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Veja quem são os famosos que recomendaram o Will Bank, e o que acontece com os clientes

Mercado financeiro brasileiro foi abalado nesta semana com o decreto de liquidação extrajudicial do *Will Bank*, emitido pelo Banco Central (BC). A instituição, que acumulava uma base de cerca de 12 milhões de clientes, teve suas atividades encerradas devido ao comprometimento de sua situação econômico-financeira.

A notícia pegou correntistas de surpresa e reacendeu o debate sobre a responsabilidade de grandes influenciadores e celebridades na promoção de instituições financeiras.

O Peso da Fama: Vini Jr. e Luciano Huck

Durante sua agressiva estratégia de expansão, o Will Bank apostou alto no marketing de influência para ganhar a confiança do público, especialmente da população de baixa renda e desbancarizada.

Dois nomes de peso foram os principais rostos da marca:

Vini Jr.: O astro do futebol mundial e da Seleção Brasileira foi uma das principais estrelas das campanhas publicitárias, associando sua imagem de sucesso e superação à facilidade de crédito prometida pelo banco.
Luciano Huck: O apresentador, conhecido por sua credibilidade no mercado publicitário, também atuou como garoto-propaganda, “vendendo confiança” e solidez aos milhões de brasileiros que o acompanham na TV aberta.

A associação dessas figuras públicas ao banco gerou uma sensação de segurança para milhões de usuários. Agora, com a quebra da instituição, especialistas discutem o impacto na reputação dessas celebridades e a responsabilidade ética ao endossar produtos financeiros.

O que acontece com os 12 milhões de clientes?

Com as portas fechadas e o aplicativo inoperante para movimentações, a principal dúvida é sobre o destino do dinheiro depositado. De acordo com especialistas e o próprio Banco Central, o processo segue as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Confira a situação para cada caso:

1. Quem tinha dinheiro na conta (Saldo e Investimentos)
A boa notícia é que o Will Bank era coberto pelo FGC. Isso significa que clientes com dinheiro em conta corrente, poupança ou CDBs têm direito a receber o valor de volta.

Limite: A garantia é de até R$ 250 mil por CPF.
Como receber: O pagamento será realizado através do aplicativo oficial do FGC. O processo é totalmente digital e costuma levar alguns dias após a consolidação da lista de credores pelo liquidante nomeado pelo BC.

2. Cartão de Crédito
Para quem utilizava o cartão de crédito do banco, o serviço foi interrompido imediatamente. O cartão não passará mais em nenhuma compra.

Faturas: As faturas em aberto ou compras parceladas *ainda devem ser pagas*. O liquidante fornecerá os canais oficiais para a emissão de boletos para pagamento. Deixar de pagar pode levar o nome do consumidor aos órgãos de proteção ao crédito (SPC/Serasa).

3. Empréstimos
Assim como no cartão de crédito, a dívida não deixa de existir. Os contratos de empréstimo continuam válidos e devem ser quitados. O não pagamento acarretará juros e multas.

O Decreto do Banco Central

A liquidação extrajudicial foi oficializada pelo Banco Central em janeiro de 2026. Em nota, a autarquia informou que a medida foi tomada devido a graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da instituição, além do comprometimento patrimonial que expunha os credores a risco anormal.

O Banco Central nomeou um liquidante que terá amplos poderes de administração e liquidação, ficando os bens dos ex-administradores indisponíveis até a apuração final das responsabilidades.

O que você pode fazer agora?

Se você era cliente do Will Bank, baixe imediatamente o aplicativo oficial do FGC (disponível para Android e iOS) e faça o seu cadastro. Fique atento apenas aos canais oficiais do Banco Central e do FGC para evitar golpes que costumam surgir nestes momentos de crise.

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