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Governo Federal usa imagem de gaúcho participante do BBB para promover guerra de classes

A equipe de apoio do lajeadense Jonas Sulzbach, participante do Big Brother Brasil 26, repudiou uma publicação oficial da Casa Civil que usou uma ilustração semelhante ao seu rosto para promover uma campanha sobre isenção do Imposto de Renda. O conteúdo foi divulgado no perfil institucional do órgão e apagado após forte repercussão negativa.
Na arte, inspirada em uma discussão entre Jonas e Babu Santana dentro do reality, apareciam duas ilustrações: uma dizia “Se você é playboy, isso aqui não é sobre você!”, com traços que remetiam ao gaúcho; a outra exaltava o “trabalhador que ganha até R$ 5 mil”, com imagem parecida à de Babu, ator, filiado ao PSOL e apoiador declarado do presidente Lula.
Referência ao BBB usada como rótulo
A peça oficial fazia alusão direta ao episódio do programa exibido no dia 2 de fevereiro, quando Babu chamou Jonas de “playboy sem carisma”, rótulo que, segundo internautas, foi incorporado pelo governo para sustentar uma narrativa de oposição entre “ricos e pobres”.
“Incentivar ódio ou humilhação por meios oficiais é inaceitável”, afirmou a equipe de Jonas em nota publicada nas redes sociais.
O perfil oficial da Casa Civil ainda assinava a arte com a marca do Governo Federal e inseria selos como “✅ trabalhador” e “❌ playboy”, o que gerou críticas por transformar um programa de entretenimento em instrumento de ataque indireto a contribuintes.
Especialistas apontam ilegalidades
Especialistas apontaram que a publicação viola o princípio da impessoalidade previsto no artigo 37 da Constituição Federal, que determina que a comunicação estatal deve ser:
- Neutra
- Informativa
- Livre de ataques ou rótulos depreciativos
- Não discriminatória entre contribuintes
Além disso, o material pode configurar três infrações legais:
- Improbidade administrativa, por violação ao dever de imparcialidade (Lei 8.429/92)
- Desvio de finalidade, ao utilizar verba pública para fins políticos ou de confronto
- Dano moral, pela associação não autorizada a figuras reconhecíveis da mídia
Reações nas redes e politização
A postagem gerou uma onda de críticas online, com usuários denunciando o uso de estereótipos para promover “guerra de classes” com dinheiro público.
Comentários como “Dividir para reinar”, “Campanha de ódio disfarçada de política fiscal” e “Até quando o brasileiro vai suportar esses abusos?” dominaram as redes. Muitos também incentivaram Jonas a processar o Estado.






