Usuários de iPhone estão entre os alvos de uma campanha de ataques cibernéticos que utiliza anúncios e páginas da internet comprometidas para infectar dispositivos. Segundo pesquisadores de segurança digital ouvidos pela Forbes, a ameaça pode atingir pessoas que apenas navegam em sites ou visualizam publicidades, sem necessariamente clicar em links suspeitos.
A investigação identificou pelo menos 6,6 mil sites legítimos comprometidos, que somam aproximadamente 49 milhões de visitas mensais. Desse total, 248 páginas distribuem diretamente códigos maliciosos voltados a iPhones e recebem cerca de 8 milhões de visitas por mês.
De acordo com os pesquisadores, os criminosos utilizam domínios inativos e códigos antigos para inserir ferramentas de ataque em páginas legítimas. Parte dos sites funciona como porta de entrada para a distribuição de programas maliciosos, enquanto outros redirecionam os visitantes para páginas de spam.
Objetivo é acessar carteiras de criptomoedas
Conforme a investigação, uma das finalidades dos ataques é desviar recursos de carteiras de criptomoedas armazenadas nos dispositivos comprometidos.
O pesquisador Scott Helme, fundador da empresa de cibersegurança Report URI, identificou os sites infectados e trabalhou com a empresa de segurança móvel iVerify na análise da campanha. O grupo responsável foi apelidado de DeadTag.
Segundo Helme, os responsáveis estariam criando até dez novos domínios por semana com códigos maliciosos. A suspeita é de que a estrutura seja utilizada para oferecer a outros criminosos meios de distribuir conteúdos prejudiciais aos usuários.
A campanha também chama a atenção pela possibilidade de exploração de anúncios digitais. Em um dos casos relatados, uma publicidade maliciosa teria sido exibida no Instagram.
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Atualizações de segurança são fundamentais
Os ataques exploram vulnerabilidades do sistema operacional iOS. Segundo os pesquisadores, a Apple já corrigiu falhas utilizadas em ataques anteriores, mas aparelhos que não receberam as atualizações necessárias continuam mais expostos.
Os especialistas também identificaram indícios de que os responsáveis pela campanha estariam preparados para incorporar ferramentas que explorem vulnerabilidades mais recentes.
A Apple e a Meta, proprietária do Instagram, não haviam respondido aos pedidos de comentário feitos pela Forbes até a publicação da reportagem.
Como reduzir os riscos
Embora a campanha tenha sido identificada por pesquisadores internacionais, o caso reforça a importância de manter os dispositivos protegidos contra ameaças digitais.
Entre as principais medidas preventivas estão:
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Manter o iOS atualizado: instalar as atualizações de segurança disponibilizadas pela Apple.
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Evitar links suspeitos: desconfiar de anúncios, mensagens e páginas que prometem prêmios, vantagens ou oportunidades incomuns.
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Não fornecer informações confidenciais: evitar inserir senhas, dados bancários ou informações de carteiras digitais em páginas cuja autenticidade não possa ser confirmada.
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Redobrar a atenção durante a navegação: anúncios e sites aparentemente legítimos também podem ser comprometidos.
A investigação mostra que a segurança digital não depende apenas de evitar cliques em links desconhecidos. Em determinadas situações, a exploração de vulnerabilidades pode ocorrer durante a própria navegação, tornando as atualizações do sistema uma medida essencial de proteção.
Fonte: Forbes Brasil, em reportagem de Thomas Brewster, publicada em 22 de outubro de 2026. Leia a reportagem original na Forbes.










