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Nova pirâmide alimentar desafia antigos hábitos

Por muito tempo, aprendemos que a base de uma alimentação saudável eram os carboidratos: arroz, pães, massas. As proteínas, gorduras e laticínios ficavam no topo da pirâmide, com o alerta para consumo moderado. Mas essa estrutura está sendo revista de forma profunda.

As novas diretrizes alimentares dos Estados Unidos para o período de 2026 a 2030 invertem essa lógica. Carnes, ovos, queijos e leite agora dividem espaço com frutas, legumes e verduras. Os carboidratos refinados, como pães e farinhas brancas, perdem protagonismo. A proposta é simples: menos comida de embalagem, mais comida de verdade.

Outro ponto de destaque é o foco na redução do açúcar. Mesmo mantendo o limite diário de até 10% das calorias, o novo guia sugere que esse número seja o mais baixo possível, desestimulando inclusive o uso de adoçantes artificiais. Também há uma sinalização mais firme contra alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, doces industrializados, refeições prontas e produtos com muitos aditivos químicos.

A nutricionista Juliana Álvares, de Encantado (CRN2 8914), avalia de forma positiva essa nova organização alimentar. Para ela, o maior avanço está na simplicidade: deixar de focar apenas em calorias e valorizar mais a qualidade dos alimentos. Ela observa que a nova pirâmide permite reorganizar prioridades e reconhecer que a alimentação deve considerar as individualidades metabólicas e de saúde de cada pessoa.

Juliana aponta que os grãos integrais continuam fazendo parte da dieta, mas deixam de ser a base fixa da alimentação, passando a ser ajustados de acordo com cada contexto. O mesmo vale para o consumo de proteínas e gorduras naturais, que devem ser avaliados com critério. Segundo a nutricionista, é preciso lembrar que a pirâmide alimentar serve como orientação populacional geral e não substitui o acompanhamento clínico. Em suas palavras, pirâmide sem avaliação clínica vira erro de conduta.

Ela reforça ainda que quem entende de metabolismo não muda tudo de uma vez. Ajusta, refina e individualiza, sempre com foco na saúde e na realidade de cada paciente.

Ao fim, o recado principal se mantém claro. Comer comida de verdade, feita em casa, com ingredientes reconhecíveis. A nova pirâmide alimentar propõe um resgate do básico: cozinhar, cuidar e se alimentar com mais consciência e menos industrialização.

 

Por: Amanda Rech

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