Em um dos eventos mais explosivos da história recente do Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel deram início a uma operação militar conjunta de grande escala contra o Irã nas primeiras horas desta manhã de sábado. O presidente Donald Trump confirmou o que chamou de “grandes operações de combate” contra o regime dos aiatolás, enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu batizou a ofensiva de Operação “Rugido do Leão” — e os americanos de Operação “Epic Fury”.
A operação foi formulada ao longo das últimas semanas, com o momento preciso definido nos últimos dias. Segundo oficiais de segurança, a extensa onda de ataques deve continuar nos próximos dias e focará em uma ampla lista de alvos em todo o Irã, com ênfase inicial na degradação das capacidades de lançamento de mísseis iranianas. 

O ataque
O ataque conjunto EUA-Israel “incluiu ataques a dezenas de alvos militares e foi realizado como parte de um ataque amplo, coordenado e conjunto contra o regime”, disse um porta-voz das Forças de Defesa de Israel em comunicado. 
Explosões foram relatadas em várias cidades do Irã — Teerã, Isfahan, Tabriz, Qom, Karaj e Kermanshah — enquanto o espaço aéreo iraniano foi fechado e a internet no país entrou em colapso quase total, com conectividade caindo a 4% do nível normal, segundo a organização NetBlocks. 
Ataques israelenses e americanos no Irã mataram vários comandantes sêniors da Guarda Revolucionária Islâmica e autoridades políticas do regime, segundo uma fonte iraniana próxima ao establishment, relatada pela Reuters. 
Netanyahu afirmou que a operação visa remover a ameaça existencial representada pelo programa nuclear iraniano. “Este regime terrorista assassino não pode se armar com armas nucleares que permitiriam ameaçar toda a humanidade”, disse o premier. 
A retaliação iraniana
O Irã respondeu com força. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter atacado a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA no Bahrein, bases militares americanas no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, bem como “centros militares e de segurança no coração dos territórios ocupados”. 
O Bahrein confirmou que o centro de serviços da 5ª Frota dos EUA em Manama foi alvo de um ataque a míssil. As autoridades afirmaram que os ataques de retaliação causaram destruição e que detritos estão sendo removidos de uma área residencial, que resultou em morte. 
Nos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa foi morta em Abu Dhabi após a interceptação de mísseis iranianos. O Catar afirmou ter interceptado com sucesso vários ataques contra o seu território. A Arábia Saudita condenou os ataques iranianos em “termos mais veementes”, alertando para “consequências graves”. 
Os Houthis do Iêmen, financiados pelo Irã, também ingressaram no conflito, retomando ataques no Mar Vermelho.
Situação em Israel
Israel declarou estado de emergência em todo o país. Sirenes de alerta soaram de forma intermitente em todo o território nacional, com o ministro da Defesa Yisrael Katz ordenando que a população permaneça próxima a abrigos.  O porta-voz das FDI pediu que a população não publique imagens de impactos ou pontos de queda de mísseis.
Netanyahu pediu paciência à população: durante a Operação Rugido do Leão, “todos seremos chamados a demonstrar paciência e força de espírito. Juntos vamos resistir. Juntos vamos lutar. Juntos vamos garantir a eternidade de Israel.”
Contexto
Esta é a segunda grande operação militar de Israel contra o Irã em menos de um ano. A primeira, chamada Operação “Rising Lion” (Leão Rugindo), ocorreu em junho de 2025 e durou 12 dias — encerrando com um cessar-fogo mediado pelos EUA após a destruição de dezenas de instalações nucleares e bases militares iranianas.  Desde então, o Irã teria acelerado o programa de mísseis balísticos, justificando, segundo Tel Aviv e Washington, a nova ofensiva.
Trump declarou que o Irã “tentou reconstruir seu programa nuclear e continua desenvolvendo mísseis de longo alcance que poderiam ameaçar aliados na Europa, tropas americanas no exterior e potencialmente o território americano”. 
A situação é considerada extremamente volátil. O conflito ainda está em curso.
Fontes: Times of Israel, CBS News, CNN, Al Jazeera, Reuters, ABC News, Euronews — 28/02/2026






