Risco geológico

Chuva mantém Muçum e região sob atenção para deslizamentos

Cemaden aponta risco moderado de movimentos de massa no entorno de Santa Cruz do Sul e Lajeado nesta segunda-feira

Silas SantosAtualizado em 10/10/2026 às 23h053 min de leitura
Mapa do Cemaden mostra áreas de risco de deslizamento no Vale do Taquari, região de Muçum.
Mapa do Cemaden mostra áreas de risco de deslizamento no Vale do Taquari, região de Muçum.

Muçum A combinação entre chuva forte e a condição de saturação do solo mantém o Vale do Taquari em atenção para possíveis deslizamentos nesta segunda-feira (21). O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classificou como moderada a possibilidade de ocorrência de movimentos de massa na Região Geográfica Intermediária de Santa Cruz do Sul–Lajeado, onde está Muçum.

De acordo com a atualização do órgão, pancadas de chuva de intensidade moderada a forte podem produzir volumes elevados de precipitação ao longo do dia e provocar deslizamentos pontuais em encostas. O alerta considera as condições atuais de risco e a previsão meteorológica para a região.

A situação ocorre em meio a uma mudança significativa nas condições do tempo no Rio Grande do Sul. Segundo a Defesa Civil estadual, a segunda-feira tem previsão de chuva intensa e volumosa em áreas da metade Norte, com possibilidade de acumulados superiores a 150 milímetros em 12 horas em alguns pontos.

Além do risco geológico, o Cemaden também classificou como moderada a possibilidade de ocorrência de eventos hidrológicos na Região Geográfica Intermediária de Santa Cruz do Sul–Lajeado. Entre os fenômenos considerados estão enxurradas, alagamentos urbanos e extravasamento de canais de drenagem.

A classificação do Cemaden não significa que um deslizamento esteja ocorrendo em Muçum. Trata-se de uma previsão de risco para a região, baseada na possibilidade de chuva intensa e nas características dos terrenos suscetíveis a movimentos de massa.

Moradores de áreas de encosta devem observar sinais de instabilidade, como rachaduras no terreno ou em imóveis, movimentação de muros, árvores e postes, além de alterações no solo. Em caso de situação de risco, a orientação é deixar o local e procurar um ponto seguro, seguindo as orientações da Defesa Civil.

O cenário permanece sujeito a atualizações conforme a evolução da chuva e das condições do terreno.

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