochado da Rocha, um marco para o município e símbolo da retomada da Princesa das Pontes. A cultura também teve destaque com a 34ª Semana Farroupilha, que trouxe de volta o formato completo, com mais de 100 barracas e grande participação da comunidade.
▪ Inauguração da Reconstrução da Ponte Brochado da Rocha. Um momento histórico para a comunidade e para o processo de reconstrução da Princesa das Pontes
▪ Retomada do Acampamento Farroupilha na 34ª Semana Farroupilha de Muçum, a maior e melhor festa tradicionalista da Região dos Vales
Cuidar da gente No CRAS e nas unidades de saúde, as oficinas e atividades comunitárias seguiram fortalecendo vínculos, promovendo integração e garantindo atenção tanto à população urbana quanto rural.
▪ Encontros da saúde que são realizados nas áreas urbana e rural e uma das oficinas oferecidas pelo CRAS, voltada
Esporte e lazer
▪ Show com Adson e Alana, que reuniu cerca de 10 mil pessoas na praça Cristóvão Colombo, durante a 5ª ExpoMuçum
Mais educação O ano retornou com as quatro escolas municipais recebendo os alunos com atendimento integral, três refeições diárias e práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento humano. Também foi realizado um dos maiores investimentos da história da educação de Muçum, através da renovação da frota escolar com três novos ônibus e um micro-ônibus. Na área da infraestrutura, a Educação avançou com importantes entregas. A ampliação da EMEI Pingo de Gente qualificou os espaços destinados à primeira infância, enquanto a reabertura da EMEI Família Feliz devolveu à comunidade um ambiente renovado e acolhedor para receber novamente as crianças. Outro sonho realizado foi a inauguração da quadra coberta da EMEF Castelo Branco, ampliando as possibilidades de aprendizagem.
▪ O Ginásio Municipal de Esportes passou por uma reforma completa, garantindo um espaço ainda mais qualificado aos eventos esportivos do Município O Campeonato Municipal voltou ao calendário, reunindo atletas e torcedores e resgatando a tradição esportiva de Muçum. O Ginásio Municipal passou por uma qualificação completa, incluindo a instalação de uma quadra com padrão internacional, melhoria da iluminação e adaptações que tornam o local mais moderno, seguro e resiliente.
▪ Um dos maiores investimentos já realizados na Educação garante mais segurança e conforto no transporte escolar Jornal Força do Vale/Dezembro 2025
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Natal é família ▪ FAMÍLIA: O neto Augusto, Décio e Márcia, nora Amanda, filho César, netos Gustavo e Laura, filha Nátalia e os netos Amália e Artur NO DIA 8 de novembro de 2025, os descendentes de Amália e Theobaldo Fachini se reuniram na pousada da família para celebrar, de forma antecipada, aquilo que sempre os guiou: a força das origens, o legado dos antepassados e o verdadeiro espírito do Natal. Mais do que uma festa, o encontro transformou-se em um gesto coletivo de união, pertencimento e gratidão, valores que Amália e Theobaldo cultivaram e transmitiram às gerações seguintes. A noite foi iluminada por memórias, sorrisos e abraços que atravessam o tempo. Entre conversas, reencontros e histórias compartilhadas, o que se celebrou ali não foi apenas uma data, mas a família como base de tudo, como alicerce que sustenta, acolhe e mantém vivas as raízes
E família é continuidade, é história, é amor que atravessa gerações
que deram sentido à caminhada de cada um. Décio e Márcia viveram intensamente cada momento ao lado dos filhos e netos, que participaram com entusiasmo da confraternização natalina. A energia das crianças, a presença dos jovens e a sabedoria dos mais velhos mostraram que o legado de Amália e Theobaldo segue firme, pulsante e cheio de vida. A celebração só foi possível graças à dedicação e ao carinho da Comissão Organizadora, formada por: Márcia Fachini Frigeri, Silvia Fachini, Fernando Fachini, Janaina Fachini, Nátalia Fachini. O encontro reforçou uma verdade simples e profunda: Natal é família. E família é continuidade, é história, é amor que atravessa gerações.
▪ Natália e Janaína Fachini contaram a história de cada um dos filhos de Amália e Teobaldo Fachini
▪ Irmãos: Maria, Décio, Antelmo, Teori, Germano e Fátima
▪ Primos: Rosangela, Gilsane, Débora, Márcia, Silvia, Vilmar e César
▪ As sobrinhas Rosangela e Gilsane presenteiam Décio por toda dedicação a família preservando a memória e o legado dos avós
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▪ Décio e a cunhada Santina, viúva de Telvi
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Sob a liderança de Rafael Fontana, a Lume chega aos 20 anos com uma bagagem cheia de realizações junto a dezenas de municípios Jornal Força do Vale/Dezembro ESPECIAL 202520 ANOS
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▪ 2001: Santa Flor, a festa de Santa Clara do Sul
▪ 2008: Festa do Feijão, de Sobradinho
▪ 2007: Suinofest, em Encantado
▪ 2007: Paveramafest, em Paverama
▪ 2007: Expomarques, em Marques de Souza
▪ 2008: Festileite, em Anta Gorda
▪ 2007: Turismate, em Ilópolis
▪ 2007: Guapo Loko, em Encantado
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▪ 2007: Festa a Fantasia,
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LUME EVENTOS
O Vale que acolhe e faz os melhores eventos
▪ Rafael Fontana e parte do time da Lume na reunião semanal Ao longo das últimas décadas, a Região dos Vales tem sido palco de uma efervescência cultural, comunitária, turística e econômica impulsionada por iniciativas que atravessam municípios, histórias e gerações e a LUME, criada na virada do século, tem sido a empresa que alavancou eventos, criou cenários, projetou as comunidades.
em Lajeado
a Cidadania II — e festividades tradicionais como Colinasfest, Dabalada, Dança Bom Retiro, Dançando Nossas Origens, o Dia Mundial do Rock e o livro Diário de Aventuras reforçam a diversidade e a potência cultural regional.
Nesse percurso, a Lume construiu projetos que fortaleceram identidades, celebram tradições, qualificam a gestão pública e ampliam o alcance do turismo regional.
Projetos de memória, como a Digitalização do Acervo Hugo Peretti, preservam a história, enquanto festas emblemáticas, como Doutor Ricardo em Festa, Essência e Diversidade, e sua edição especial no Centenário de Encantado, celebram o patrimônio humano.
Festas emblemáticas como os 30 anos de Santa Clara do Sul e agora, os 30 anos de Doutor Ricardo convivem com ações de impacto cultural e educativo, como A Criança e o Livro, viabilizado pela Lei Rouanet, o inspirador espetáculo Acredite, e o movimento Andejos Farroupilhas, que mantém viva a alma tradicionalista.
A região também se destaca em grandes feiras e mostras, como Estrela Multifeira, Expocande, Exporoca, Expofeira de Progresso, Expovale, Expovespa, Mostra Guaporé, Expomarques, Expo Carlos Barbosa, Expobol, Expofaz, Expofest, Femate, Fenamarco, Feprocol, Feagris, Turismate e tantas outras que movimentam economia, negócios e turismo.
O território também se afirma por eventos que projetam Encantado e os Vales para além de suas fronteiras, como o Baile de Máscaras, o histórico Canto da Lagoa, e a revitalização de espaços icônicos como a Casa Martelli.
Eventos temáticos e de conhecimento, como o Congresso de Logística, o Fórum de Enfermagem dos Vales, o Seminário Sul-Brasileiro de Agricultura, o Seminário Agroenergia, o I Seminário Estadual de Ecologia e Meio Ambiente e a IV Jornada Municipalista da AGM qualificam gestores, empreendedores e lideranças.
Iniciativas como Celebrar, os circuitos culturais — Sonnenlicht, Circuito dos Vales e Circuito para
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Todos os credos, as etnias, as cores e os sabores
▪ 2012: Lajeado Brilha
▪ 2025: Projeto Livro Diário de Aventuras
▪ 2019: Festival Progresso de Humor
Na cena esportiva e de lazer, a região pulsa com a Copa Região dos Vales de Futsal o tradicionalismo do CTG Giuseppe Garibaldi e do GAN Anita Garibaldi, além de iniciativas de integração como o Semana do Empreendedorismo, o Lajeado Brilha, o charmosa SantaFlor e as variadas celebrações farroupilhas em Anta Gorda, Estrela, Guaporé e Roca Sales. A música, as artes e o audiovisual também ganham palco com o Coral Vida e Canto, a Orquestra de Encantado, a Orquestra de Candelária, os projetos instrumentais Slan e Travessia, além das produções cinematográficas De Roma para Putinga, Ferrovia do Trigo e Sacada Musical. A literatura se fortalece com lançamentos como O Menino na Quarentena, e o turismo histórico-cultural se amplia com a Reforma da Estação Rio Vermelho, o dinamismo do Museu do Pão, do Museu do Tijolo, e ações como Nos Trilhos do Conhecimento.
▪ 2023: Festipizza, Serafina Corrêa
▪ 2020: Natal Mais Encantado
O calendário regional se colore com celebrações afetivas, como Festa das Etnias, Festa do Feijão, Festa dos Motoristas, Festa do Pão, Festa de Maio, Festa do Moranguinho e da Cuca, Festipizza, o irreverente Festival da Mentira, o Festival do Churrasqueiro, o Festival de Progresso com Humor, o Leitão Fest e o sempre lembrado Encantarte. No campo natalino, a região vive um espetáculo à parte: Natal em Estrela, Estrelas em Movimento, Natal em Família, Natal de Imigrante, Natal de Guaporé, Natal nas Águas, Natal no Morro, Natal Cachoeira, Natal das Candeias, Natal mais Encantado e o conjunto de ações itinerantes que reencantam as comunidades. Projetos culturais como Casa 7 – Circuito Cultural, Essência e Diversidade, Danças Birivas, Canto da Lagoa – Recordações, Ritmos da Oktober, Maifest, Saudades do Pago, Paixão de Cristo de Imigrante, Projeto CTG Raça Gaudéria, Semana Farroupilha dos municípios, além de iniciativas digitais como Isolados – Online, transformaramse em experiências marcantes, inclusivas e contemporâneas. Há ainda realizações que ressignificaram marcos locais, como a Inauguração do Complexo Boulevard e a Inauguração do Cristo Protetor, que ampliaram o horizonte turístico dos Vales.
▪ 2019: Expofaz, Fazenda Vila Nova 78
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20 ANOS
▪ 2019: Festival dos Churrasqueiros, Nova Bréscia
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▪ 2017: Mostra Guaporé
▪ 2017: Semana do Empreendedor, Encantado
▪ 2025: Festival do Folclore, Estrela ▪ 2017: Fenachim, Venâncio Aires
▪ 2018: Palestra Rafael Henzel, Encantado
▪ 2018: Natal do Morro, Arvorezinha
▪ 2023: Natal em Estrela
▪ 2009: Oktober Freud Fest ESPECIAL
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▪ 2025: Coral Vida e Canto de Encantado
▪ 2022: Colinas Fest, em Colinas
Nesse percurso, a Lume construiu projetos que fortaleceram identidades, celebram tradições, qualificam a gestão pública e ampliam o alcance do turismo regional.
▪ 2021: Trem dos Vales, Muçum
▪ 2020: Suinofest, em Encantado
▪ 2022: Empreende+ em Encantado
▪ 2025: Feira de Negócios Suinofest, Encantado ▪ 2022: Expovale, em Lajeado
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▪ 2024: Tradicionalismo através do CTG Giuseppe Garibaldi e do GAN Anita Garibaldi
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Presença da Lume ▪ 2021: Dia Mundial do Rock em Imigrante
A educação, o empreendedorismo e o conhecimento também foram contemplados por ações como Empreende+, Estrelas do Conhecimento, Grupo de Danças Folclóricas de Estrela, e o fortalecimento de novas gerações através de circuitos, encontros, seminários e iniciativas comunitárias. Cada um desses projetos — pequenos ou grandiosos, culturais ou técnicos, festivos ou estruturantes — compõe um mosaico que revela a força criativa, econômica e humana do Vale do Taquari e regiões vizinhas. Juntos, eles formam uma trajetória coletiva que inspira desenvolvimento, preserva identidades, movimenta economias e reafirma, ano após ano, o poder que a cultura, a memória e o turismo têm de transformar territórios e pessoas.
▪ 2025: Festival de Dança de Bom Retiro do Sul
▪ 2019: Suinofest - Encantado ▪ 2022: Semana Farroupilha de Anta Gorda
Ao longo de duas décadas, a LUME construiu uma presença que atravessa o mapa do Rio Grande do Sul e chega inclusive a outros estados, levando cultura, eventos, formação e desenvolvimento para dezenas de comunidades. A produtora já atuou em cidades como Agudo, Anta Gorda, Antonina, Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Cachoeira do Sul, Candelária, Capitão, Carlos Barbosa, Colinas, Doutor Ricardo, Encantado, Esteio, Estrela, Fazenda Vilanova, Forquetinha, Garibaldi, Guaporé, Ilópolis, Lajeado, Marques de Souza, Mato Leitão, Nova Bréscia, Nova Pádua, Paverama, Porto Alegre, Progresso, Putinga, Relvado, Roca Sales, Santa Clara do Sul, Santa Cruz do Sul, São Bento do Sul, São Marcos, Serafina Corrêa, Sobradinho, Tapera, Teutônia e Vespasiano Corrêa. Essa circulação ampla consolidou a LUME como uma das produtoras mais atuantes nos Municípios do Sul do país, conectando territórios, fortalecendo identidades e deixando uma marca cultural que transcende fronteiras municipais.
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20 ANOS ▪ Luciano Fontana, LumeCEP
▪ Ricardo Bouvié, Equipe Lume Desde 2023 na Lume Gestão de Eventos, pude testemunhar de perto a maneira como a empresa transforma ideias culturais em experiências vivas, concretas e estruturadas. E participar desse processo me ensinou não apenas sobre produção e gestão, mas sobre compromisso, criatividade e impacto social. Vejo a Lume como uma empresa que não apenas entrega projetos. Ela movimenta cidades, mobiliza comunidades e provoca mudanças reais no território cultural. Fazer parte desses capítulos não foi apenas acompanhar uma história, foi ajudar a escrever páginas que mostram o quanto a cultura pode transformar vidas quando encontra pessoas comprometidas em fazê-la acontecer de verdade.
Iniciei na LUME Eventos em agosto de 2005, por convite do meu irmão Rafael, ainda sob o nome Lume Assessoria, Comunicação e Produções, ao lado de Melchior Spessatto e Lizeli Bergamaschi. Trabalhávamos em uma sala de 20 m² no Edifício Hollmann, movidos por ideias ousadas e muitos sonhos. Fomos pioneiros na região ao lançar o primeiro portal de notícias online que cobria todos os municípios da “Região dos Vales”. Também realizamos transmissões ao vivo pela internet de eventos como a Fest Leite, a Festa à Fantasia e tantos outros, além de criar programas de entrevistas no formato digital, muito antes de isso se tornar comum. Com o passar dos anos, a LUME se profissionalizou cada vez mais na área de eventos, conquistando espaço e realizando grandes projetos dentro e fora da região. Tenho profundo orgulho de fazer parte dessa história e de conviver com pessoas que sempre buscaram entregar excelência.
▪ Raquel Aschidamini, Professora e ex-colaboradora
▪ Raquel Cadore, Presidente da ACI-E A Lume Eventos é uma parceira estratégica não somente para Encantado. Minha experiência mais próxima foi na Suinofest 2025 onde a Lume trouxe organização, confiança e entrega com profissionalismo. Essa combinação eleva o padrão dos eventos. Parabenizo toda equipe da Lume pelos 20 anos e desejo sucesso e prosperidade! 82
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A Lume Eventos é um capítulo essencial da minha trajetória. Fiz parte da equipe por mais de 10 anos, em um período marcado por intenso aprendizado, conquistas e crescimento profissional. Iniciei jovem, cheia de expectativas, e encontrei ali um espaço que me acolheu, me desafiou e me ensinou. Sempre acreditei — e continuo acreditando — na contribuição significativa que a empresa oferece à sociedade, no comprometimento e no profissionalismo que fazem toda a diferença.
▪ Samir Xavier, Equipe Lume "É um prazer em fazer parte dessa história ao longo desses 19 anos. No decorrer desse tempo de Lume Gestão de Eventos, acredito que ajudamos na transformação social e desenvolvimento pessoal através da cultura, pois a cultura tem o poder de transformar a sociedade, questionando ideias, gerando discussões importantes e promovendo o crescimento. Ao se expor a diferentes formas culturais, as pessoas expandem seus horizontes e se tornam mais críticas e criativas - sendo que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim culturas diferentes, cada uma com sua própria maneira de pensar, agir e sentir.
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Parceiros na jornada 20 anos e contando ▪ Laura Tebaldi, Coordenadora de Projetos Culturais O setor cultural movimenta a economia da cultura, alcançando 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e gerando centenas de bilhões de reais por ano, segundo dados da Firjan (2023). A Lume ajuda essa engrenagem a girar todos os dias. Muitos são os fornecedores, parceiros e profissionais que fazem parte da indústria criativa e que impulsionam este ecossistema tão vivo e necessário. Tenho convicção de que, ao longo dos 10 anos em que fiz parte da Lume, muito aprendi e contribuí para o fortalecimento do cenário cultural da nossa região. Cada projeto, cada evento e cada desafio superado moldaram não apenas minha trajetória profissional, mas também minha visão sobre o papel da cultura como agente de transformação social. Muitas empresas acreditam na cadeia cultural e incentivam projetos que se tornam verdadeiras alavancas de desenvolvimento. É graças a elas — e ao trabalho dedicado de tantas mãos — que seguimos promovendo experiências, preservando identidades e valorizando as expressões que nos tornam únicos. Afinal, um povo que não cultiva seus costumes e memórias acaba sendo refém de uma cultura imposta pelas grandes massas. Tenho orgulho de fazer parte da história da Lume e de contribuir, diariamente, para que a cultura siga viva, pulsante e acessível para todos. Que os próximos anos tragam ainda mais conquistas, aprendizados e realizações.
▪ Leine Werner, presidente da Associação Cultural Encantado Nossa parceria com a Lume Eventos começou em 2009, época em que eu coordenava o Grupo Teatral Artes e Sonhos, do IEE Monsenhor Scalabrini. Fomos convidados para divulgar nosso trabalho na Suinofest! O Rafael sempre confiou no nosso trabalho, o que nos abriu várias portas para outros eventos. Aprendi muito trabalhando com várias equipes. Todas, sempre muito competentes e atenciosas. Sou muito grata à toda equipe Lume e desejo sucesso cada vez maior em todos que realizarem!
▪ Maurício Horn, o Gaita, diretor da Gaita Produtora e parceiro de feiras e eventos Para a Gaita Produtora, a Lume Eventos sempre foi uma referência de responsabilidade e entrega do melhor para seu cliente. Meu primeiro grande evento foi à convite da Lume, na feira do município de Sobradinho, em 2011. A partir daí somamos em tantos outros eventos... Agradeço sempre a parceria e desejo vida longa ao Grupo Lume.
Nestes 20 anos de história, a Lume Gestão de Eventos se destacou não apenas pela competência, mas pela sensibilidade em transformar cada projeto em uma experiência memorável. Trabalhar ao lado da equipe sempre foi sinônimo de confiança, parceria e excelência. Em cada entrega, fica evidente o cuidado com os detalhes, o respeito ao cliente e o compromisso com resultados impecáveis. Sinto-me honrado por fazer parte dessa trajetória e acompanhar o crescimento de uma empresa que inspira pelo profissionalismo e pela paixão pelo que faz. Que os próximos anos sejam ainda mais grandiosos, e que possamos seguir lado a lado nessa caminhada de conquistas. ▪ Charlesson Calvi (Hot Dog do Charles), parceiro de feiras e eventos
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PARCEIROS NA JORNADA
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Celebrar os 20 anos da Lume é reconhecer a contribuição de uma empresa que, ao longo de sua trajetória, participou da realização de eventos que marcaram a história recente de Encantado, projetando o nome do Município nos âmbitos turístico e cultural, ao transformar ideias em experiências relevantes e colaborar para o desenvolvimento econômico, cultural e social da cidade. Registro o reconhecimento ao empreendedor Rafael Fontana e a toda a equipe, desejando que este marco de 20 anos represente também um estímulo à continuidade de parcerias responsáveis, à inovação e ao fortalecimento de iniciativas que contribuam para o crescimento de Encantado e do Vale e o bem-estar da nossa comunidade. ▪ Jonas Calvi, Prefeito de Encantado ▪ Jorge L. Ongaratto, Conselheiro da Fogo de Chão A Lume Eventos, com seus 20 anos de dedicação, tem sido uma luz que projeta Encantado e toda a região para o Brasil, e porque não dizer para o mundo?! Tendo o Cristo Protetor como guia, impulsiona o turismo com profissionalismo, dedicação e fé. Seu trabalho incansável fortalece nossa identidade, e de todos os municípios da região do Vale do Taquari. Movimenta a economia e inspira as comunidades a acreditar no poder de crescer junto.
Só tenho orgulho de estar numa região que oferta empresas com tanta qualidade e comprometimento. Ao Rafael, meu carinhoso abraço e eterna gratidão, pois além da capacidade técnica, que é incomparável dele e de sua equipe, ainda oferta um sorriso no rosto sempre presente e contagiante, que nos inspira e nos incentiva a fazer sempre mais e melhor. Sucesso à empresa e parabéns a todos! ▪ Carine Schwingel, prefeita de Estrela
A Lume Eventos é uma grande parceira da Mostra Guaporé! Há muitos anos trabalhamos juntos promovendo a cultura e a valorização dos talentos locais e regionais. Neste ano em que a Lume celebra seus 20 anos, reforçamos nosso reconhecimento e respeito pelo trabalho realizado pela empresa e seus colaboradores, sempre muito atenciosos e profissionais. São duas décadas de comprometimento, criatividade e responsabilidade que contribuem de forma decisiva para o sucesso do nosso evento, a geração de negócios e experiências, tanto para os expositores quanto ao público comprador/visitante. Parabenizamos a Lume Eventos por sua trajetória e agradecemos por fazer parte dessa história com tanto comprometimento e excelência. ▪ Érika Cabral, Mostra Guaporé
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A Lume Eventos tem sido parceira de Estrela há muitos anos. Muita transparência em todos os processos, muita competência, e muita organização. As atividades e eventos sob a tutela da Lume sempre tiveram êxito, o que nos incentiva a permanecer e a ampliar essa parceria, que sempre foi renovada justamente pelos resultados que a empresa entrega ao município. Na pessoa do Rafael Fontana, quero agradecer a preocupação constante com a excelência do serviço. Muito além do que estava no contrato. A entrega sempre superou as expectativas, pois a equipe – inclusive o Fontana participa do processo integral, desde a construção dos projetos, com muitas sugestões, até a execução final, e com uma rígida prestação de contas, o que nos garante a tranquilidade e transparência junto à comunidade pois estamos tratando, muitas vezes, de dinheiro público.
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Obrigado, ▪ Ademir C. dos Santos
▪ Greici Gianesini
▪ Micheli Tonezer
▪ Alex Roveda
▪ Guilherme Giacobo
▪ Naira Laindorf
▪ Antônio Herold
▪ Gustavo Tomasi
▪ Nicole Borba
▪ Bruno Dallaqua
▪ Isabeli Moura
▪ Raquel Aschidamini
▪ Camila Borzatto
▪ Ivan Martini Fernandes
▪ Renata Agostini
▪ Camila Merlo
▪ Jucinara Schena
▪ Roger Matiello
▪ Carla Schena
▪ Juliana Botassoli
▪ Ricardo Bouvie
▪ Caroline Rodrigues
▪ Juniana Castanho Persch
▪ Samir Xavier
▪ Clarice Sartori
▪ Jussara Simonetti
▪ Taís Zortea
▪ Daiane Fachini
▪ Laura Giacomolli Tebaldi
▪ Valdecir Vieira
▪ Dandara Fachini
▪ Leidiane Vian
▪ Vanessa Paliosa
▪ Daniel Aires
▪ Lizeli Bergamaschi
▪ Vinicius Flores
▪ Dorli Krantz
▪ Lucas Pezzi
▪ Vitoria Bortoletti
▪ Eduardo Pittol
▪ Luciana Slaiffer
▪ Ygor Ferreira
▪ Elisa Tomasi
▪ Luiz Henrique Picolli
▪ Elisangela Favaretto
▪ Luiza Gelatti
▪ Fátima Carvalho
▪ Maira Laindorf
▪ Felipe Porto
▪ Marilia Zanon
Nestes 20 anos, vocês ajudaram a construir a nossa história
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PALAVRA FINAL
Escola da Vida
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ÃO HÁ FÉRIAS NA ESCOLA DA VIDA. Já nascemos matriculados e sem opção de trancar a disciplina do Agora. A gente acorda e a aula já começou, nem sempre com conteúdo leve e no horário que gostaríamos. Às vezes o dia inicia com boas notícias, outras vezes com imprevistos, perdas, decisões difíceis, e mesmo quando gostaríamos de “sair mais cedo” ou pular de ano, o convite é o mesmo: permanecer presentes e aprender com o que se apresenta. O tempo é professor constante, desses que ensinam no detalhe. Não tem pressa, mas também não faz concessões. Vai nos moldando nas pequenas rotinas, nos encontros, nas despedidas, nos ciclos que se abrem e se encerram. Às vezes ele afaga, às vezes aperta, mas nunca falta. Quando olhamos para trás, percebemos que, em meio a tantas provas silenciosas, fomos amadurecendo página por página, capítulo por capítulo. Nessa escola, somos alunos e também professores. Ensinamos pelo que fazemos, pelo que evitamos e pela forma como nos relacionamos. Há quem ensine com discursos, mas há quem ensine apenas com a forma de estar no mundo: com gentileza, com firmeza, com ética, com presença. Aprendemos nas conversas simples, nos desafios, nas escolhas e, principalmente, quando aceitamos que não sabemos tudo. A humildade é um dos requisitos para seguir adiante: quem acha que já aprendeu tudo, repete de ano. Também há matérias leves na escola da vida: a amizade que anima, a alegria que renova, as celebrações em que a gente se reconhece como parte de algo maior. São os encontros, os abraços, os projetos que dão certo, as metas alcançadas, os momentos em que nos enxergamos em movimento. Essas aulas nos lembram por que vale a pena seguir estudando. Há também matérias exigentes: a paciência quando o resultado demora, a tolerância quando o diferente provoca, o perdão quando o orgulho quer mandar. São conteúdos que não cabem em livro, exigem exercício diário. Às vezes, a lição é aprender a escutar mais e falar menos. Em outras, é sustentar um ponto de vista com firmeza, sem desrespeitar quem pensa diferente. Em todas elas, o relacionamento com o outro é o quadro-negro onde as lições se escrevem. E foi nessa escola que o associativismo entrou na minha vida como uma dessas matérias essenciais.
RAQUEL CADORE é advogada. Preside a ACI-E, Associação Comercial e Industrial de Encantado Não somente com teoria, mas como prática que sustenta e reorienta. É no “vamos juntos” que as coisas realmente acontecem. É o trabalho em grupo, pois ninguém enxerga o todo sozinho. Um percebe a urgência, outro a oportunidade; um percebe o risco, outro traz a alternativa; outro organiza o caminho. Quando somamos olhares, experiências e talentos, o resultado é sempre melhor do que qualquer esforço isolado. Quando colocamos tudo isso na mesma mesa, surgem as melhores respostas. Nem sempre são respostas fáceis, nem sempre agradam a todos, mas quase sempre são mais justas, mais responsáveis e mais sustentáveis. Associativismo é presença diária, não apenas assinatura em ata. É escutar com respeito e falar com responsabilidade. É dividir recursos, informações, ideias — e também preocupações. É celebrar as conquistas pequenas como grandes passos e reconhecer o esforço de quem está nos bastidores, fazendo o que muitas vezes não aparece, mas sustenta o que é visível. É sustentar o outro quando ele vacila e aceitar apoio quando eu vacilo. Ambos os movimentos exigem coragem: a de oferecer a mão e a de admitir que
Quando somamos olhares, experiências e talentos, o resultado é sempre melhor do que qualquer esforço isolado.
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também precisamos dela. No convívio, reaprendemos a arte de cuidar do bem comum. Entendemos que pertencer não é apenas estar perto, é contribuir. E contribuir é um jeito de amar o lugar onde vivemos. Quando nos engajamos de forma colaborativa, conseguimos o impossível. Por isso, fica um convite: se você tem vontade de ajudar, não espere um chamado formal. Procure a associação da sua cidade ou do seu bairro, da sua rua, o conselho de escola, a pastoral, a ONG. Entre, se apresente, diga “eu quero colaborar”. O trabalho voluntário é uma das melhores matérias que podemos escolher na escola da vida: amplia nosso olhar, fortalece nossa autoestima, cria laços de pertencimento e nos lembra, na prática, que temos algo valioso a oferecer. Quem doa seu tempo e seu talento (todos temos talentos) também recebe: recebe sentido, recebe propósito, recebe amigos e histórias que não cabem em boletins ou certificados. Não há férias na escola da vida, mas há pausas que viram reflexão e ajuste de rota. O final de ano costuma ser uma dessas pausas: momento em que olhamos o caminho percorrido, reconhecemos as dores e as conquistas, honramos quem caminhou ao nosso lado e revisitamos escolhas. Não para alimentar arrependimentos, mas para recolher aprendizados. Todo dia traz uma aula nova e uma chance de fazer melhor, mas alguns dias, como esses de encerramento de ciclo, nos convidam a revisar o caderno com mais calma. Talvez o diploma final dessa escola não venha em papel timbrado, com carimbo e assinatura. Talvez o verdadeiro certificado seja a serenidade de olhar para trás e dizer: aprendemos, erramos, recomeçamos — e não caminhamos sozinhos. Fomos nos transformando enquanto transformávamos, um pouco, o lugar onde vivemos. Se a vida é essa escola permanente, que possamos seguir estudando juntos: como comunidade, como associações, como pessoas que acreditam que o “nós” é sempre mais forte do que o “eu”. Que o próximo ano nos encontre assim: disponíveis para aprender, generosos para compartilhar e corajosos para continuar construindo, lado a lado, a história do nosso tempo e do nosso lugar.
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