O Brasil permanece na primeira posição do ranking mundial de juros reais. O país chegou a 9,49% ao ano, segundo levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, divulgado após a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, na quarta-feira (4).
O resultado representa uma alta em relação ao levantamento anterior, de setembro, quando os juros reais brasileiros estavam em 8,45%.
Na sequência do ranking aparecem Turquia, com 7,77%; Argentina, com 6,80%; Rússia, com 6,57%; e Colômbia, com 4,05%. A média entre as 40 economias analisadas ficou em 1,28% ao ano.
Por que os juros brasileiros são tão altos?
Os juros reais representam a taxa de juros descontada a inflação esperada. No levantamento, o cálculo considera os juros projetados pelo mercado para os próximos 12 meses e a expectativa de inflação para o mesmo período.
No Brasil, a inflação projetada utilizada foi de 4,99%, conforme o boletim Focus do Banco Central.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros permanecem elevados, o crédito fica mais caro, o que tende a reduzir o consumo e os investimentos.
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O que muda para a população?
Na prática, os efeitos aparecem em diferentes áreas da economia. Quem precisa financiar um veículo, comprar um imóvel ou contratar um empréstimo pode encontrar condições mais caras.
As empresas também sentem os efeitos, principalmente quando precisam recorrer a crédito para manter operações, comprar equipamentos ou ampliar suas atividades.
Por outro lado, os juros elevados podem beneficiar quem possui dinheiro aplicado em investimentos de renda fixa vinculados às taxas de juros.
Banco Central interrompeu sequência de cortes
A decisão de manter a Selic em 13,75% interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas realizadas pelo Copom ao longo de 2026.
O Banco Central justificou a cautela pelo cenário de incertezas econômicas, pelas expectativas de inflação acima da meta e pelos riscos relacionados ao ambiente internacional.
O comitê não indicou quando poderá retomar os cortes. A próxima reunião está prevista para os dias 8 e 9 de dezembro.









