Brasil inicia extinção definitiva dos telefones públicos
Mais de 38 mil aparelhos ainda estão espalhados pelo país; retirada em massa começou em janeiro e seguirá até 2028 em locais sem sinal de celular.

A partir de janeiro, o Brasil inicia a remoção definitiva dos telefones públicos, após o encerramento das concessões de telefonia fixa. Segundo a Anatel, mais de 38 mil orelhões ainda estão espalhados pelo país, mas a maioria já está inativa ou em desuso.
Fim da obrigatoriedade legal
O desligamento dos orelhões se tornou possível após o término, em 2025, das concessões das cinco empresas responsáveis pelo serviço: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. Com o fim dos contratos, essas operadoras deixam de ter a obrigação legal de manter a estrutura dos telefones públicos.
Remoção começa em 2026
A remoção em massa começou neste mês de janeiro, com foco em carcaças e aparelhos desativados. Apenas municípios sem cobertura de rede celular ainda manterão os equipamentos, e mesmo assim, apenas até 2028.
Segundo a Anatel, a extinção dos orelhões já era um processo em andamento:
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Em 2020, o país ainda tinha cerca de 202 mil aparelhos
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Em 2026, restam 38 mil, dos quais
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33 mil estão ativos
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Cerca de 4 mil em manutenção
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Recursos irão para banda larga
Como compensação pela retirada dos telefones públicos, a Anatel determinou que as operadoras redirecionem os investimentos para redes de banda larga e telefonia móvel, áreas hoje dominantes na comunicação do país.
O uso de orelhões se tornou praticamente irrelevante nos últimos anos, com a popularização dos celulares e o avanço da internet móvel.






