O imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha ficará mais caro em todo o Brasil a partir de 1º de fevereiro de 2027. O reajuste foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e oficializado no Diário Oficial da União. A mudança também vale para o Rio Grande do Sul e poderá pressionar os custos de abastecimento, transporte e despesas domésticas.
Com a atualização, o ICMS da gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro. No diesel, o valor aumentará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Já o imposto sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado no gás de cozinha, subirá de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
O diesel terá a maior elevação proporcional, de aproximadamente 11,1%. Na gasolina, o aumento será de 4,5%, enquanto no gás de cozinha ficará em cerca de 4,8%.
Quanto o aumento representa
A diferença no imposto da gasolina será de R$ 0,07 por litro. Em um abastecimento de 50 litros, isso representa R$ 3,50 a mais na parcela tributária, caso o reajuste seja integralmente repassado ao preço final.
No diesel, a diferença será de R$ 0,13 por litro. Para um veículo que abasteça 200 litros, o acréscimo correspondente ao imposto será de R$ 26.
No gás de cozinha, a elevação de R$ 0,07 por quilo representa R$ 0,91 em um botijão de 13 quilos.
Os cálculos consideram somente a variação do ICMS. O preço final dos combustíveis e do gás também depende dos custos de produção, distribuição, transporte e comercialização, além das margens praticadas pelos fornecedores e revendedores.
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Como é definido o reajuste
Desde 2023, o ICMS sobre esses combustíveis é cobrado por meio de valores fixos por unidade de medida, em vez de um percentual aplicado diretamente sobre o preço de venda. O modelo foi estabelecido pela Lei Complementar nº 192/2022.
A atualização dos valores é feita anualmente com base nos preços médios dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para o reajuste de 2027, foram considerados os preços médios registrados entre fevereiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
A decisão foi formalizada por meio dos Convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, aprovados pelo Confaz em 27 de outubro e publicados no dia seguinte.
Impacto pode chegar ao transporte e aos produtos
O aumento do imposto sobre o diesel merece atenção por causa da utilização do combustível no transporte rodoviário de cargas e passageiros. Caso parte do custo seja repassada pelas transportadoras, poderá haver pressão adicional sobre o frete e, indiretamente, sobre os preços de mercadorias.
No Vale do Taquari, onde o transporte rodoviário tem papel importante na circulação de produtos e no escoamento da produção, o comportamento dos preços será um dos pontos a acompanhar nos próximos meses.
O reajuste, entretanto, não significa que os preços nos postos ou nos revendedores de gás subirão necessariamente na mesma proporção do imposto. O repasse depende das condições de mercado e da composição dos preços finais.









