
Uma operação contra o chamado “golpe dos nudes” cumpriu mandados de prisão e busca em quatro cidades do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (5). A ação integra investigação do Ministério Público de Minas Gerais com apoio do Ministério Público gaúcho.
A operação é a segunda fase da “Dramaturgia do Medo”, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de:
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Triunfo
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Sapucaia do Sul
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Eldorado do Sul
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Guaíba
Em Triunfo, uma das investigadas foi presa. Durante as ações, também foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, que serão analisados após autorização judicial para quebra de sigilo.
Investigação começou em Minas Gerais
A operação foi solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (GAECIBER) do Ministério Público de Minas Gerais.
Na primeira fase da investigação, realizada na terça-feira (3), um homem foi preso em Camaquã, no Sul do Estado.
Segundo os investigadores, seis pessoas são investigadas no Rio Grande do Sul por participação no esquema.
Como funcionava o golpe
De acordo com o Ministério Público, os criminosos utilizavam perfis femininos falsos em redes sociais para iniciar conversas com as vítimas.
Após troca de mensagens e envio de imagens íntimas, surgiam supostos familiares e até falsos delegados e promotores, alegando que a vítima teria se envolvido com menores de idade.
Em seguida, os golpistas exigiam dinheiro para evitar uma suposta denúncia.
Entre os casos investigados:
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Uma vítima pagou R$ 4 mil e depois foi pressionada a transferir mais R$ 30 mil
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Em outro episódio, houve tentativa de cobrança de R$ 8 mil
Movimentação financeira
As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 150 mil em apenas 30 dias.
O dinheiro teria sido distribuído entre contas bancárias em diferentes regiões do país, muitas delas usadas para dificultar o rastreamento.
Até o momento, há pelo menos 15 vítimas identificadas em seis Estados:
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Minas Gerais
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São Paulo
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Paraná
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Rio Grande do Sul
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Goiás
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Roraima
Atuação organizada
Segundo o Ministério Público, o grupo apresentava divisão de tarefas e atuação interestadual, utilizando contas e identidades falsas para aplicar a extorsão.
“Essa ação contribui para descapitalizar organizações criminosas e estancar crimes que têm atingido a sociedade”, afirmou o coordenador estadual do GAECO no RS, promotor Rogério Meirelles Caldas.






