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Trump volta a exigir a Groenlândia, descarta uso da força e pressiona Europa e Otan

Presidente dos EUA diz que não usará força, mas ameaça retaliação caso aliados rejeitem negociação

Em discurso no Fórum Econômico Mundial, nesta quarta-feira (21), em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que os EUA desejam adquirir a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Embora tenha garantido que não usará força militar, o presidente norte-americano ameaçou aliados da Otan e criticou duramente a Europa.

“Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia (…). Vocês podem dizer sim e nós apreciaremos muito, ou podem dizer não, e nós lembraremos”, disse Trump.

Durante o pronunciamento, Trump classificou a Dinamarca como “ingrata” e afirmou que a Groenlândia deveria ter permanecido sob controle dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Afirmou ainda que só os Estados Unidos seriam capazes de garantir a segurança do território, devido à sua posição estratégica no Ártico.

Tensão com aliados europeus

A declaração provocou reações imediatas:

  • França propôs exercício militar da Otan na Groenlândia

  • UE afirmou estar “preparada para agir” diante de ameaças

  • Dinamarca estuda enviar até 1.000 soldados à ilha ainda em 2026

  • Otan respondeu que a segurança da Europa não depende dos EUA

Até lideranças da extrema direita europeia criticaram Trump. O francês Jordan Bardella afirmou que o continente precisa optar entre “submissão ou soberania”.

Apesar da pressão, o governo dinamarquês reiterou que não há negociação em curso para a venda da Groenlândia, território estratégico e rico em recursos naturais.

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