
Este mês, Encantado está vivendo no Encanta Hub, um daqueles movimentos que dizem muito sobre o que uma cidade decide valorizar: educação, infância e cultura. Podemos visitar a exposição “Mosaico de Traços, Palavras e Matéria”, Feira do Livro e Formação pedagógica, inspirada na Abordagem Reggio Emilia, Feira REinspirados, formações e vivências em ateliê e mostra de trabalhos.
O mais significativo é que a mostra não se limita ao “bonito para ver”. Ela nasce como um espaço de escuta, partilha e troca de experiências e isso importa porque a educação da infância não se sustenta só em método: ela se sustenta em presença, em relação, em ambientes que educam e em adultos que topam rever o próprio olhar ampliando repertórios e inspirando práticas centradas nas crianças, nas relações e nos espaços onde a vida acontece.
Esses detalhes ajudam a entender por que isso é transformador, unindo formação, território, prática real e comunidade educativa, e quando a cidade cria condições para isso, ela não está “fazendo um evento”, está construindo uma cultura que respeita a infância e fortalece quem educa. É repertório e algo estratégico reduzindo desigualdades na origem, fortalecendo famílias, apoiando professores e criando condições para que as crianças cresçam com mais saúde integral, emocional, social e cognitiva.
A educação infantil é onde tudo começa e falar sobre esse encontro é inevitavelmente, falar sobre a importância da educação infantil, porque é nessa etapa que se constroem as bases mais profundas do desenvolvimento humano: vínculo, linguagem, autonomia, curiosidade, convivência, autorregulação emocional e sentido de pertencimento.
A criança aprende com o corpo, com os sentidos, com a experimentação e com o outro, por isso, ver a produção pedagógica ganhar espaço público, exposta, documentada, compartilhada, é reconhecer o valor do trabalho que acontece no cotidiano das salas, dos pátios, dos ateliês e das relações.
O Encanta Hub nesse contexto, cumpre seu propósito quando vira casa de encontro, circulação de ideias, inovação, formação, inspiração, ponto de encontro entre educação, cultura e comunidade, um espaço onde as pessoas se inspiram.
O mais bonito talvez, foi perceber que a mostra não é apenas exposição, é testemunho. Cada traço, palavra, materialidade ali apresentada, revela uma educação que escolhe construir sentido: com as mãos, com a linguagem, com o corpo, com a imaginação e com a relação.
Cuidar da educação infantil é cuidar do começo, e o começo, quase sempre, decide a qualidade do caminho, por isso saio dessa experiência com uma certeza: educação transformadora é a que muda o jeito de olhar. Participe, pertença, inspire-se!






