Suspeitos por morte do cão Orelha viajam aos EUA e famílias negam envolvimento
Adolescentes apontados como autores de espancamento em SC estão em viagem à Disney; defesa alega que ida estava programada e repudia acusações nas redes

O caso do cão Orelha, encontrado espancado e sacrificado na praia Brava, em Florianópolis (SC), ganhou novos desdobramentos nesta semana. Dois dos adolescentes suspeitos de envolvimento no crime viajaram aos Estados Unidos, o que gerou questionamentos sobre uma possível tentativa de fuga. As famílias dos jovens negam qualquer participação no caso e afirmam que a viagem à Disney, em Orlando, já estava programada há meses.
O animal era conhecido entre moradores da comunidade e foi localizado com ferimentos graves. Devido às lesões, precisou ser sacrificado por uma clínica veterinária.
Investigação em andamento
A delegada responsável pelo caso, Mardjoli Adorian Valcareggi, confirmou que há indícios da participação de um grupo de adolescentes no espancamento. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, diversas pessoas já foram ouvidas e novas oitivas estão previstas conforme o avanço das investigações.
Os pais dos jovens apontados teriam prestado depoimento na semana passada. O caso está sob análise da 10ª Promotoria de Justiça.
Famílias negam vínculo e falam em ameaças
Por meio de notas assinadas por uma assessoria jurídica especializada em reputação, as famílias de dois adolescentes afirmam que os jovens não participaram das agressões. Elas alegam que as imagens divulgadas são imprecisas e que fragmentos de vídeos têm sido associados de forma equivocada ao episódio.
“Nosso filho não tem qualquer relação com esse fato. Não participou e não colaborou de nenhuma forma para que ocorresse”, diz uma das notas.
Outra família sustenta que o jovem “não aparece no vídeo que circula nas redes” e que fotos sem relação com o caso vêm sendo usadas de forma indevida.
As defesas reforçam o pedido de investigação completa e afirmam que estão sendo alvo de ataques e ameaças nas redes sociais.






