Um morador de Lajeado foi o primeiro paciente do Rio Grande do Sul a passar por uma cirurgia cardíaca robótica intracardíaca. Eduardo Menegazzi, de 48 anos, foi submetido ao procedimento em 26 de outubro, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Após cinco dias de internação, recebeu alta no sábado (31) e voltou para casa, no Vale do Taquari.
A intervenção foi realizada para corrigir uma insuficiência na válvula mitral, estrutura que controla a passagem do sangue dentro do coração. A alteração provocava o retorno do sangue em sentido contrário ao adequado. Os médicos realizaram uma plastia, técnica utilizada para reconstruir a válvula e recuperar seu funcionamento.
O diferencial da operação está no acesso ao coração. Em vez de abrir o esterno, osso localizado na região central do peito, como ocorre em determinadas cirurgias convencionais, os profissionais utilizaram pequenas incisões no tórax para introduzir os instrumentos cirúrgicos.
A tecnologia robótica permite que o cirurgião acompanhe a operação por meio de imagens tridimensionais ampliadas e controle instrumentos capazes de executar movimentos bastante precisos. O equipamento não trabalha sozinho: os movimentos dos braços robóticos são comandados pelo médico a partir de um console.
A equipe responsável foi coordenada pelos cirurgiões cardiovasculares Eduardo Saadi e Rodrigo Saadi. A preparação envolveu meses de organização e a participação de diferentes setores do hospital, incluindo profissionais de anestesia, perfusão, ecocardiografia e enfermagem.
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A recuperação de Eduardo também chamou atenção. Em relato divulgado após a cirurgia, o paciente informou que já conseguia caminhar e realizar atividades cotidianas, como tomar banho, sem auxílio. Ele ainda relatava dores ocasionais, mas apresentava evolução positiva.
Tecnologia para casos selecionados
A cirurgia robótica intracardíaca amplia as possibilidades de tratamento de doenças cardiovasculares sem a necessidade de grandes incisões. Entre os benefícios potenciais estão menor trauma cirúrgico, redução da dor e recuperação mais rápida.
A técnica, entretanto, não é indicada para todos os pacientes. A possibilidade de utilização depende das características anatômicas e das condições clínicas de cada pessoa, avaliadas pelas equipes de cardiologia e cirurgia cardiovascular.
Com a realização do procedimento, o Hospital Moinhos de Vento passa a oferecer essa modalidade de cirurgia no Rio Grande do Sul para pacientes que preencham os critérios médicos necessários.







