
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, fechou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26%, abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Com isso, a inflação ficou dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, cujo teto era de 4,5%.
Esse foi o menor resultado anual desde 2018, quando o índice fechou em 3,75%. O desempenho foi influenciado principalmente pela queda nos preços dos alimentos, com destaque para o arroz e o leite, e pela estabilidade de preços da alimentação no domicílio, que acumulou variações negativas por seis meses seguidos.
Energia elétrica lidera impactos
Apesar da desaceleração no geral, o grupo habitação teve forte alta em 2025, com variação de 6,79% e impacto de 1,02 ponto percentual no índice. O principal responsável foi o item energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no ano e gerou o maior impacto individual sobre a inflação anual (0,48 ponto percentual).
Outros grupos com influência relevante foram:
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Educação: alta de 6,22%
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Despesas pessoais: 5,87%
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Saúde e cuidados pessoais: 5,59%
Juntos, esses quatro grupos responderam por 64% da inflação do ano.
Alimentos ajudaram a segurar o índice
O grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no índice, desacelerou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. A alimentação no domicílio, que em 2024 subiu 8,23%, teve alta de apenas 1,43% no ano passado. Entre os itens com maior queda destacam-se:
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Arroz: -26,56%
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Leite longa-vida: -12,87%
Ambos contribuíram para segurar o índice geral, com impactos negativos de -0,20 p.p. e -0,10 p.p., respectivamente.






