
O Irã realizou nesta quinta-feira (12) novos ataques contra instalações de energia e petróleo em países do Golfo Pérsico. Um dos alvos foi um depósito de combustível no Bahrein, que pegou fogo após ser atingido.
Incêndio atinge depósito no Bahrein
O governo do Bahrein informou que um ataque iraniano atingiu depósitos de combustível na região de Al Muharraq, próxima ao aeroporto internacional de Manama.
O impacto provocou um incêndio de grandes proporções, e equipes de bombeiros foram mobilizadas para conter as chamas.
Autoridades também orientaram moradores da região a permanecer em casa devido à fumaça intensa gerada pelo incêndio.
Ataques atingem outros países do Golfo
Outras infraestruturas energéticas na região também foram alvo de ataques nos últimos dias.
Segundo autoridades e agências internacionais:
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Omã: depósitos de combustível no porto de Salalah pegaram fogo após ataque com drones na quarta-feira
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Arábia Saudita: o campo petrolífero de Shaybah foi alvo de um novo ataque com drones
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Emirados Árabes Unidos: um navio cargueiro foi atingido por um projétil, provocando um pequeno incêndio
Também houve um ataque contra dois petroleiros próximos à costa do Iraque, que deixou ao menos um morto e vários desaparecidos, de acordo com autoridades portuárias.
Guerra ameaça transporte de petróleo
O conflito começou em 28 de fevereiro, após bombardeios de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, o confronto ganhou dimensão regional.
Um dos principais pontos de tensão é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
O tráfego na região já sofreu paralisações e ataques a embarcações.
Declarações indicam conflito prolongado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã estaria “perto da derrota” e que a guerra poderia terminar em breve.
Por outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que pretende manter uma campanha prolongada de ataques contra interesses ocidentais na região.
Autoridades iranianas também afirmaram que infraestruturas econômicas e empresas ligadas aos Estados Unidos podem se tornar alvos.






