“Fim do mundo em 2026”? Previsão de colapso reaparece, mas segue sem fundamento
Estudo dos anos 1960 reaparece nas redes e alimenta boatos sobre colapso global, mas especialistas lembram que profecias similares já falharam por milênios

Um estudo publicado em 1960 voltou a circular nas redes sociais ao apontar o ano de 2026 como possível data para um colapso global. A projeção foi feita pelo físico austríaco Heinz von Foerster, que alertava para o risco de colapso por conta do crescimento populacional descontrolado. No entanto, o modelo matemático se mostrou impreciso ao longo do tempo, e o cenário catastrófico previsto nunca se confirmou.
Projeção matemática, não profecia
A teoria de Foerster previa que a população mundial atingiria um ponto crítico, comprometendo recursos como água, energia e alimentos. Mas nas décadas seguintes, o crescimento demográfico desacelerou em diversas regiões, como Europa, Japão e América do Sul, invalidando a projeção original.
Apesar disso, a ideia de que o mundo poderia acabar em 2026 voltou a ganhar espaço entre grupos apocalípticos e curiosos online — fenômeno que, segundo historiadores, repete um padrão antigo.
Um histórico de datas que falharam
Desde o ano 1000, profecias sobre o fim do mundo se acumulam, sempre baseadas em interpretações religiosas, eventos astronômicos ou teorias pseudocientíficas. Nenhuma delas se concretizou. Entre os casos mais conhecidos:
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Ano 1000: cristãos acreditavam que o mundo terminaria mil anos após o nascimento de Cristo;
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1666: a combinação do “número da besta” com a peste e incêndios em Londres gerou pânico na Europa;
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1910: o cometa Halley causou medo por conter gás cianeto — que não teve qualquer impacto;
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2000: o “bug do milênio” previa colapso digital, que foi evitado com atualizações de sistemas;
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2012: erro de interpretação do calendário maia virou filme e rendeu lucros, mas nenhuma catástrofe real.
“Essas previsões se repetem porque revelam o medo humano diante do futuro incerto”, explicam especialistas em comportamento coletivo.
Preocupação real é sustentabilidade
Embora a previsão de um colapso em 2026 não tenha base científica atual, desafios como escassez de recursos, mudanças climáticas e pressão sobre o meio ambiente são reais. A diferença está entre alertas técnicos e projeções apocalípticas infundadas.
Para especialistas, o foco deve estar em ações sustentáveis e planejamento consciente, não em datas alarmistas que se provam incorretas com o tempo.






