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Crianças foram queimadas vivas em chacina que matou 10 pessoas

Um investigador da Polícia Civil do DF revelou durante depoimento no Tribunal do Júri que três crianças foram queimadas vivas na maior chacina já registrada no Distrito Federal. Rafael, de 6 anos, Rafaela, de 6, e Gabriel, de 7, ainda estavam vivos quando os assassinos atearam fogo no veículo onde estavam sequestrados.

As crianças eram filhos da cabeleireira Elizamar da Silva e respiraram fumaça antes de morrer carbonizadas. A mãe morreu por possível asfixia mecânica e teve o corpo carbonizado em seguida. Todos foram sequestrados no DF e levados para Cristalina, em Goiás, onde foram executados dentro do veículo usado no crime.

Crime com requintes de crueldade

Os corpos de mãe e filhos foram encontrados em 12 de janeiro de 2023. O crime brutal foi cometido por pessoas próximas às vítimas, que tinham como objetivo se apropriar da chácara onde a família vivia. Ironicamente, a área nem sequer pertencia aos mortos.

A chacina vitimou 10 pessoas da mesma família: o patriarca Marcos Antônio Lopes de Oliveira, sua esposa Renata Juliene Belchior, os filhos Gabriela e Thiago Gabriel, a nora Elizamar da Silva, os três netos, além da ex-companheira Cláudia da Rocha Marques e sua filha Ana Beatriz.

Detalhes das execuções

Segundo o policial, Marcos foi morto com disparo na cabeça, teve o corpo decapitado e esquartejado. Thiago apresentava sinais de amarração e morreu por asfixia com uma gase. Cláudia e Ana Beatriz também estavam amarradas e morreram por esgorjamento – corte na lateral do pescoço.

Os peritos não conseguiram determinar a causa da morte de Renata e Gabriela porque os corpos estavam muito carbonizados. O plano criminoso começou a ser arquitetado três meses antes, em outubro de 2022.

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