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Professores estaduais do RS terão 14º salário se escolas atingirem metas no Ideb

Programa também prevê prêmios em dinheiro para alunos com bom desempenho e frequência nas avaliações.

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O governo do Rio Grande do Sul anunciou um programa que prevê pagamento de bônus a professores, diretores e servidores da rede estadual se as escolas alcançarem metas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Alunos também poderão receber prêmios de até R$ 3 mil.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (13) pelo governador Eduardo Leite (PSD), como parte do Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha.
Para professores e demais servidores, o valor poderá chegar ao equivalente a um 14º salário. Já para os alunos, os critérios variam e as premiações vão de R$ 500 a R$ 3 mil.

Segundo o governo, a medida busca estimular o desempenho e a frequência escolar. O programa deve ser regulamentado e implementado ainda em 2025.

Como funcionará o pagamento

Profissionais da educação

  • Bônus equivalente a até um salário extra pelo desempenho no Ideb;

  • Escolas sem meta definida serão avaliadas por outros indicadores de rendimento;

  • Bonificação proporcional aos resultados de cada unidade;

  • Premiação adicional para diretores e coordenadores conforme frequência dos alunos.

Estudantes

  • Melhores colocados no Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do RS (Saers):

    • 1º lugar por turma: R$ 3 mil

    • 2º lugar: R$ 2 mil

    • 3º lugar: R$ 1 mil

  • Sorteios e prêmios no Simulado e no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb);

  • Participação mínima de 80% da turma para ter direito à premiação.

As provas do Saeb em 2025 avaliarão turmas do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio, em Língua Portuguesa e Matemática, e parte das turmas também em Ciências Humanas e da Natureza.

Reação do sindicato

O CPERS Sindicato criticou a proposta, classificando-a como “lógica meritocrática” que desconsidera as condições reais das escolas e divide a categoria. Em nota, a entidade afirmou que a valorização da educação deve ocorrer com piso salarial, plano de carreira e investimentos permanentes, e não com prêmios pontuais que não se incorporam ao salário.

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