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#RaquelCadore | Escolhas!

As pessoas vivem e morrem nas suas escolhas! Ninguém atravessa a vida ileso das próprias decisões, nem das que toma, nem das que adia. Eu já vi muita gente atribuir ao destino aquilo que com um pouco de coragem, daria para chamar pelo nome certo: escolha. Gostamos de acreditar que a vida acontece “apesar” de nós, que o tempo resolve, que as pessoas mudam. Escolha é o “sim” que a gente diz com entusiasmo, o “não” que a gente sussurra com culpa, o “depois” que a gente repete até virar “nunca”. É a mensagem que a gente não responde, a conversa que a gente evita para manter uma falsa paz. E é curioso como o preço dessas escolhas não aparece na hora, chega mais tarde, disfarçado de distância, de ressentimento, de um cansaço que não tem sono que cure. Viver é escolher o tempo todo. Não escolher já é uma escolha: a de deixar que alguém escolha por nós, que a vida empurre, que as circunstâncias decidam. Também não se trata de romantizar escolhas, nem toda escolha é livre. Há escolhas feitas sob pressão, sob falta, sob cansaço, sob dor. Há escolhas que acendem a vida, e não é porque são fáceis, são as mais difíceis que nos devolvem o ar: escolher pedir desculpas, escolher encerrar um ciclo, escolher recomeçar, mesmo sem garantias. Escolher dizer a verdade com cuidado, mas com firmeza. Escolher largar o orgulho na porta e entrar inteiro num diálogo. Escolher buscar ajuda. E há escolhas que vão matando aos poucos, uma espécie de anestesia diária. A pessoa continua acordando, trabalhando, sorrindo, mas por dentro vai ficando menor, vai morrendo de não se ouvir, morrendo de se abandonar, morrendo de se acostumar com o que dói. Somos o resultado do que escolhemos nos dias comuns. Talvez viver seja isso: escolher com mais consciência, e talvez morrer seja continuar escolhendo por medo, por hábito, por conveniência. Que tenhamos coragem de escolher pela Vida, pois vivemos e morremos nas nossas escolhas!

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