Destaques

BM admite “grande equívoco” em ação que terminou com agricultor morto no RS

Agricultor de 48 anos foi alvejado dentro de casa; BM admite equívoco e afasta 18 policiais envolvidos

Um agricultor de 48 anos foi morto por policiais militares durante uma operação da Brigada Militar na madrugada de quinta-feira (15), na zona rural de Pelotas, no Sul do Estado. A corporação classificou o caso como um erro e afastou os 18 PMs que participaram da ação.

A vítima, identificada como Marcos Nörnberg, foi atingida por disparos após sair de casa durante a abordagem. A ação ocorreu em uma propriedade localizada na Estrada da Cascata, por volta das 2h. Segundo a Polícia Civil, o objetivo da operação era localizar suspeitos ligados a uma quadrilha que havia cometido um roubo com sequestro na mesma região dois dias antes.

Operação baseada em informações repassadas de outro estado

A Brigada Militar informou que a ação foi planejada com base em dados fornecidos pela Polícia Militar do Paraná. Dois suspeitos haviam sido presos naquele estado com veículos roubados em Pelotas e repassaram a localização de supostos comparsas, o que levou ao deslocamento de várias guarnições para a propriedade onde ocorreu a morte.

No local, segundo a BM, um homem teria portado uma arma de fogo e resistido à abordagem, o que teria desencadeado um confronto. A vítima morreu no pátio da residência. Com ela, a polícia afirma ter apreendido uma carabina semiautomática, R$ 27 mil em dinheiro e uma quantia em dólar.

Apurações e repercussão

A Corregedoria-Geral da Brigada Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos policiais. As armas utilizadas na operação foram recolhidas. Paralelamente, a Polícia Civil também abriu inquérito e ouve familiares e testemunhas.

A abordagem foi classificada como atípica devido ao número elevado de policiais e viaturas, o que levantou questionamentos dentro da própria corporação.

Funeral sob comoção

O agricultor foi sepultado na manhã de sexta-feira (16) no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula, em Pelotas. O velório ocorreu com caixão fechado, em razão dos ferimentos provocados pelos disparos.

Publicidade

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo