Infraestrutura no vale

Após concessão fracassada, R$ 1,5 bilhão pode ser destinado às estradas do Vale

Governo e lideranças discutem alternativas para aplicar recursos do Funrigs após impasse na concessão do Bloco 2; ligação entre Venâncio Aires e Encantado está entre as prioridades regionais

Silas Santos3 min de leitura
Veículo passa por praça de pedágio na rodovia do Vale do Taquari, região que pode receber investimentos em infraestrutura viária.
Veículo passa por praça de pedágio na rodovia do Vale do Taquari, região que pode receber investimentos em infraestrutura viária.

A destinação de R$ 1,5 bilhão para obras nas rodovias do Vale do Taquari voltou ao centro das articulações políticas nesta quarta-feira, 4 de novembro. Uma das alternativas em discussão prevê que os recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) sejam destinados a um fundo vinculado ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), permitindo que o próprio poder público conduza investimentos na infraestrutura viária.

A possibilidade foi discutida em reunião do conselho do Funrigs, conforme informou o diretor de logística da CIC-VT, Nilto Scapin, ao Grupo A Hora. A proposta ainda não foi oficializada.

A discussão ganhou força após o fracasso do leilão de concessão do Bloco 2, que não recebeu propostas de empresas interessadas. O pacote previa melhorias em rodovias do Vale do Taquari e da região Norte do Estado.

Entre as principais reivindicações regionais está a duplicação da ligação entre Venâncio Aires e Encantado, pelas rodovias RSC-453 e ERS-130. Também estão em avaliação intervenções nas conexões de Teutônia, com possibilidade de investimentos na Via Láctea ou na Rota do Sol, entre Estrela e Teutônia.

Diferentes caminhos para aplicar o dinheiro

Uma das propostas em discussão foi apresentada pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT), que defende a criação de um fundo específico para preservar os R$ 1,5 bilhão e garantir que o dinheiro seja aplicado em infraestrutura rodoviária.

O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, sob relatoria do deputado Beto Fantinel (MDB). A proposta prevê gestão dos recursos pelo Daer ou pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).

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Outra possibilidade é transferir diretamente os valores à EGR, sem a necessidade de criar um novo fundo.

O deputado eleito Roberto Lucchese (MDB) também participa das articulações e busca apoio parlamentar e diálogo com os governos atual e futuro para definir a destinação do dinheiro.

Orçamentos e prioridades

As entidades regionais trabalham na atualização dos custos das obras junto à EGR. A revisão deve ajudar a definir quais intervenções poderão ser executadas com os recursos disponíveis.

A mobilização reúne representantes de associações de municípios e vereadores, CIC-VT, Codevat e lideranças políticas.

Apesar das alternativas em discussão, ainda não existe definição sobre a divisão dos recursos, o formato de execução ou o cronograma das obras.

Para o Vale do Taquari, a definição é estratégica. A ampliação da capacidade das rodovias estaduais é uma das principais reivindicações regionais, tanto pela segurança dos motoristas quanto pela necessidade de melhorar o transporte de pessoas e mercadorias.

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