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Polícia Civil encaminhou mais de 69 mil medidas protetivas ao Judiciário em 2025

Estado registrou 80 feminicídios no ano passado; maioria das vítimas não havia feito ocorrência nem solicitado proteção judicial.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul remeteu ao Poder Judiciário um total de 69.292 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) em 2025, segundo balanço oficial divulgado nesta semana. As solicitações foram feitas por mulheres em situação de violência doméstica, tanto em delegacias físicas quanto por canais digitais.

Do total, 5.336 pedidos foram feitos online, recurso que foi ampliado no ano passado com a Delegacia Online da Mulher (DOL Mulher). Ao todo, o Estado conta com mais de 400 delegacias, incluindo 23 especializadas no atendimento à mulher e 10 novas Salas das Margaridas inauguradas em 2025.

Denúncia ainda é exceção entre vítimas de feminicídio

Apesar da estrutura de proteção, o Estado registrou 80 feminicídios em 2025. Segundo a Polícia Civil, quase 75% das vítimas não tinham boletim de ocorrência e 95% não possuíam MPU ativa no momento do crime, o que revela a dificuldade no rompimento do silêncio.

“Registrar a ocorrência não é só formalidade. É passo fundamental para garantir proteção”, afirmou a delegada Patrícia Tolotti.

Fiscalização com tornozeleiras

Entre as medidas mais solicitadas estão afastamento do agressor e proibição de contato. Em alguns casos, o cumprimento é fiscalizado com tornozeleira eletrônica, que gera alerta em caso de aproximação, permitindo ação imediata da Brigada Militar.

O diretor do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, delegado Juliano Ferreira, explicou que o modelo de distribuição das tornozeleiras foi aprimorado para atingir todas as regiões policiais do Estado.

Dados de 2025 no RS:

  • 69.292 medidas protetivas solicitadas

  • 80 feminicídios registrados

  • 10 novas Salas das Margaridas em funcionamento

  • 29 agressores presos na Operação Ano Novo, Vida Nova

  • Monitoramento eletrônico disponível por decisão judicial

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