
O desembargador Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), revogou na noite desta segunda-feira (2) a prisão temporária do ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo e da empresária Lorena Mercalli, proprietária das empresas Arki Serviços e Plati Serviços. A decisão foi proferida após ambos prestarem depoimento à Polícia Federal na tarde do mesmo dia.
O pedido de soltura partiu do próprio delegado responsável pelo caso, Marconi Silva, que optou por não solicitar a prorrogação da prisão temporária. O desembargador acatou o pedido e determinou a proibição de contato entre os investigados como medida cautelar.
Caumo estava recolhido na Penitenciária Estadual de Canoas desde a quinta-feira (26), quando foi preso durante a segunda fase da Operação Lamaçal. Lorena Mercalli cumpria a detenção no Presídio Estadual Feminino de Lajeado. A prisão temporária tinha prazo inicial de cinco dias, prorrogáveis por igual período.
Investigação segue em andamento
O inquérito conduzido pela Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público Federal, segue apurando o suposto direcionamento de licitações e indícios de sobrepreço em contratos firmados pela Prefeitura de Lajeado durante a gestão de Caumo.
A Operação Lamaçal investiga irregularidades no uso de repasses federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), destinados a atividades de assistência à população após as enchentes de maio de 2024. A PF aponta indícios de que Caumo e Lorena integrariam o núcleo central do suposto esquema, que envolve contratos com valores globais de aproximadamente R$ 120 milhões e sobrepreço preliminarmente estimado em mais de R$ 5 milhões.
Ao todo, sete empresas e 16 pessoas são investigadas. Os suspeitos podem responder por desvio de verba pública, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.






