
O governador Eduardo Leite (PSD) foi vaiado por apoiadores do presidente Lula durante um evento oficial no Estaleiro Rio Grande, no sul do Estado, nesta terça-feira, 20 de janeiro. Ao discursar, Leite pediu respeito e afirmou que aquele não era um momento para diferenças partidárias.
Evento marcado por tensão
Durante a cerimônia realizada no Estaleiro Rio Grande, o clima esquentou quando militantes ligados ao governo federal vaiaram o governador do Rio Grande do Sul. Leite reagiu diretamente aos protestos:
“Não façamos deste um momento de diferenças partidárias. Estamos aqui para trabalhar pelo Estado”, afirmou.
Segundo ele, a ocasião deveria simbolizar cooperação entre diferentes forças políticas em prol do Rio Grande do Sul.
Repetição de episódios semelhantes
Esta não foi a primeira vez que Leite enfrentou hostilidade em eventos públicos. Em setembro de 2025, durante a Expointer, ele também foi alvo de vaias — naquela ocasião, vindas de produtores rurais. Na época, minimizou o episódio:
“Já fui vaiado antes e mesmo assim fui reeleito”, disse o governador na ocasião.
Relação com o governo federal
Apesar da recente hostilidade de parte da militância petista, Leite tem um histórico de posições políticas que evitam alinhamentos automáticos. Ele:
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Votou em Fernando Marroni (PT) no segundo turno em Pelotas, em 2024, alegando que era o mais preparado entre as opções restantes;
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Manteve neutralidade pública no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 entre Lula e Bolsonaro, apesar de indicar posteriormente um voto “pela democracia”;
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Critica a polarização e defende a construção de uma terceira via para 2026.
Caminho para 2026
Leite tem articulado sua projeção nacional como um nome de centro, buscando se posicionar como alternativa viável frente à disputa entre Lula e o bolsonarismo. Ele também já afirmou que sofre críticas “de ambos os lados”, em referência a militantes tanto da esquerda quanto da direita.






