#ColunaDaMari | Foguetes

Foguetes
“Escuta aí o barulho do foguete, ó!” — como na música dos sertanejos Zé Neto e Cristiano, o tal barulho ecoou nos arredores da Igreja Matriz no último sábado e acabou levando até o Padre à Delegacia. Obviamente, para se defender das acusações feitas por ativistas da causa animal, já que, até agora, ninguém sabe ao certo de onde os fogos realmente partiram. Para completar o enredo, no exato momento dos estrondos, o Padre celebrava um casamento que precisou ser interrompido por causa do barulho. Mas, como eu sempre digo, os “revolucionários alecrins dourados” das redes sociais de Encantado merecem um estudo da NASA. Do conforto de sua residência, alguém teve a brilhante ideia de publicar em um grupo: “Foguetes em Encantado na Igreja Matriz”, como se estivesse prestando um grande serviço à humanidade. Afinal, muita gente também escutou o barulho — eu incluída — e, como muitos, percebi que os ruídos vinham dos arredores da Igreja, e não necessariamente da Igreja. Para piorar a situação da Paróquia, que é ponto de referência naquela região, outro “alecrim dourado” se apressou em notificar oficialmente a Matriz, mesmo sem prova alguma de que os fogos partiram dali. E notificou mesmo! No início da semana, todos os telefones da Paróquia receberam um documento com protocolos da denúncia enviada ao Ministério Público, obrigando o Padre a largar seus deveres sacerdotais — que não são poucos — para se defender das acusações. Não estou aqui para julgar intenções. Existe lei estadual proibindo fogos acima de 100 decibéis, e isso é fato. Mas investigar um pouco mais antes de apontar o dedo seria, no mínimo, prudente. Caso houvesse confirmação, aí sim: que se recorresse às vias legais. O problema é que denúncias infundadas também geram custos ao Estado, sobrecarregam um sistema já saturado e acabam entrando na conta do contribuinte. Em tempos de discursos inflamados contra “desperdício de dinheiro público”, vale lembrar: denúncia sem prova também é desperdício.
Loja Alecrim Dourado
Aproveito para falar de outro “alecrim dourado” — este aqui, no melhor sentido possível. A Loja Alecrim Dourado inaugura neste sábado, bem no coração de Encantado. Nascida pequenininha, como um ateliê onde cada detalhe era feito manualmente com muito carinho pelo meu querido afilhado Pedro Otávio Ganassini e sua mãe Aline, a marca transforma sentimentos em beleza. Agora, renasce com um propósito ainda mais claro: um estúdio de criação de velas personalizadas, peças únicas, feitas com aroma e intenção. E a dinda coruja e bairrista aqui não poderia deixar de parabenizar meu pequeno — mas gigante — menino empreendedor, que, mesmo diante das dificuldades que só quem ousa empreender conhece, teve a coragem de sonhar alto e ainda encorajar a mãe e sócia a mergulhar nesse projeto ousado e inovador. Fica o convite: passem lá para conhecer esse espaço cheio de luz, de afeto e de cheiros que abraçam. Na galeria Peretti (Julio de Castilhos, 1235 – 4º andar, sala 411).
Dica
Prestigie a ação do Rotary na próxima sexta-feira!!!!







