Polícia civil

Golpe dos nudes: operação mira grupo que se passava por delegado

Três investigados são alvo de mandados de prisão preventiva; dois estavam no sistema prisional na época dos fatos

Silas Santos3 min de leitura
Policial da Polícia Civil do Rio Grande do Sul durante operação contra esquema de extorsão digital.
Policial da Polícia Civil do Rio Grande do Sul durante operação contra esquema de extorsão digital.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Persona Ficta, para combater um esquema de extorsão digital conhecido como golpe dos nudes. Três investigados são alvo de mandados de prisão preventiva. Segundo a corporação, dois deles estavam no sistema prisional gaúcho na época dos fatos.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam perfis falsos em aplicativos de mensagens para atrair vítimas para conversas de cunho sexual. Depois, exigiam dinheiro sob ameaça de divulgar imagens íntimas a familiares, amigos e colegas de trabalho.

Em uma das abordagens, um dos investigados teria se passado por delegado de Polícia para aumentar a pressão sobre a vítima e exigir o pagamento.

Investigação começou após ameaças pelo WhatsApp

O caso que deu origem à apuração foi registrado após uma vítima relatar que, em 15 de abril de 2026, começou a trocar mensagens e imagens de cunho sexual pelo WhatsApp com um perfil que se apresentava como mulher.

Na sequência, outros envolvidos passaram a ameaçá-la com a divulgação do material íntimo. As cobranças também foram direcionadas a um amigo da vítima, que foi procurado para auxiliar no pagamento.

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Segundo a investigação, a mesma linha telefônica utilizada pelo falso policial foi relacionada a outras duas ocorrências, registradas em novembro de 2025 e março de 2026, em municípios do interior do Rio Grande do Sul.

Nesses casos, o procedimento teria sido semelhante: após o contato inicial com um perfil feminino, as vítimas eram procuradas por alguém que se apresentava falsamente como autoridade policial e exigia dinheiro para evitar supostas consequências legais.

Prisões preventivas

A Justiça decretou a prisão preventiva dos três investigados. De acordo com a Polícia Civil, o fato de dois deles estarem presos não impediu o acesso aos meios de comunicação utilizados nas práticas investigadas.

A operação busca responsabilizar os envolvidos por condutas que podem configurar, em tese, os crimes de extorsão, falsa identidade e associação criminosa.

As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação de cada suspeito no esquema.

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