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CNH em Encantado tem alta na procura após mudanças nas regras

A flexibilização de exigências e o fim da obrigatoriedade de aulas teóricas presenciais estão entre os principais fatores que impactaram a rotina dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) neste início de ano. Em Encantado, o primeiro mês de vigência das novas normas trouxe aumento na procura por habilitação, conforme relata Marcelo Casaril, responsável por um CFC local. Segundo ele, sempre que ocorrem alterações nas regras de habilitação, há uma corrida inicial por parte da população. “As pessoas procuram iniciar o processo com receio de futuras mudanças ou reajustes”, explica. O movimento, embora semelhante ao registrado em janeiro de 2025, reforça a percepção de que os interessados reconhecem a importância da legalização, mas também a necessidade de um preparo adequado para a condução segura.

Em números, foram aproximadamente 120 novas inscrições no mês, abrangendo diversas categorias de habilitação.

Mudanças impactam custos e formação

Com o fim da obrigatoriedade de curso teórico presencial e a redução de carga horária, parte dos custos pode ser eliminada. “A possível economia depende do perfil de cada aluno, mas é preciso cuidado: menos formação pode significar menor preparo para enfrentar o trânsito real”, alerta Casaril. Ele destaca que a habilitação vai além da emissão de um documento, pois envolve a formação de condutores que circularão entre pedestres, ciclistas e outros veículos diariamente.

Atualmente, cerca de 80% dos candidatos à primeira habilitação em Encantado têm entre 18 e 25 anos. “São jovens que buscam mobilidade para trabalhar, estudar e se deslocar com autonomia”, afirma Casaril. O dado reforça a importância de uma base sólida na formação inicial, já que esses motoristas estarão criando hábitos que podem acompanhá-los por toda a vida.

Adaptação dos instrutores e riscos envolvidos

Apesar das mudanças, grande parte da rotina dos instrutores permanece semelhante. A principal alteração é a flexibilização da carga horária mínima em algumas etapas do processo. Mesmo assim, quando o aluno ainda demonstra insegurança, o CFC recomenda aulas extras. “A decisão é do aluno, mas orientamos sempre pela segurança e qualidade, e não pela rapidez”, explica. Casaril reconhece que há o risco de motoristas menos preparados nas ruas devido à redução de exigências. “O preparo insuficiente coloca em risco o próprio condutor e todos ao seu redor. Por isso, o papel do CFC é ainda mais importante na orientação e conscientização.”

Atendimento digital

Embora parte do processo esteja digitalizado, como o acesso a videoaulas e suporte técnico via aplicativo, a abertura da CNH ainda exige comparecimento presencial ao CFC. Nessa etapa são feitos a conferência de documentos, a coleta de imagem e digitais, e o cadastro no sistema do Detran/RS. “A tecnologia é aliada, mas não substitui o acompanhamento humano”, reforça.

Baliza segue obrigatória no RS. Por fim, Casaril esclarece que a dispensa da baliza, adotada em alguns estados, ainda não se aplica ao Rio Grande do Sul. As regras seguem as determinações do Detran estadual e só devem mudar após regulamentações nacionais.

Por: Fernanda Lima

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