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Burnout na adolescência exige atenção de pais, educadores e profissionais de saúde

Esgotamento físico e mental causado por estresse crônico tem crescido entre jovens brasileiros, superando níveis registrados em adultos

O burnout, antes associado ao ambiente corporativo, passou a ser registrado com frequência entre adolescentes e jovens, segundo especialistas da área de saúde mental. O distúrbio, caracterizado por exaustão física e emocional, tem como causas principais a pressão por desempenho, cobranças familiares e a comparação constante nas redes sociais.

Entre os principais sintomas estão:

  • Irritabilidade e dificuldade de concentração

  • Alterações no sono

  • Cansaço extremo mesmo após descanso

  • Queda no rendimento escolar

  • Dores físicas e crises de ansiedade

“Produtividade” e redes sociais alimentam o problema

A cultura da produtividade excessiva e os padrões irreais exibidos nas redes sociais têm afetado o bem-estar dos jovens. Muitos relatam sensação de atraso em relação aos colegas e medo de errar, o que reforça a insegurança e o desgaste emocional.

Outro fator de peso é a pressa para decidir o futuro profissional, mesmo sem maturidade ou espaço para experimentar caminhos distintos.

Acesso à ajuda ainda é limitado

O desafio maior, segundo profissionais, é fazer com que o jovem reconheça que precisa de apoio. O medo de decepcionar pais ou parecer fraco diante de colegas costuma atrasar a busca por ajuda.

Prevenção começa com mudança cultural

Especialistas apontam que prevenir o burnout passa por:

  • Valorizar o descanso

  • Reduzir a romantização da produtividade

  • Ampliar o debate sobre saúde mental em escolas

  • Garantir acesso a apoio psicológico regular e qualificado

Os sinais de alerta não devem ser ignorados. Buscar ajuda profissional é essencial para evitar o agravamento do quadro, que pode evoluir para ansiedade severa e depressão.

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