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Música feita por IA com vozes de Luísa Sonza e Dilsinho bate 2 milhões de plays e é retirada do Spotify

Canção gerada por inteligência artificial usou vozes de Luísa Sonza e Dilsinho sem permissão, viralizou nas redes e foi retirada da plataforma após repercussão.

reportagem2 min de leitura

A música A Sina de Ofélia, criada por inteligência artificial com vozes clonadas de Luísa Sonza e Dilsinho, chegou a ocupar a 47ª posição entre as mais ouvidas do Brasil no Spotify, com quase 2 milhões de reproduções. A versão, inspirada em um sucesso de Taylor Swift, foi removida da plataforma poucos dias após viralizar.

A autoria da criação permanece indefinida, e o caso reforça o vácuo legal sobre obras feitas por IA, que ainda não são regulamentadas pela legislação brasileira.


Música reapareceu e desapareceu novamente

A canção já havia sido retirada do ar anteriormente, mas retornou ao Spotify nos últimos dias de dezembro. Com o avanço nas reproduções e intensa divulgação nas redes sociais, voltou a ser alvo de questionamentos.

Não se sabe oficialmente se a remoção foi solicitada pela equipe de Taylor Swift, pela própria Luísa Sonza ou pelo Spotify.


Spotify promete medidas contra uso indevido

Desde setembro, a plataforma de música anunciou novas regras para combater o uso de IA, incluindo clonagem de vozes, spam e fraudes no sistema de streaming. Em nota na época, o chefe de música do Spotify, Charlie Hellman, afirmou que o foco da empresa é proteger artistas reais de conteúdos artificiais não autorizados.


Reações divididas nas redes sociais

A popularidade da música dividiu opiniões. Um vídeo em que a própria Luísa Sonza aparece dublando a faixa impulsionou ainda mais o sucesso da versão, que acumula quase 7 milhões de visualizações nas redes. Fãs pedem uma gravação oficial.

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“Se você viciou, imagine nós. Nos salva dessa sina de Ofélia”, comentou uma internauta.

Por outro lado, muitos usuários criticaram a banalização de músicas geradas por IA. Nas redes, mensagens irônicas e memes marcaram a discussão sobre o conteúdo.


Debate jurídico ainda sem resposta

A criação por IA esbarra em um ponto sensível da legislação. A Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) considera protegidas apenas obras criadas por pessoas físicas, o que exclui automaticamente criações feitas apenas por máquinas. Além disso, o uso de vozes sem consentimento pode configurar violação de imagem e identidade sonora — o que é passível de punição.

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