Política

Último debate coloca disputa pelas duas vagas ao Senado no centro da campanha no RS

A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado entra hoje em um de seus momentos decisivos da campanha. A partir das 13h15, oito candidatos participam do último debate antes da votação de domingo, 4 de outubro. O encontro é promovido pelo Correio do Povo, Rádio Guaíba e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), em Porto Alegre.

Participam Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d’Ávila (PSOL), Marcel van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). Ao todo, o Estado tem 13 candidaturas registradas ao Senado, mas o debate reúne os postulantes de partidos com representação no Congresso Nacional.

O encontro ocorre após uma sequência de debates marcada por divergências mais acentuadas entre os candidatos. A expectativa é de que, além da apresentação de propostas, temas como segurança pública, combate ao crime organizado, infraestrutura, juros, reforma administrativa e tributária, relação com o Supremo Tribunal Federal e fortalecimento da representação gaúcha em Brasília ganhem espaço. Esses assuntos já apareceram em encontros anteriores da campanha.

O que defendem os candidatos

Entre as principais bandeiras apresentadas durante a campanha, Sanderson tem priorizado segurança pública, combate ao crime organizado e críticas à atuação de ministros do STF. Rigotto defende o Fundo Constitucional para a Região Sul, renegociação da dívida estadual, integração das forças de segurança e mudanças nas regras relacionadas ao Supremo.

Van Hattem destaca flexibilização das relações de trabalho, mudanças na legislação envolvendo o STF e investimentos em infraestrutura, especialmente ferrovias e hidrovias. Manuela d’Ávila tem defendido redução dos juros, reindustrialização, combate aos golpes digitais e políticas relacionadas aos impactos das redes sociais.

Paulo Pimenta apresenta como bandeiras a articulação de projetos de interesse do Estado, investimentos em infraestrutura e ferrovias e medidas para evitar aumento da carga tributária. Frederico Antunes defende reforma administrativa, equilíbrio fiscal, segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo.

Renato Jaguarão propõe revisão do pacto federativo, Fundo Constitucional para o Sul, Zona Franca do Pampa e redução da estrutura administrativa federal. Milton Cardoso concentra seu discurso em críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal.

Pesquisa divulgada hoje mostra disputa aberta

O debate ocorre no mesmo dia da divulgação de uma nova pesquisa Real Time Big Data. No levantamento, Marcel van Hattem registra 23%, Sanderson 19%, Manuela d’Ávila 18%, Paulo Pimenta 16% e Germano Rigotto 12%. Frederico Antunes aparece com 4%, enquanto Milton Cardoso tem 1%. Os demais candidatos somados registram percentuais menores no levantamento.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 24 e 28 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número RS-05412/2026. Pela margem de erro, há situações de empate técnico entre candidatos próximos nas intenções de voto.

Outros levantamentos recentes apresentaram números diferentes, reforçando que as pesquisas representam retratos de momentos, metodologias e amostras específicas. Pesquisa Paraná divulgada em 19 de setembro, por exemplo, apontava Manuela d’Ávila com 32,2%, Van Hattem com 29,5%, Pimenta com 25,4%, Sanderson com 21,2% e Rigotto com 20,6%.

Duas escolhas na urna

Diferentemente da eleição para governador ou presidente, o eleitor gaúcho poderá votar em dois candidatos diferentes para o Senado. Serão eleitos diretamente no primeiro turno os dois mais votados, para mandatos de oito anos. As cadeiras atualmente ocupadas por Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) estão em disputa.

Com duas vagas e diferentes levantamentos mostrando proximidade entre vários candidatos, o debate de hoje será uma das últimas oportunidades para que eles confrontem diretamente propostas e apresentem seus argumentos ao eleitorado antes da votação.

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