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Chuvas intensas no Sudeste acendem alerta e ampliam atenção para possível retorno do El Niño

Minas Gerais, Rio e São Paulo registram mortes e milhares de desabrigados; modelos indicam mudança no Pacífico no segundo semestre.

As fortes chuvas que atingiram o Sudeste do país acendem, mais uma vez, o alerta para eventos climáticos extremos. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo concentram registros de alagamentos, deslizamentos e mortes, enquanto meteorologistas acompanham a possível volta do El Niño.

Em algumas cidades, o acumulado já supera 500 milímetros. Na Zona da Mata mineira, o governo confirmou mais de 20 mortes em Ubá e Juiz de Fora, além de cerca de 450 desabrigados. Fevereiro já é o mais chuvoso da história da região, com volumes que representam o dobro da média.

Na Baixada Fluminense, em São João de Meriti, temporais deixaram ao menos 600 desalojados. O município entrou em estágio máximo de alerta. No litoral de São Paulo, milhares de famílias também foram afetadas.


El Niño no radar

Os episódios reacendem o debate sobre o comportamento do clima e a preparação das Defesas Civis.

Modelos internacionais, incluindo estudos da NOAA, indicam aumento da probabilidade de retorno do El Niño a partir do segundo semestre. A tendência aponta fim da neutralidade nas águas do Pacífico entre maio e agosto, com possibilidade de evento de intensidade moderada a forte.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento de pelo menos 0,5°C no Pacífico equatorial, alterando a circulação atmosférica e o regime de chuvas.


Reflexos no Rio Grande do Sul e Vale do Taquari

No Rio Grande do Sul, o El Niño historicamente está associado ao aumento significativo das chuvas, principalmente na metade Norte do Estado.

No Vale do Taquari, região que já enfrentou enchentes severas nos últimos anos, o possível retorno do fenômeno mantém autoridades e setores produtivos em atenção.

Meteorologistas indicam que, no primeiro semestre, a tendência ainda é de precipitação dentro da normalidade ou levemente abaixo da média em áreas do Estado. A mudança mais consistente no padrão climático é projetada para o segundo semestre, caso o aquecimento do Pacífico se confirme.

Apesar das projeções, ainda não há indicativo consolidado de repetição de eventos extremos como os registrados em 2023 e 2024.

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