#NaModaComBrenda | Os anos 80 tinham algo que perdemos…
Para iniciar 2026 refletindo sobre os anos 80, e como uma geração influencia na moda

A moda dos anos 80 foi um verdadeiro espetáculo visual. Cores vibrantes, contrastes ousados e uma estética que celebrava o excesso marcaram uma década em que vestir-se era uma forma explícita de expressão. Rosa-choque, verde-limão, azul elétrico e roxo conviviam em um mesmo look sem medo do exagero. Estampas geométricas, animal print, lurex e tecidos sintéticos reforçavam essa energia vibrante que dominava ruas, passarelas e pistas de dança.
Mais do que tendência, a moda oitentista refletia o espírito de uma época: otimismo, liberdade criativa e desejo de se destacar. Ombreiras exageradas, volumes marcados e combinações improváveis transmitiam poder, atitude e individualidade. A roupa não era discreta — ela falava alto, ocupava espaço e comunicava identidade.
Em contraste, a moda contemporânea caminha majoritariamente para o minimalismo. A paleta atual privilegia tons neutros como bege, off-white, cinza, preto e marrom. As modelagens são limpas, funcionais e silenciosas. Menos informação visual, mais foco na qualidade do tecido, no corte preciso e na versatilidade. O luxo hoje muitas vezes está no detalhe quase imperceptível.
Essa mudança não é aleatória. O minimalismo surge como resposta a um mundo acelerado e saturado de estímulos. Em tempos de consumo consciente, sustentabilidade e busca por atemporalidade, vestir-se de forma simples se tornou sinônimo de sofisticação e equilíbrio. A moda atual valoriza o “menos é mais”, enquanto os anos 80 celebravam o “mais é melhor”.
Se os anos 80 eram sobre ousar e chamar atenção, o presente fala sobre desacelerar e escolher com intenção. Duas linguagens diferentes, ambas legítimas, que revelam como a moda acompanha — e traduz — os desejos, medos e valores de cada geração.
Use os anos 80 como referência, não como reprodução.









