A destinação de R$ 1,5 bilhão para obras nas rodovias do Vale do Taquari voltou ao centro das articulações políticas nesta quarta-feira, 4 de novembro. Uma das alternativas em discussão prevê que os recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) sejam destinados a um fundo vinculado ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), permitindo que o próprio poder público conduza investimentos na infraestrutura viária.
A possibilidade foi discutida em reunião do conselho do Funrigs, conforme informou o diretor de logística da CIC-VT, Nilto Scapin, ao Grupo A Hora. A proposta ainda não foi oficializada.
A discussão ganhou força após o fracasso do leilão de concessão do Bloco 2, que não recebeu propostas de empresas interessadas. O pacote previa melhorias em rodovias do Vale do Taquari e da região Norte do Estado.
Entre as principais reivindicações regionais está a duplicação da ligação entre Venâncio Aires e Encantado, pelas rodovias RSC-453 e ERS-130. Também estão em avaliação intervenções nas conexões de Teutônia, com possibilidade de investimentos na Via Láctea ou na Rota do Sol, entre Estrela e Teutônia.
Diferentes caminhos para aplicar o dinheiro
Uma das propostas em discussão foi apresentada pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT), que defende a criação de um fundo específico para preservar os R$ 1,5 bilhão e garantir que o dinheiro seja aplicado em infraestrutura rodoviária.
O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, sob relatoria do deputado Beto Fantinel (MDB). A proposta prevê gestão dos recursos pelo Daer ou pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).
Receba as principais do dia no WhatsApp
Sem spam. Você sai quando quiser.
Outra possibilidade é transferir diretamente os valores à EGR, sem a necessidade de criar um novo fundo.
O deputado eleito Roberto Lucchese (MDB) também participa das articulações e busca apoio parlamentar e diálogo com os governos atual e futuro para definir a destinação do dinheiro.
Orçamentos e prioridades
As entidades regionais trabalham na atualização dos custos das obras junto à EGR. A revisão deve ajudar a definir quais intervenções poderão ser executadas com os recursos disponíveis.
A mobilização reúne representantes de associações de municípios e vereadores, CIC-VT, Codevat e lideranças políticas.
Apesar das alternativas em discussão, ainda não existe definição sobre a divisão dos recursos, o formato de execução ou o cronograma das obras.
Para o Vale do Taquari, a definição é estratégica. A ampliação da capacidade das rodovias estaduais é uma das principais reivindicações regionais, tanto pela segurança dos motoristas quanto pela necessidade de melhorar o transporte de pessoas e mercadorias.










