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Irã planeja executar jovem de 26 anos detido em protestos contra o regime

Manifestante de 26 anos foi preso em Karaj durante protestos contra o governo e enfrenta pena de morte após processo considerado irregular por organizações de direitos humanos

O regime do Irã deve executar nesta quarta-feira (14) o jovem Erfan Soltani, de 26 anos, detido durante a onda de protestos que desafia o governo dos aiatolás. A informação foi divulgada por organizações de direitos humanos e veículos internacionais.

Soltani vivia na cidade de Karaj e trabalhava no setor de vestuário. Segundo relatos de pessoas próximas, era apaixonado por moda e havia iniciado recentemente um emprego em uma empresa privada da área. Ele foi preso dentro de casa, sob acusação de ligação com os protestos.

Processo rápido e sem direito à defesa

De acordo com a Organização Hengaw para Direitos Humanos, o jovem foi detido na última semana e não teve acesso a advogado, nem passou por audiência judicial. A família teria sido informada da sentença poucos dias após a prisão e autorizada a uma visita de despedida de cerca de dez minutos.

Ainda segundo a entidade, a irmã de Soltani, que é advogada, foi impedida de acessar o processo por vias legais. O caso é descrito como um julgamento “rápido e obscuro”, sem garantias mínimas de defesa.

Protestos já deixaram milhares de mortos

A iminente execução ampliou a pressão internacional sobre o regime iraniano. Organizações independentes apontam que mais de 2.400 manifestantes foram mortos desde o início dos atos, que já entram na terceira semana. Outros 18 mil foram detidos, segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA).

O governo iraniano tem intensificado a repressão, enquanto líderes internacionais acompanham o avanço da crise. As autoridades do país afirmam que as manifestações são incentivadas por potências estrangeiras e classificam as execuções como aplicação da lei interna.

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