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“O Agente Secreto” pode render raro retorno ao governo com bilheteria acima de R$ 58 milhões

Você sabia que o governo brasileiro foi um dos investidores do filme “O Agente Secreto”? Com um aporte de R$ 7,5 milhões, o projeto foi financiado pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), operado pelo BRDE, que entrou como coprodutor financeiro.

Diferente de uma doação, esse modelo garante ao fundo direito a uma fatia das receitas da obra, válida por até sete anos após a estreia comercial. A proposta do mecanismo, criado em 2006, é que parte do dinheiro público retorne ao próprio fundo com o sucesso da produção.

Retorno financeiro ainda é exceção

Na prática, no entanto, o retorno financeiro direto ainda é raro. Segundo o estudo “The value of audiovisual products – between cultural and economic revenue”, da pesquisadora Angélica Coutinho (Universidade de Coimbra/UniFacha), o FSA recuperou apenas 26,04% do valor investido até 2017 — o equivalente a R$ 41,4 milhões sobre R$ 159,1 milhões aplicados.

Em mais de uma década, apenas seis filmes devolveram mais do que receberam do fundo.

Mesmo com dados mais recentes, o cenário ainda é modesto: em 2023, o chamado “retorno de investimentos” representou apenas 1,15% da receita líquida</strong do FSA.

“O Agente Secreto” pode ser exceção

Com orçamento de R$ 27 milhões e bilheteria já acima de R$ 58 milhões, “O Agente Secreto” chama atenção por seu desempenho. O filme pode representar uma rara exceção de retorno financeiro expressivo ao investimento público, reacendendo o debate sobre sustentabilidade econômica no setor audiovisual.

 

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