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Mateus Trojan confirma pré-candidatura a deputado estadual e defende protagonismo político do Vale do Taquari

Prefeito de Muçum deixará o cargo até abril para disputar vaga na Assembleia Legislativa. Proposta é ampliar representatividade regional no Parlamento gaúcho

O prefeito de Muçum, Mateus Trojan (MDB), confirmou em entrevista ao programa Perondi Sem Roteiro que deixará o cargo até abril para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O anúncio consolida um movimento de articulação regional iniciado ainda em 2025, após o período mais crítico da reconstrução do município, fortemente atingido pelas enchentes.

Representatividade para o Vale

Segundo Trojan, a decisão está baseada em um propósito regional: ampliar a representatividade política do Vale do Taquari no Parlamento estadual. Durante a entrevista, ele relembrou sua trajetória política, que soma cerca de dez anos de atuação, iniciada como vereador e ampliada com dois mandatos consecutivos como prefeito.

“Claro que há quem diga que vai sentir saudades, mas também reconhecem que esse é o momento. Existe essa percepção de que, na Assembleia, poderei fazer ainda mais pela cidade e pela região”, afirmou.

Trojan garantiu ainda que o vice-prefeito Amarildo dará continuidade ao trabalho com seriedade e comprometimento.

Atuação regional e demandas estruturais

Trojan também destacou sua liderança à frente da AMAT (Associação dos Municípios do Alto Taquari), que reúne 19 prefeituras da região. A entidade foi fundamental para consolidar pautas nas áreas de infraestrutura, transporte e turismo.

Entre as ações estratégicas citadas:

  • Articulação por melhorias nas rodovias RS-129 e RS-332

  • Defesa da malha ferroviária regional

  • Apoio ao projeto turístico da Rota do Pão e Vinho

Críticas ao modelo de pedágios

Questionado sobre a concessão das rodovias estaduais, Trojan reafirmou sua oposição ao modelo atual, incluindo o sistema de pedágio eletrônico (free flow).

Segundo ele, a mobilização das associações AMAT e ANVAT conseguiu reduzir tarifas inicialmente previstas em mais de R$ 0,30 por quilômetro para R$ 0,19. Ainda assim, considera o valor elevado e critica a falta de garantias de execução das obras.

“O problema não é o arco eletrônico, é o valor, é a falta de segurança sobre a execução. Além disso, já pagamos pedágio há anos sem retorno, por meio da EGR, que se mostra ineficiente”, declarou.

Vínculo com o vice-governador Gabriel Souza

Trojan também comentou sua relação com o vice-governador Gabriel Souza (MDB), apontado como provável candidato ao governo estadual. Disse que a relação é anterior ao período em que Gabriel foi deputado, sempre pautada por respeito e articulação técnica.

Embora tenha ressalvas a pontos do governo Eduardo Leite, defende o legado de responsabilidade fiscal construído nos últimos anos e acredita que Gabriel tem preparo para governar o Estado.

Críticas às emendas parlamentares e defesa do voto distrital

O pré-candidato também criticou o atual modelo de emendas parlamentares, principalmente em nível federal, que considera politizado e desigual.

“O governo virou refém de um sistema em que deputados e senadores impõem regras e travam votações para liberar recursos, muitas vezes sem critério técnico.”

Trojan demonstrou simpatia pelo modelo de voto distrital, que, segundo ele, garantiria maior representatividade territorial e reduziria a influência de candidaturas externas.

“Fui testado e entreguei soluções”

Ao comentar o cenário político regional, evitou críticas a outros possíveis candidatos, como o engenheiro Roberto Luchese, ainda sem filiação definida. Reiterou que sua campanha será baseada em resultados, como a reconstrução da ponte Brochado da Rocha, obra viabilizada com apoio das três esferas de governo.

“Tenho o que mostrar. Fui testado, enfrentei crises, entreguei soluções. Não estou aqui para comparar com outros, mas para apresentar um histórico de trabalho.”

Região Alta pode eleger representante

Trojan destacou que a região alta do Vale do Taquari concentra entre 90 mil e 100 mil eleitores, número suficiente para eleger um deputado estadual, desde que haja adesão à candidatura regional.

Pretende consolidar apoio local e também atuar em municípios da Serra e outras regiões com vínculos políticos e profissionais. Disse que fará uso intensivo das redes sociais como meio de comunicação direto, com menor custo e maior alcance.

“Fui testado na prática. O que tenho a oferecer é trabalho, seriedade e resultado. Não é promessa de campanha, é histórico de entrega. A nossa região precisa acreditar mais em si mesma e na sua capacidade de se fazer representar”, concluiu.

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