Cardiologista dopava e estuprava pacientes há dois anos no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul identificou 14 possíveis vítimas de crimes sexuais cometidos por um cardiologista em Taquara. O médico D. P. K. foi preso sob acusação de dopar e estuprar pacientes durante consultas médicas por pelo menos dois anos.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o profissional utilizava um padrão de comportamento sistemático. Ele prescrevia medicamentos controlados e orientava o retorno frequente das pacientes ao consultório.
Abusos sistemáticos durante consultas
“Ele dopava a vítima e praticava estupros de forma sistemática. A mulher ficava completamente vulnerável”, afirmou o delegado. As pacientes eram abordadas durante consultas, muitas vezes em situação de fragilidade, e ficavam em estado de choque sem reação.
Em um dos casos relatados, a vítima foi dopada e abusada repetidamente. Uma das pacientes desconfiou da situação e passou a ir acompanhada ao consultório – nesse caso, não houve qualquer contato físico por parte do médico.
Médico nega acusações
Durante a prisão, o cardiologista teria admitido apenas que mantinha contato físico com pacientes, alegando se tratar de “demonstrações de carinho e orientação espiritual”.
A defesa do médico afirma que ele “negou integralmente todas as acusações” e destaca que se trata de “médico há quase 30 anos, com conduta ilibada”. O escritório ainda não teve acesso ao inquérito completo.
Cremers abre investigação
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que já iniciou procedimentos administrativos para investigar o caso. “A situação é grave e deve ser apurada com rigor”, declarou o órgão.
O médico está sob custódia no sistema prisional, e a Polícia Civil mantém busca ativa por novas vítimas. A investigação segue em andamento e denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone (51) 98443-3481.






