Sem reconhecer vitória

Trump chama eleições no Brasil de ‘grande vergonha’ e evita parabenizar Lula

Presidente dos EUA afirma que petista pediu neutralidade e cita reação negativa do mercado financeiro

Silas Santos2 min de leitura
Homem em terno azul e gravata vermelha discursa diante de multidão em comício.
Homem em terno azul e gravata vermelha discursa diante de multidão em comício.Foto: LAURA BRETT/EFE/EPA)

Mundo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar duramente o processo eleitoral brasileiro nesta quinta-feira (29) e evitou reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de domingo (25). Questionado por jornalistas, o republicano classificou a eleição como uma ‘grande vergonha’ e um ‘grande constrangimento para o povo do Brasil’.

‘Vou falar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil’, respondeu Trump ao ser perguntado se reconhece a vitória do petista. Ao ser questionado sobre quem achava o verdadeiro vencedor, desconversou: ‘Não quero comentar isso agora’.

Trump revelou que foi procurado pelo próprio Lula para que não tomasse partido na disputa. ‘Eu assisti à eleição, eu não tomei partido. Eu deixei rolar. O atual presidente me pediu para não tomar partido’, afirmou. O republicano usou a reação do mercado financeiro para sustentar sua avaliação: ‘O mercado diz tudo, só dê uma olhada no mercado. O mercado deles foi para o chão. Acho que foi uma situação vergonhosa para o Brasil’.

As declarações ocorrem um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do candidato derrotado, ter chegado aos Estados Unidos com visto humanitário concedido pelo governo americano.

Pedido de neutralidade

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, Trump já havia feito referência ao processo eleitoral brasileiro durante telefonema com Lula em agosto. Na ocasião, o petista afirmou que a disputa transcorria de forma tranquila e que o sistema eleitoral brasileiro é seguro.

Havia um entendimento interno na campanha de Lula de que um eventual apoio de Trump a um candidato poderia ser mais prejudicial do que benéfico, percepção embasada no impacto interno causado pelo tarifaço aplicado pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros.

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