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Operação do MPRS bloqueia R$ 12 milhões e investiga lavagem de dinheiro no RS

Ação do GAECO cumpre mandados em quatro cidades e mira novos suspeitos ligados a fraudes em serviços de saúde domiciliar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira (18) a Operação Gollum II, com bloqueio de cerca de R$ 12 milhões. A ação investiga lavagem de dinheiro ligada a fraudes em contratos de home care.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) realizou, nesta quarta-feira (18), uma nova fase de investigação contra um esquema suspeito de desvio de recursos públicos na área da saúde.

A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), teve como foco a apuração de lavagem de dinheiro relacionada a fraudes em serviços de atendimento domiciliar (home care), além da identificação de novos envolvidos.

Mandados e bloqueios

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de:

  • Passo Fundo

  • Canoas

  • Esteio

  • Balneário Camboriú (SC)

A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões, valor vinculado às movimentações financeiras analisadas na investigação.

A ação contou com apoio da Brigada Militar, do GAECO de Santa Catarina, além de órgãos estaduais como a Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Novos investigados

Nesta etapa, 12 novos alvos passaram a ser investigados, sendo:

  • 9 pessoas físicas

  • 3 empresas

Eles são suspeitos de envolvimento em crimes como:

  • Organização criminosa

  • Estelionato contra o Estado

  • Lavagem de dinheiro

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, registros contábeis, equipamentos eletrônicos e mídias, que devem auxiliar na análise do fluxo financeiro do grupo.

Avanço da investigação

A nova fase é resultado da análise de provas obtidas na primeira etapa da operação, que apontaram indícios de ocultação de patrimônio oriundo dos desvios.

“Essa fase mira o mecanismo de lavagem de dinheiro, buscando recuperar valores desviados do erário”, afirmou o promotor de Justiça Diego Pessi.

Segundo o MPRS, o objetivo é rastrear e recuperar recursos públicos desviados, além de enfraquecer financeiramente a atuação do grupo investigado.

Relembre a primeira fase

A Operação Gollum I foi deflagrada em dezembro de 2024, em Passo Fundo, quando o MPRS identificou um esquema de fraudes no serviço de home care.

Na ocasião, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, e a apuração apontou a existência de quatro núcleos criminosos, envolvendo:

  • Familiares

  • Prestadores de serviço

  • Advogados

  • Colaboradores

O caso resultou na denúncia de 23 pessoas por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado e falsidade ideológica.

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