
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) lançou, nesta segunda-feira (9), a cartilha educativa “Não é Drama, é Violência”, voltada à orientação de adolescentes sobre violência de gênero. O material foi apresentado durante uma palestra realizada no Colégio João Paulo I – Unidade Sul, em Porto Alegre, reunindo alunas entre 14 e 18 anos.
A atividade foi conduzida pela promotora de Justiça Carla Frós, coordenadora da Central de Atendimento às Vítimas da capital. Durante o encontro, exemplares da cartilha foram distribuídos gratuitamente às estudantes.
Orientação para identificar violência
A publicação apresenta orientações sobre como identificar situações de violência em relacionamentos, reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda.
Entre os temas abordados estão:
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violência física, com ou sem marcas
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violência sexual, incluindo beijos forçados
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toques sem consentimento
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pressão para envio de fotos íntimas
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relacionamentos abusivos
A cartilha utiliza a personagem Luma Valente, criada para dialogar com o público jovem e abordar situações comuns enfrentadas por adolescentes.
Durante a palestra, Carla Frós alertou para o aumento dos casos de feminicídio no estado e destacou que jovens também podem ser vítimas de violência em relacionamentos.
“Violência não é só física. Pode ser psicológica e ocorrer em qualquer ambiente, inclusive na escola e nas redes sociais”, afirmou.
Segundo a promotora, comportamentos como ciúme excessivo, controle constante ou pressão emocional podem ser sinais de relações abusivas.
Orientações de ajuda
O material também orienta adolescentes sobre como agir diante de situações de violência.
Entre as recomendações estão:
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procurar alguém de confiança, como familiares ou professores
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buscar apoio psicológico
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ligar para o Disque 180, canal nacional de denúncias
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procurar a Promotoria de Justiça mais próxima
Projeto educativo do MPRS
A personagem Luma Valente integra o projeto Universo MPRS – Superpoder é Denunciar, criado para conscientizar crianças e adolescentes sobre temas sensíveis.
Inspirada em personagens de histórias em quadrinhos, a jovem heroína tem como “superpoder” o “olhar da coragem”, que permite identificar sofrimentos invisíveis, especialmente entre meninas que enfrentam situações de violência.
O projeto foi desenvolvido pelo gabinete de comunicação do Ministério Público em parceria com centros de apoio da instituição voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher e à proteção da infância e juventude.
A psicóloga da escola, Vitória Aguiar, destacou a importância do debate entre estudantes e afirmou que o tema também será abordado com alunos meninos em um próximo momento.






